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Audiência pública discute o novo PNE e as relações étnico-raciais na educação

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Com o objetivo de levantar discussões sobre as relações étnico-raciais no contexto educacional e promover cada vez mais o desenvolvimento de uma educação antirracista, aconteceu nesta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, uma audiência pública de iniciativa dos deputados estaduais Francisco do PT e Divaneide Basílio (PT) sobre os desafios e perspectivas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) para a promoção das relações étnico-raciais no contexto educacional.

Ao abrir os trabalhos, o deputado estadual Francisco do PT destacou a importância do tema da audiência, que é fundamental para a transformação social do Brasil. “Esse debate nos convida a refletir sobre o papel estratégico da educação na superação das desigualdades raciais que ainda marcam profundamente nossa sociedade. É impossível falar sobre educação no Brasil sem considerar o impacto histórico do racismo estrutural, a exclusão de grupos raciais, em especial da população negra, indígena e outros povos tradicionais, que foi sistematicamente reproduzida ao longo do tempo, refletindo-se em disparidades educacionais, sociais e econômicas”, disse.

Para ele, o novo PNE precisa enfrentar essa questão com direcionamento claro. “Não podemos nos contentar com políticas de caráter universal que, na prática, não atingem de modo eficaz aqueles e aquelas que mais necessitam. É urgente incluir metas específicas, indicadores e estratégias que assegurem a equidade no acesso à educação de qualidade, valorizando a identidade e cultura desses grupos. A promoção da educação das relações étnico-raciais deve ser uma prioridade transversal que permeie desde o currículo escolar até a formação de professores e professoras, passando pela valorização da história e cultura afrobrasileira indígena e quilombola. Não se trata de apenas garantir acesso à educação, mas de assegurar que ela seja representativa, acolhedora e promotora de justiça social”, completou.

A deputada estadual Divaneide Basílio explicou que esse momento tem sido continuidade de um debate com intuito de trazer para um lugar de destaque, no Novembro Negro, a educação. “Queremos trazer para a educação o nosso lugar de pessoas negras. Não à toa tivemos a redação do Enem sobre a herança do povo africano. Temos uma lei estadual aprovada que institui a semana da África na escola, que já aconteceu a primeira edição, e essa semana lançamos o livro do Professor Pedrão, com essa temática, para ser utilizada na semana da África na escola, além de outros momentos do calendário negro, de uma forma permanente”, informou.

Ao contribuir com o debate, a representante da organização Kilombo, Dalvaci Neves, falou do curso que objetivou provocar a discussão da educação antirracista, sobre a luta contra o racismo, a partir da educação. “As leis existem há muitos anos, mas não são suficientes para as pessoas entenderem que o racismo vem do costume, vem dos hábitos, do olhar, do racismo recreativo, por meio de piadas, estrutural, institucional. A gente vê que a solução para transformar é através da educação, é através dela que se transforma a sociedade. No Brasil, a identidade negra e a valorização da identidade negra custam muito, porque já crescemos com o olhar de inferioridade, sobretudo com a mulher negra. A mulher negra precisa ter acesso à universidade, aos cargos de gestão pública e privada, ter liberdade de andar e não ser vista como um símbolo sexual e o povo negro tem que ter esse olhar de valor e é através da educação que a gente vai ter isso. É necessário que esse assunto faça parte do currículo escolar, para que o professor tenha liberdade de falar a respeito o ano inteiro”, disse.

Já a representante do Instituto Odara, Lorena Cerqueira, comentou sobre a vanguarda das mulheres negras do Nordeste na luta pela educação e das relações étnico-raciais na educação. “Embora mais recentemente estejamos falamos muito no termo educação antirracista, foi em 1988, em Recife, que houve um encontro em que saiu uma minuta de proposta de lei sobre o assunto. Essa proposta só foi aprovada em 2003 e nela já estava a ideia de que a educação não podia ser uma educação generalista, com um viés apenas frisando a parte da ocupação europeia no país. E continuamos na vanguarda porque, desde novembro de 2023, nós, mulheres negras do Nordeste e da Amazônia, estamos discutindo o que queremos para a educação nos próximos 10 anos”.

Já a coordenadora executiva do projeto Ayê Dudu, diretora de articulação institucional Yalodê e líder do NEGEDI IFRN, Maria Socorro Silva, focou na importância de debater a educação e as relações étnico-raciais no Poder Legislativo e nos outros espaços institucionais que aprovam essas pautas. “A gente precisa compreender que este é o nosso espaço, construído pela população negra e a gente não pode ser minoria e exceção quando chegamos nessas Casas. Nós somos educadores e educadoras, construímos a identidade, a relação e o pertencimento na sociedade a partir da nossa formação, nós sabemos da importância do nosso papel. Nós entendemos como a escola funciona, ela é elitizada, racista, machista, homofóbica e a gente precisa desconstruir essa relação e essa educação que está posta, porque ela nos limita”, discursou.

