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Audiência pública discute rumos da economia solidária no RN

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Uma audiência pública de iniciativa da deputada estadual Isolda Dantas (PT) aconteceu nesta segunda-feira (16), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, com objetivo de debater políticas públicas para a economia solidária no Rio Grande do Norte. É de iniciativa da parlamentar a lei que institui o Programa Estadual de Compras Governamentais da Economia Solidária do Estado do Rio Grande do Norte – PECES, regulamentada pelo Governo Estadual e que está em processo de implantação.

Isolda Dantas aproveitou o momento da audiência pública para informar sobre a cartilha produzida pelo mandato dela, que é um guia de orientação para o acesso ao Programa Estadual de Compras Governamentais da Economia Solidária, e comentou sobre o processo de construção da Lei. O guia ajudará aos grupos de economia solidária com informações de como acessar os recursos do Governo do Estado.

“Foi um processo construído por muitas pessoas, queríamos fazer uma legislação mais dirigida, que fizesse com que os recursos do governo pudessem chegar de forma efetiva para os grupos que produzem economia solidária. Queríamos que os grupos vendessem de forma completa para o Governo do Estado. Não conseguimos concretizar no passado, mas fomos vendo o que era necessário para que isso acontecesse. Quando a Lei foi aprovada, foi um grande desafio. Agora, ao final de 2024, celebramos também esse guia, que é trabalho de muita gente e de muito esforço”, discursou a parlamentar.

Quem também comentou sobre o tema da economia solidária foi a presidenta do Conselho Estadual de Economia Popular e Solidária, Ailma Firmino Geraldo. Ela agradeceu à deputada Isolda Dantas pelo espaço e lembrou da data do Dia Nacional da Economia Solidária, celebrada em 15 de dezembro. Para ela, um dia de celebrar a luta. “Estar aqui hoje é fazer memória de tantas pessoas que construíram a economia solidária no estado. O guia teve muita participação de entidades parceiras, unidas para encontrar a melhor forma de construí-lo com cuidado, para não deixar faltar nada no acolhimento dos grupos”, comentou.

Já quem falou sobre a participação do Fórum Estadual de Economia Solidária foi Maria Lúcia Balbino, que explicou que o Fórum é um espaço onde reúne as principais pessoas que fazem economia solidária. “Este ano foi muito proveitoso, apesar dos desafios que a economia solidária encontra, como a dificuldade de organização, por exemplo. Na medida em que as políticas públicas vão acontecendo e as oportunidades surgindo, a gente começa a fortalecer mais a nossa base”, falou.

Ela explicou sobre a importância da organização para que se consiga, de fato, que as políticas públicas aconteçam e cheguem aos municípios e também falou sobre a importância das conferências e do Fórum, que são espaços de reunião, de discussão e alinhamento de ideias que serão colocadas em prática posteriormente.

A representante da incubadora tecnológica para fortalecimento de empreendimentos econômico solidários do IFRN (IFSOL), Denise Cristina Momo, falou do papel da incubadora de criar estratégias que contribuam com os empreendimentos e com a política pública. “A incubadora vem para contribuir com a sociedade, articulamos com as políticas municipais, estaduais e federais e fortalecemos as ações, identificando quais as necessidades dos grupos, para contribuir assessorando em diversas áreas. A incubadora tem esse papel de assessoria e capacitação, criação de ferramentas e estratégias, com apoio técnico, a partir das necessidades”, contou. Ela convidou a sociedade para se aproximar da incubadora, levando as necessidades relacionadas com a economia solidária.

Já a representante do Centro Feminista 8 de março, Ivi Aliana, contou sobre a instituição que ela representa e que também trabalha com economia solidária. “Nossa ação é uma ação de transformação social. A construção da economia solidária da instituição é sempre uma economia solidária feminista, na perspectiva de que a gente não constrói a economia sem pensar na economia do cuidado, do trabalho produtivo e do trabalho reprodutivo. O trabalho produtivo não se sustenta se não tiver o trabalho reprodutivo, que é feito pelas mulheres, mas é desconsiderado do ponto de vista econômico”, falou.