O vice-coordenador do Fórum Estadual de Educação, Alessandro Azevedo, resolveu destacar os avanços e lacunas com base na discussão e elaboração do documento produzido na Conferência Nacional de Educação e encaminhado ao Ministério da Educação. Entre os avanços ele apontou a garantia de acesso, qualidade e permanência da educação escolar quilombola e a proposta de ampliação da oferta de vagas nas escolas quilombolas. Com relação às lacunas, ele lembrou da ausência de foco na criação de escolas nas comunidades quilombolas e da criação de um programa permanente de inclusão de lideranças de saberes tradicionais nos PPPs das escolas quilombolas, entre outras coisas.

Com relação ao Rio Grande do Norte, ele destacou que os desafios são imensos. “A escolaridade média da população negra, de 18 a 29 anos no RN, entre 2016 e 2023, decresceu. O que deveria estar acontecendo era um aumento da escolaridade média da população negra em relação à população não negra, então algo não está sendo feito”, falou. Ele chamou atenção ainda para que momentos como esse tragam encaminhamentos concretos, como, por exemplo, o compromisso de um coletivo que pudesse mapear quais projetos antirracistas estão acontecendo nas escolas estaduais e municipais, ou que pudesse pensar uma estratégia estadual de implantação da Lei 10.639 de 2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), por exemplo.

Por sua vez, a representante da Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Norte, Carla Costa, falou sobre algumas atividades recorrentes da Secretaria com relação ao tema. “Estamos com 60 escolas do campo, em que a maioria delas está em comunidades quilombolas e indígenas. Além disso, estamos trabalhando em cinco eixos: governança, estrutura, política da versão universal e focalizada, o diagnóstico e monitoramento da implementação da Lei 10.639 de 2003, a formação de gestores escolares e professores em educação para as relações étnico-raciais, bem como elaboração de material didático e literário”. Ela também enfatizou que futuramente duas escolas serão construídas, sendo uma, quilombola, e uma, indígena. E falou da formação, que está em andamento, de professores na cultura antirracista e da parceria com a UFERSA, com a promoção de um curso de extensão sobre o “RN, território do povo preto, desafio para educação do campo, das águas e das florestas nos 21 anos da consciência negra”, que conta com cerca de 100 vagas para professores. 

A coordenadora de Igualdade Racial, Giselma Omilé, enfatizou que a luta da população negra é incansável. “O que nos traz aqui é o incômodo de ainda não termos alcançado o que é de fato necessário para termos uma população negra brasileira tratada com equidade e dignidade. E pensando na perspectiva da educação, ela é essencial porque é o caminho que conseguimos visualizar do ponto de vista transformador, do ponto de vista cultura, social, econômico. E essa transformação não é para que ocorra apenas na população negra, mas em toda a sociedade”, disse.

“Pensar a educação na perspectiva étnico-racial, é pensar também em trazer os elementos construídos pela sociedade que resistem, do ponto de vista da reparação. Os brasileiros precisam se envergonhar do que foi o processo da colonização, da exploração e de desumanização dos povos africanos, que foram trazidos para construir esse país de maneira forçada. Quando a educação se torna um direito para a população negra, o racismo se estrutura e se fundamenta do ponto de vista legal, o racismo está construído a partir da legislação. Em 1824, na Constituição do Império, a lei proibia os negros e leprosos de frequentarem as escolas, ou seja, proibia o acesso à educação e isso perdurou até 1930. O processo de mobilização e de luta por direitos é um processo contínuo da população”, completou.     

Por fim, o parlamentar vereador Daniel Valença, citou a falta de avanços com relação a implementação de legislações importantes. “Mesmo tendo avanços no PNE, quando vamos para o monitoramento, percebemos a dificuldade extraordinária disso se transformar em realidade. Precisamos redobrar a nossa capacidade de organização, de mobilização, de luta social, articulada com a luta adicional que estamos fazendo.  Abstrações jurídicas por si só não vão fazer com que o povo tenha acesso ao que é de direito. Ao contrário, as nossas relações sociais concretas são fundamentadas na exploração, na opressão, na retirada do direito à dignidade. Em Natal, o racismo estrutural é tão forte que não começa nem na creche, vem de antes. São praticamente 2 mil crianças sem creche e a maioria delas são crianças negras. Precisamos impedir retrocessos e assegurar que as batalhas que vencemos se transforme em mudanças concretas para a população”.

E, para finalizar, o deputado federal, Fernando Mineiro, lembrou que falar da questão da igualdade racial na educação não é discutir educação nas comunidades quilombolas. “Estamos querendo discutir dentro do processo educacional como um todo. Não podemos reduzir o debate pensando tão somente nos espaços escolares e ensinos das comunidades quilombolas. É um desafio generalizado. O último PNE, de 2014-2024, foi prorrogado para 2025 e nós tivemos dois fenômenos que impactaram de uma maneira muito dura no cumprimento das metas, em todas as áreas, mas, em particular, nas áreas de equidade: a pandemia e o pandemônio. A pandemia dificultou a leitura e o levantamento dos dados e os estudos na área da educação e a outra razão foi uma gestão que desarticulou e desestruturou a educação”, falou.

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Audiência debate prevenção à violência e direito das mulheres a viverem com dignidade

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta terça-feira (9), uma audiência pública no âmbito da Frente Parlamentar da Mulher para discutir o enfrentamento à violência contra as mulheres, dentro da Campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Proposta pela deputada estadual Divaneide Basílio (PT), a iniciativa reuniu mulheres de diferentes movimentos sociais, representantes de instituições e militantes da pauta de gênero, que relataram casos de violência, dificuldades de acesso à segurança pública e o medo constante que ainda marca a vida de muitas potiguares.

Ao longo da audiência, os depoimentos evidenciaram que a violência de gênero segue sendo uma realidade cotidiana, atravessada por desigualdades estruturais e pela ausência ou fragilidade de políticas públicas efetivas. Mulheres negras, indígenas e trans ressaltaram a necessidade de que as ações de enfrentamento considerem os recortes de raça, identidade de gênero e território, apontando que essas populações estão ainda mais expostas às violências.

A deputada Divaneide Basílio destacou que o debate integra um movimento nacional e internacional de conscientização. “Os 21 Dias de Ativismo se consolidam como um chamado à responsabilidade do Estado, das instituições e da sociedade civil para proteger vidas, promover justiça e assegurar que todas as mulheres tenham seus direitos respeitados, garantidos e efetivados”, afirmou, reforçando que a violência contra as mulheres deve ser reconhecida como uma grave violação dos direitos humanos.

Durante as falas, foi consenso entre as participantes que o enfrentamento à violência precisa ir além da resposta punitiva, passando principalmente pela prevenção, pela educação e pela garantia de autonomia e independência econômica das mulheres. A maioria dos encaminhamentos construídos ao final da audiência teve como eixo central a formação e o esclarecimento da sociedade, com ênfase na necessidade de que mulheres não apenas sobrevivam à violência, mas tenham condições reais de viver com dignidade, segurança e liberdade.

Entre as propostas apresentadas estiveram o fortalecimento da educação nas escolas, com a inclusão, nos currículos, de conteúdos sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e o real significado da Lei Maria da Penha; a qualificação de profissionais de saúde para identificar e acolher vítimas de violência; e a ampliação e efetividade do sistema de proteção, como o aumento da concessão de botões do pânico.

Também foram defendidas políticas públicas voltadas para cidades mais seguras para as mulheres, ações de incentivo à agricultura familiar e à economia solidária com foco feminino, políticas do Bem Viver, envolvendo moradia, segurança, jornada de trabalho e lazer, além da implementação efetiva do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e do plano de ação do pacto nacional sobre feminicídio nos estados e municípios.

Outro ponto destacado foi a provocação ao Congresso Nacional para a instalação de uma CPMI do Feminicídio, bem como a cobrança por maior participação dos homens na luta contra o feminicídio e todas as formas de violência de gênero.

Para Divaneide Basílio, a audiência cumpriu o papel de dar visibilidade às vozes das mulheres e apontar caminhos concretos para mudanças estruturais. “Contamos com a força das mulheres que lutam para se manter vivas e não deixar que nenhuma mulher morra. Essa é nossa missão, nossa força. Não quero estar deputada para ocupar uma cadeira e ser destratada. Quero ocupar para que outras meninas saibam que esse lugar é nosso e não seremos violentadas por sermos mulheres em nenhum lugar. Seremos mulheres vivas em todos os lugares. Não queremos somente sobreviventes. Queremos ser viventes! Queremos estar em uma sociedade que não terão dúvidas sobre o que vivemos, o que sofremos. Nossa palavra não pode ser desacreditada, porque nossa dor é única. Não queremos que a violência última seja necessária para acreditarem na primeira palavra que demos. Por todas as mulheres vivas, gratidão”, disse Divaneide Basílio.

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Debate relembra 190 anos da ALRN e defende preservação de prédios históricos

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A tarde desta terça-feira (9) foi de discussão e resgate da memória do Rio Grande do Norte através da história da Assembleia Legislativa. Em mais um evento do projeto “Memória Potiguar”, o Memorial do Legislativo debateu o tema “Sedes do Parlamento”, revisitando a história potiguar a partir das sedes da Assembleia Legislativa ao longo dos seus 190 anos de existência. Ex-deputados, membros da Assembleia e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) participaram do debate, que foi aberto ao público.

A discussão, que foi mediada pelo jornalista Octávio Santiago, contou com a participação do diretor-geral da Assembleia Legislativa, Augusto Carlos Viveiros; dos ex-presidentes da Casa Ezequiel José Ferreira de Souza e Nelson Freire, além do professor e membro do IHGRN, Yuri Simonini. No debate, a história foi detalhada e a necessidade de preservação foi destacada por todos os presentes.

Entre 1834 e 2025, a Assembleia Legislativa percorreu 12 sedes. Alguns locais seguem com prédios preservados, como a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, que foi a primeira sede. Porém, ao contrário da “antiga Catedral”, a Antiga Casa de Câmara e Cadeia, que foi a segunda sede do Parlamento e que ficava em área da Praça André de Albuquerque, hoje não mais existe. Para o professor Yuri Simonini, a destruição de edifícios históricos faz com que parte da história do estado deixe de ser exposta e revista pela população.