Átalo Silva, da Rede Xique Xique de Comercialização Solidária, reforçou a importância da celebração do Dia Nacional da Economia Solidária e lembrou do momento a partir de conquistas de políticas públicas no Rio Grande do Norte. “É a luta de um povo organizado em grupos, associações, empreendimentos. Embora sejam muitos anos de luta, só recentemente vemos as nossas conquistas chegando ao parlamento. O funcionamento de um programa de compras governamentais é importante e vem mudando o retrato da agricultura familiar, e, agora, com essa nova política do PECES, também vai poder fortalecer a agenda da confecção, que sempre foi um desafio”, opinou.

A vereadora de Natal, Brisa Bracchi, também mencionou a Lei de iniciativa da deputada estadual Isolda Dantas. “Pouca gente acreditava que os grupos iam conseguir vender para o Governo do Estado, mas nós acreditamos e esse programa vai transformar e revolucionar a economia solidária do RN. O dinheiro, o recurso, já existe, já se compra o enxoval para os hospitais, o lençol, o fardamento, então que se compre agora da economia solidária”, disse. A parlamentar ressaltou a importância de ter um governo também comprometido com a causa. “Em Natal, nós temos uma legislação semelhante que aprovamos na Câmara Municipal, mas ela foi vetada pelo Prefeito”, contou.

“A economia solidária está nas periferias ou no interior do estado, então quando fortalecemos a economia solidária fortalecemos uma sociedade menos desigual, fortalecemos aquilo que a gente precisa para essas pessoas. A criatividade e a capacidade das mulheres que fazem a economia solidária no RN não têm limites, vocês são capazes de fazerem tudo o que for necessário”, completou a vereadora.

A vereadora caicoense e vice-presidente da Fetarn, Ana Aline Morais, também enfatizou a importância da Lei de iniciativa do mandato de Isolda Dantas. “Ela beneficia diretamente as mulheres. Lá no Seridó, acolhemos mulheres dos 25 municípios no Fórum da Economia Solidária do Seridó. O Fórum é forte porque é um encontro que leva a força das mulheres, que vencem o desafio até de participar de um encontro, mas vão porque querem comercializar os produtos, terem uma renda, uma autonomia. Que a gente não esqueça a necessidade daquelas mulheres que estão na base e que precisam apenas de oportunidade, seja na agricultura familiar, seja na economia solidária”, falou.

Maria Dantas, do Grupo Rede de Sonhos, falou do desafio que é para os empreendimentos de economia solidária, principalmente no segmento do artesanato, principalmente pela questão da comercialização. “Nós sempre lutamos para pontos fixos de comercialização”, lembrou. Ela aproveitou para agradecer o espaço que foi cedido para o grupo de comercialização solidária, Feirarte, composto por 13 associações e uma cooperativa e, ainda, agradeceu o apoio da deputada Isolda Dantas à economia solidária.

Também contribuiu com a audiência pública o professor Roberto Marinho, do Projeto de Extensão da Rede Solidária de Confecções da UFRN, que falou dos diversos projetos da UFRN que atuam com economia solidária. De acordo com ele, há em funcionamento quatro incubadoras de economia solidária e uma quinta incubadora está sendo implantada em Caicó.

“Em nome da UFRN, falo do nosso compromisso com a economia solidária. Nós temos o desafio de convencer a Universidade de fazer mais ainda e mobilizar mais pessoas. Este ano aqui no RN, a partir da iniciativa da deputada Isolda, nossa conquista se dá em torno da regulamentação da Lei do PECES, do programa estadual de compras governamentais”. Ele falou da necessidade de articulação para os passos seguintes, criando as bases para que as mulheres participem da política pública com autonomia, e do desafio futuro de avançar na regulamentação estadual do Fundo Estadual da Economia Solidária. “Essa é a nossa luta, garantir que além do recurso que já está lá, que possamos ter o nosso fundo de apoio”, finalizou.

Por fim, após ouvir todas as demandas e falando em nome do Governo do Estado, a subcoordenadora de Economia Solidária e Cooperativismo da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS), Lidiane Freire, relatou que, desde 2006, o Governo enfatiza a necessidade de fortalecer a agenda da economia solidária enquanto política pública.