“Uma cidade, com seus prédios, guarda memórias. Quando olhamos uma cidade, olhamos tempos. Cada prédio, edifício, guarda uma história. Tempos que existem quando espaços se tornam lugares, que têm sentimentos.  Quantos séculos de Natal passam por esses 12 prédios? É uma história que temos que preservar, porque ao preservar não estamos mantendo locais, nós preservamos lugares e memórias”, disse Yuri Simonini, que elogiou a iniciativa do Memorial do Legislativo. “São iniciativas como essa que resgatam e refazem a memória”.

A preservação também foi um ponto enaltecido pelo diretor-geral da Assembleia, Augusto Carlos Viveiros. Segundo ele, o presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), determinou que o Legislativo atue para colaborar com a conservação dos prédios históricos do entorno do Parlamento. De acordo com Viveiros, a postura da Assembleia, que já tem recuperado imóveis na região, tem como foco também a preservação do Centro histórico de Natal.

“O Poder Público tem obrigação de preservar a cidade. É isso que fizemos aqui (no Memorial) e fazemos. E é isso que o deputado Ezequiel tem determinado se fazer”, explicou, citando as ações no Memorial do Legislativo, o uso da casa de Café Filho, o prédio vizinho e outros imóveis. “Queremos preservar, além do passado, o Centro Cultural da cidade. É isso que estamos fazendo e isso que se faz aqui”, ressaltou.

Também no debate, o ex-presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira, que é pai do atual chefe do Legislativo potiguar, historiou a saga para a aquisição e construção da sede onde a Assembleia funciona hoje, que é o Palácio José Augusto. Segundo Ezequiel, foi um trabalho árduo para se chegar a um acordo, conseguir recursos e desapropriar a área onde está o imóvel. A busca pela construção da sede do Legislativo foi motivada pela falta de estrutura que existia nos imóveis anteriores.

“A pior sede que tivemos foi o Sindicato dos Contabilistas. Não tinha espaço pra nada. Foi um desastre. Depois fomos para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado, que também não dava certo, mas foi melhor do que a praça (Sindicato). Mesmo diminuindo o número de deputados (eram 40 e passou-se a 24), ainda era pequeno. Para se ter uma ideia, só se tinha um gabinete. Pela manhã, era a Arena que tomava conta. À tarde, o MDB. Era um negócio da pior categoria”, lembrou. “Era como se o PT tomasse conta pela manhã e o PL durante o turno da tarde”, brincou o jornalista Octávio Santiago.

Ezequiel explicou que foi através de uma conversa com o então governador Cortez Pereira que conseguiu os recursos para viabilizar a nova sede, que poderia acomodar o funcionamento da Assembleia. 

“No início do Governo Cortez Pereira, fui até ele com facilidade, porque ele tinha sido deputado e expliquei os fatos que eram de conhecimento dele. Eu disse que queria desapropriar aquela área para fazer ali a ‘Praça dos Três Poderes’, como havia em Brasília, e Cortez associou-se ao projeto”, disse Ezequiel. “Como tinham várias casas, ele me pediu um levantamento de quanto custaria. Eu fiz e era aproximadamente 500 contos de réis. Ele disse que era muito dinheiro, mas que faria um esforço e o fez. Fomos atrás dos proprietários e deu um trabalho grande”, brincou o ex-presidente da Casa, relembrando ainda que a desapropriação mais difícil foi da antiga sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, efetuada somente após uma troca realizada pelo Legislativo, que cedeu um imóvel à instituição.

Em clima de bom humor, o debate transcorreu com discussões sobre a importância da preservação histórica e passando também pelo passado da Assembleia, relembrando ainda das passagem do Legislativo pelo prédio do “Sobradinho” ou “Véu da Noiva”, onde ficou por 20 anos; do Atheneu, Palacete Provincial, Palacete da Junqueira Aires, Natal Club, Teatro Alberto Maranhão e Palácio Amaro Cavalcanti.

Também participando do encontro, o ex-deputado e ex-presidente da Casa Nelson Freire enalteceu a postura da atual gestão da Assembleia, que tem atuado de maneira incisiva na preservação dos prédios históricos no Centro de Natal, e no trabalho realizado pelo Memorial do Legislativo Potiguar.

“Tenho que parabenizar o Memorial, que tem feito um trabalho maravilhoso. Fiquei encantado com o que vi aqui. Um espaço que está resguardando a nossa história e transmitindo para jovens, que são os estudantes que vêm pra cá. O Legislativo também tem essa incumbência. É muito bacana participar desse momento tão ímpar”, disse Nelson Freire.

Na ocasião, o Legislativo também foi relançado o livro “Uma história da Assembleia Legislativa do RN”, de autoria do folclorista Luís da Câmara Cascudo, que também foi historiador, escritor, antropólogo e deputado estadual.

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ALRN celebra trajetórias de destaque com a entrega das Medalhas do Mérito

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realiza nesta quarta-feira (10), às 9h, no Plenário Deputado Clóvis Motta, uma das cerimônias mais simbólicas do calendário institucional: a Sessão Solene de entrega das Medalhas do Mérito, ocasião em que o Parlamento potiguar presta reconhecimento público a personalidades que transformam, inspiram e impulsionam o desenvolvimento do Estado em múltiplas frentes.

A solenidade é uma propositura do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira, que renova, a cada edição, o compromisso de valorizar histórias de dedicação e serviço ao Rio Grande do Norte. Embora a iniciativa parta da Presidência, o gesto de reconhecimento é coletivo: todos os 24 deputados estaduais participam da homenagem, cada qual agraciando cidadãos cujas trajetórias se entrelaçam com o progresso social, cultural, educacional, esportivo e institucional do RN.

As distinções compreendem algumas das mais tradicionais honrarias concedidas pelo Legislativo estadual: o Mérito Legislativo, o Mérito Social “Maria do Céu Fernandes”, o Mérito Cultural “Câmara Cascudo”, o Mérito Educacional “Noilde Ramalho”, o Mérito Esportivo “Marinho Chagas”, o Mérito em Direitos Humanos “Marcos Dionísio”, além das medalhas de Segurança Pública e Defesa Social e de Trabalho Voluntário “Irmã Lúcia Montenegro”. Juntas, elas formam um mosaico que revela a pluralidade de contribuições essenciais à construção de um Rio Grande do Norte mais humano e mais forte.

Ao longo da cerimônia, mais de 20 homenageados terão seus nomes celebrados, entre eles servidores públicos, educadores, artistas, lideranças comunitárias, profissionais de segurança, voluntários e representantes da cultura potiguar. Também serão lembradas, com reverência, figuras que deixaram legado perene, como Cândida Maria de Araújo Bezerra e Roberto Brandão Furtado, homenageados in memoriam.

Mais do que reconhecer feitos individuais, a Assembleia destaca, neste momento, a importância de fortalecer laços com a sociedade e de dar visibilidade a trajetórias que, longe dos holofotes, constroem diariamente um Estado mais justo, solidário e comprometido com o bem comum.

A cerimônia será aberta ao público e transmitida pelos canais oficiais da ALRN, convidando a sociedade potiguar a compartilhar este gesto de reconhecimento coletivo.

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ALRN concede título de Cidadão Norte-Rio-Grandense ao juiz Fábio Luiz de Oliveira Bezerra

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte concedeu, na tarde desta terça-feira (9), o título de Cidadão Norte-Rio-Grandense ao juiz federal Fábio Luiz de Oliveira Bezerra. A honraria, proposta pela deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade) e aprovada pelo Parlamento, foi entregue durante Sessão Solene no Palácio José Augusto, reunindo autoridades, familiares e amigos do homenageado.

A homenagem reconhece a trajetória profissional, acadêmica e os relevantes serviços prestados pelo magistrado ao Estado, que é juiz titular da 7ª Vara Federal e diretor do Foro da Justiça Federal no Estado. Natural de Aracoiaba, no Ceará, Fábio Luiz de Oliveira Bezerra construiu uma carreira marcada pela dedicação ao serviço público e pela sólida formação acadêmica. Apesar do destaque também no meio jurídico, o magistrado é graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), além de também ser mestre em Administração, com ênfase em Finanças, especialista em Direito Tributário e doutor em Direito Público pela Universidade de Coimbra.

No Rio Grande do Norte desde 2004, quando foi promotor de Justiça e procurador da República, desde 2007 ele é juiz federal. Ao longo da carreira, também esteve à frente da Escola de Magistratura Federal do RN, foi vice-diretor do Foro da Justiça Federal e integrou o Tribunal Regional Eleitoral, sempre com atuação reconhecida pelo rigor técnico e compromisso institucional. Além da magistratura, Fábio Luiz atua como professor do curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Durante a solenidade, a deputada Cristiane Dantas ressaltou que a concessão do título representa o reconhecimento do povo potiguar a uma trajetória marcada pelo compromisso com a Justiça e com o interesse público. 

“O doutor Fábio Luiz construiu no Rio Grande do Norte uma história de trabalho sério, equilíbrio e respeito às instituições, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento da Justiça em nosso Estado”, afirmou a parlamentar.

Ainda em seu discurso, Cristiane Dantas também enfatizou o vínculo do magistrado com o Rio Grande do Norte, construído ao longo de mais de duas décadas de atuação profissional e convivência pessoal. “Mais do que exercer suas funções no nosso Estado, o doutor Fábio fincou raízes no Rio Grande do Norte, aqui constituiu família, construiu laços afetivos e passou a contribuir diretamente para a formação de novos juristas”, destacou.

Falando em nome dos amigos do homenageado, o também juiz federal Marco Bruno fez questão de enaltecer a trajetória construída por Fábio Luiz. Segundo Bruno, o agora potiguar conseguiu sucesso através do esforço e dos estudos, mesmo com origem humilde.

“Nossa instituição está muito feliz. Todos, na verdade, estão muito felizes e isso pode ser visto pela presença dos que aqui estão. Vossa excelência, deputada Cristiane Dantas, fez justiça possibilitando que o Rio Grande do Norte ganhasse um filho muito especial, que vai cada vez mais orgulhar o nosso estado e agregar valor. É uma satisfação para mim, em nome dos presentes e como amigo, participar dessa solenidade. Seja muito bem-vindo, mais uma vez, ao Rio Grande do Norte, agora como nosso conterrâneo de fato”, disse Marco Bruno.

Ao receber o título de Cidadão Norte-Rio-Grandense, o homenageado agradeceu a distinção concedida pela Assembleia Legislativa e reconheceu que sempre sonhou que receber a honraria por parte da Casa.

“Esta homenagem, que consiste em gesto de inestimável acolhimento, me toca profundamente. Não escondia que essa honraria eu desejava muito receber. Potiguar eu já me sentia há muito, de pleno coração. Hoje, passo a ser potiguar por direito e com muito orgulho, deputada Cristiane Dantas. Agradeço de modo especial à deputada, especialmente por sua generosidade, por entender que minha atuação no estado pudesse merecer tamanha consideração. Recebo a homenagem por ações não somente minhas. Chego por causa do apoio de minha família e parceria diária construída com meus amigos de trabalho e também de vida”, agradeceu o homenageado.

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José Dias volta a cobrar pagamento de emendas impositivas

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O deputado estadual José Dias (PL) voltou a cobrar, na sessão desta terça-feira (09), na Assembleia Legislativa, o pagamento, por parte do Governo do Estado, das emendas impositivas. De acordo com o parlamentar, as emendas solicitadas pelo seu mandato ainda não foram liberadas.

“Essas emendas são essencialmente para a Saúde”, alegou José Dias, ressaltando que não há argumento para que o Estado dificulte a liberação. “É doloroso mais uma vez trazer esse assunto”, disse o deputado, tecendo críticas à gestão estadual. O deputado lembrou que há emendas que não foram pagas, apesar de ação transitada em julgado perlo Tribunal de Justiça.

O deputado José Dias ainda comentou, em seu pronunciamento, a alta carga tributária do Brasil, os juros altos e os números da inflação. Também criticou um pedido de empréstimo feito pelo Executivo, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

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Jornalistas elegem Ubaldo Fernandes como Parlamentar do Ano na ALRN

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Os jornalistas que integram o Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte elegeram, nesta terça-feira (9), o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) como Parlamentar do Ano, em votação realizada no Auditório Cortez Pereira. A escolha é promovida anualmente pelo Comitê, presidido pelo jornalista Oliveira Wanderley, e reconhece o trabalho desenvolvido pelos parlamentares ao longo do ano legislativo.

Dos 47 profissionais de imprensa aptos a votar, 42 compareceram. O resultado confirmou a ampla preferência pelo deputado Ubaldo Fernandes, que recebeu 32 votos. Em seguida, apareceram os deputados Tomba Farias (PL), com 4 votos; Divaneide Basílio (PT), com 3; Cristiane Dantas (SDD), com 2; e Galeno Torquato (PSDB), com um voto.

Ao anunciar o resultado, o presidente do Comitê de Imprensa destacou a importância da escolha para o fortalecimento da atividade parlamentar e para a relação entre a Casa Legislativa e os profissionais de comunicação. “Os jornalistas votaram e elegeram o deputado Ubaldo Fernandes como Parlamentar do Ano. Uma honraria que representa o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido durante o ano”, afirmou Oliveira Wanderley.

Emocionado, Ubaldo Fernandes agradeceu a confiança e ressaltou o compromisso de seguir atuando em defesa da população potiguar. “A caminhada agora é muito maior, porque esse título é muito honroso para o parlamentar. Agradeço ao povo do Rio Grande do Norte, à imprensa, aos jornalistas credenciados e ao comitê por terem me escolhido Parlamentar do Ano. Continuarei trabalhando com dedicação e responsabilidade”, declarou.

Tradição e reconhecimento

Criado na legislatura de 1981–1983, durante a gestão do então presidente da Casa, ex-deputado Carlos Augusto Rosado, o Comitê de Imprensa recebeu o nome do jornalista Alexis Gurgel, um dos grandes nomes do jornalismo potiguar. O primeiro parlamentar homenageado foi o ex-deputado Roberto Furtado, em 1982, marcando o início de uma tradição que valoriza a atuação política e fortalece a relação entre o Legislativo e a imprensa.

A escolha do Parlamentar do Ano reafirma a importância do diálogo transparente, do trabalho legislativo comprometido e da imprensa como ponte entre o Parlamento e a sociedade.

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Plenário da ALRN aprova adesão do RN ao Propag após debate e vota outros projetos

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Em votação durante a sessão plenária desta terça-feira (9), os deputados da Assembleia Legislativa do RN aprovaram o projeto que autoriza o Estado a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag. A matéria, de iniciativa do Governo do Estado, abriu os trabalhos e gerou debate entre os parlamentares.

O parecer favorável do deputado Hermano Morais (PV) foi acompanhado pela maioria, mas não passou sem críticas. O deputado José Dias (PL) questionou a proposta e afirmou que se tratava da “burocracia do PT em plena ação para trazer ilusão ao nosso povo”, antes de declarar voto favorável. Já o deputado Francisco do PT destacou que a adesão representa uma medida estrutural e de impacto futuro para o estado. “É uma ação de estado, quem vai se beneficiar não é o governo da professora Fátima, mas a educação do RN, assim como outras unidades federativas”, destacou Francisco do PT.

Segundo o parlamentar, o Propag garantirá ao Rio Grande do Norte, a partir de 2027, quase R$ 280 milhões para a educação. Pela regra, explicou, 60% dos recursos devem ser aplicados no ensino profissionalizante e 40% em obras de infraestrutura escolar. Francisco reforçou que se trata de uma ação de estado e que os resultados beneficiam o RN independentemente de gestões.

Após a análise do Propag, o plenário avançou na pauta e aprovou quatro projetos apresentados em bloco, todos de autoria da deputada Divaneide Basílio (PT). As propostas instituem o Dia Estadual do Capoeirista, celebrado em 5 de março, a Semana da Família Atípica, o Dia Estadual das Altas Habilidades ou Superdotação, comemorado em 10 de agosto, e reconhecem a Vila Feliz de Nossa Senhora do Bom Parto, em Pium, como patrimônio cultural material e imaterial.

Os deputados também aprovaram outra matéria do Executivo que altera a Lei Complementar 504. O texto atualiza critérios de classificação das escolas da rede pública estadual e define a quantidade de funções gratificadas de diretor e vice-diretor.

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Deputados apreciam vetos do Governo em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa

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Os deputados estaduais analisaram, nesta terça-feira (9), os vetos encaminhados pelo Governo do Estado em sessão extraordinária convocada exclusivamente para esse fim. 

Entre os vetos mantidos pelo plenário estão propostas relacionadas à transparência pública, saúde, tributação e inclusão, como a transmissão ao vivo das reuniões do Comitê Científico (PL 77/2021), o reconhecimento de pessoas com doença renal crônica como pessoas com deficiência (PL 159/2024), o diferimento do ICMS sobre a cadeia da castanha de caju (PL 409/2023) e as diretrizes da Lei Orçamentária de 2025 (PL 220/2024). 

Também foram preservados vetos ao projeto que institui a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PL 138/2024), ao que proíbe a instalação de banheiros unissex em ambientes públicos e privados (PL 216/2022) e às propostas que tratam de assistência a pessoas com deficiência em supermercados (PL 313/2023) e de melhorias de acessibilidade em escolas, com a substituição de alarmes sonoros por sinais visuais e musicais suaves (PL 369/2023).

Permanecem barrados ainda os projetos sobre informações da ARSEP nas faturas (PL 133/2019), inclusão do símbolo do autismo em placas de prioridade (PL 144/2019), acesso gratuito à medicamentos para pacientes com hiperplasia ou câncer de próstata (PL 535/2024), além das normas sobre tramitação das emendas parlamentares individuais (PL 175/2019).

Por outro lado, os deputados derrubaram mais de 10 vetos, restabelecendo iniciativas nas áreas de segurança, meio ambiente, turismo, proteção animal e cidadania. Entre os vetos rejeitados estão o que trata do transporte especial jipe-turismo remunerado (PL 266/2024), o que cria o Cadastro Estadual de Pedófilos (PL 167/2024) e o que regulamenta atividades de desmantelamento de embarcações e ativos offshore (PL 380/2023). 

O plenário também restabeleceu o projeto que proíbe a eliminação de cães e gatos em órgãos de controle de zoonoses (PL 366/2023), o que institui o ID Jovem-RN (PL 173/2021), a proposta que estabelece multas por invasões e ocupações de propriedades (PL 53/2024) e o que denomina a sede da PM de Equador como “Cabo Gilvan Francisco Dionísio Filho” (PL 16/2025). 

Foram ainda derrubados os vetos ao Programa RN Mais Verde (PL 482/2024), ao quadro de pessoal da Secretaria de Administração Penitenciária (PL 6/2025), à criação da carteira de identificação da pessoa com TEA (PL 435/2025), à obrigação de informar produtos próximos ao vencimento em supermercados (PL 169/2025) e ao funcionamento de som automotivo em vias e logradouros públicos (PL 266/2019).

Com as decisões, os projetos com vetos derrubados deverão ser promulgados pela Assembleia Legislativa para entrar em vigor.

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ALRN

Aumento de produtividade marca atuação da Comissão de Justiça da Assembleia do RN em 2025

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa do RN encerrou nesta terça-feira (9) o ano legislativo com balanço positivo. O presidente do colegiado, deputado Kleber Rodrigues (PSDB), abriu a última reunião de 2025 apresentando uma prestação de contas que destacou o crescimento expressivo da produtividade da CCJ ao longo do ano. Ele agradeceu a participação, dedicação e empenho de cada deputado, além do trabalho da Procuradoria, dos assessores e de toda a equipe da Casa.

Foram 31 reuniões ordinárias e extraordinárias, 708 matérias apreciadas, 704 aprovadas e quatro rejeitadas. Em 2024, o colegiado havia analisado 502 matérias em 36 encontros. O salto de mais de 200 proposições representa um aumento de 41,27% na produtividade. Para Kleber, o desempenho é fruto do esforço conjunto dos deputados, da Procuradoria da Casa, dos assessores e de toda a equipe técnica da comissão.

Após o balanço, os membros seguiram com a pauta e aprovaram 28 projetos. Entre eles, a proposta de Divaneide Basílio (PT) que institui a Rota da Agricultura Familiar e Produtos Orgânicos, além da Política Estadual da Gastronomia Potiguar. A CCJ aprovou ainda o projeto de Eudiane Macedo (PV) que garante o uso do nome social de pessoas transgênero de forma póstuma em documentos e certidões.

Para o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB), foram aprovados o reconhecimento da Associação Gestão e Assistencialismo Humanizado como utilidade pública e a criação do Programa de Incentivo à Captação e Uso Eficiente de Água da Chuva, além do reconhecimento do Festival Literário da Pipa Flipipa como patrimônio cultural e imaterial.

O colegiado também aprovou iniciativas de Francisco do PT, entre elas o reconhecimento da Associação Mista das Comunidades Ribeirinhas e da Feira de Baixa Verde como utilidade pública e patrimônio cultural. O deputado Adjuto Dias (MDB) teve aprovado o pedido de isenção de taxas de inscrição em competições esportivas para doadores regulares de sangue, plaquetas e medula óssea.

Já Cristiane Dantas (SDD) obteve aprovação para a criação do Programa de Regularização de Débitos de IPVA para veículos apreendidos e para a denominação do trecho da RN 003 entre Goianinha e Santo Antônio.

Outros projetos aprovados foram o que reconhece a Festa de Nossa Senhora dos Impossíveis, de autoria do deputado Dr. Bernardo (PSDB), o que proíbe o consumo de maconha em ambientes coletivos, de iniciativa do deputado Coronel Azevedo (PL), e o que assegura o ensino da língua portuguesa padrão nas redes pública e privada. Durante a discussão, a deputada Isolda Dantas (PT) ponderou sobre o risco de restringir o acesso a derivados medicinais da cannabis por pacientes que dependem do tratamento.

Também receberam parecer favorável as proposições de Galeno Torquato (PSDB), Dr. Kerginaldo (PL), Ezequiel Ferreira (PSDB), Terezinha Maia (PL), Neilton Diógenes (PP) e Taveira Júnior (União), além de dois títulos de cidadania.

Com a aprovação das 28 matérias desta última reunião, a CCJ finaliza o ano confirmando maior volume de trabalho em relação ao último ciclo legislativo e consolidando 2025 como período de maior produtividade do colegiado.

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ALRN

Comissão de Saúde da AL zera pauta e presidente Cristiane Dantas apresenta balanço de 2025

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A deputada Cristiane Dantas (SDD), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), apresentou na manhã desta terça-feira (9) um relatório das ações desenvolvidas pelo colegiado em 2025. De acordo com os dados, o atual ano legislativo foi um dos mais ativos da comissão, com crescimento expressivo em todas as frentes de atuação.

Ao longo do período, foram realizadas 15 reuniões — 14 ordinárias e uma extraordinária — mais que o dobro do ano anterior. Também houve aumento relevante na análise de matérias: 67 projetos de lei foram apreciados, número três vezes maior que o registrado em 2024. O relatório destaca ainda 13 ações externas, entre fiscalizações em hospitais, reuniões técnicas e participações em eventos.

“Encerramos as atividades de 2025 desta comissão com um balanço positivo, onde mais do que cobrar ações, apresentamos alternativas ao governo para levar melhorias ao serviço de saúde pública”, afirmou a deputada. Cristiane Dantas agradeceu aos colegas e membros da comissão, os deputados Dr. Bernardo (PSDB), Dr. Kerginaldo (PL), Galeno Torquato (PSDB) e Terezinha Maia (PL) e aos servidores que assessoram a comissão. 

Entre as principais inspeções ao longo do ano, constam problemas estruturais e de abastecimento em unidades como o Hospital Maria Alice Fernandes, o Hospital Walfredo Gurgel, o Hospital Telecila Freitas e o Hospital João Machado. 

A presidente também ressaltou a realização de audiências públicas sobre temas sensíveis, como a retenção de macas e as demandas reprimidas na regulação de pacientes. Diversos ofícios foram enviados cobrando soluções para desabastecimentos, falta de profissionais e esclarecimentos sobre recursos estaduais destinados à saúde — muitos deles sem resposta da gestão.

O relatório aponta ainda como um grande avanço do ano a aprovação, na comissão, do projeto que cria o programa “Fiscaliza Saúde”, de autoria do deputado Luiz Eduardo (SDD). O canal permitirá que qualquer cidadão envie denúncias diretamente ao Legislativo, fortalecendo o controle social e ampliando a capacidade de resposta da comissão.

Para Cristiane Dantas, a atuação de 2025 marcou uma expansão decisiva. “Crescemos, fiscalizamos e ampliamos nossa presença, com o ‘Fiscaliza Saúde’, teremos informações reais para dar respostas mais rápidas à população”, afirmou.

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