“Precisamos do sistema de cadastro que define e diferencia os grupos de costura, afirmando quais deles fazem parte da economia solidária. Precisamos também de parceria com agências de fomento, porque nossos grupos são descapitalizados, então precisamos dessa parceria. Tudo isso a gente foi construindo em paralelo com o diálogo de construção, aprovação e regulamentação da Lei, para quando ela fosse regulamentada, nós tivéssemos os instrumentos de identificação e de microcrédito. Estamos falando da produção de 300 mil lençóis, de 20 mil pijamas, ou seja, de produção em escala, e só ganharemos força para uma atividade produtiva em escala se nos juntarmos, daí que veio a necessidade de identificar e mapear o potencial de produção de grupos de costura e fortalecer a estratégia de articulação em rede”, explicou Lidiane Freire.

“Tenho o compromisso enquanto estado, de que vamos correr atrás de firmar o programa, fazer as primeiras compras, seguir com a parceria com a Universidade e com o legislativo, para inclusive direcionar recursos para formação e qualificação da atividade produtiva, porque acho que vamos precisar em alguns elementos dos kits hospitalares”, completou.

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ALRN fortalece gestão da previdência complementar em agendas em Brasília

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) consolidou os resultados de uma importante missão institucional cumprida em Brasília, voltada ao aprimoramento da gestão da Previdência Complementar (ALERNPrev). A comitiva do Parlamento Potiguar participou, na última quarta-feira (6), de uma série de reuniões técnicas na capital federal com o objetivo de reforçar a governança, a transparência e a segurança jurídica dos procedimentos vinculados ao plano de previdência dos servidores.

O primeiro compromisso ocorreu na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor. O diretor-geral da Casa Legislativa, Augusto Viveiros, e a coordenadora de Previdência Complementar, Maria Alcilene Silva Fernandes, foram recebidos pela equipe técnica e de licenciamento da autarquia. Durante o encontro, foram discutidos ajustes no regulamento do plano ALERNPrev e a conformidade normativa das ações administrativas, assegurando que a gestão siga os mais rigorosos padrões de controle.

Na sequência, a representação da Assembleia dirigiu-se à BB Previdência para um alinhamento operacional com a entidade executora do plano. A reunião contou com a presença do diretor-presidente da instituição, Sandro Grando, e diretores de operações. O foco central do diálogo foi a avaliação de estratégias para otimizar os fluxos internos e elevar a excelência no atendimento prestado aos participantes, consolidando a parceria entre o Poder Legislativo e a instituição financeira.

Para a administração da Assembleia, a agenda integrada em Brasília é fundamental para garantir a sustentabilidade e a solidez do sistema previdenciário a longo prazo. A troca de informações técnicas e o acompanhamento direto junto aos órgãos reguladores reafirmam o compromisso do Parlamento potiguar com a eficiência administrativa e a proteção do futuro dos seus colaboradores.

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Renato Guerra assume vice-presidência regional do Colégio de Procuradores da Unale

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O procurador-geral da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Renato Guerra, participou, nesta quinta-feira (07), da 2ª Reunião de 2026 na sede da Unale, em Brasília, onde foi eleito vice-presidente para o Nordeste do Colégio de Procuradores-Gerais das Assembleias Legislativas.

De acordo com o procurador-geral, nessa função, a missão é articular as assessorias jurídicas dos nove estados do Nordeste e fortalecer os interesses da região no grupo que reúne representantes de todas as Assembleias do país, defendendo, assim, as prerrogativas legislativas e parlamentares.

Criado em 2024, o Colégio Procuradores-Gerais da Unale é uma importante instância de discussões e deliberações técnico-jurídicas que tem dado o suporte na atuação das procuradorias em temas de abrangência nacional. Apoiados pela Unale, tem se firmado como importante instrumento de integração, de compartilhamento de experiências e das melhores práticas jurídicas, um foro de discussão de desafios comuns e soluções inovadoras, na promoção de padronização de procedimentos e entendimentos jurídicos, na articulação e fortalecimento dos parlamentos.

Na reunião, os representantes de diversos estados debateram pautas estratégicas para o fortalecimento do Legislativo estadual, entre elas: decisões do STF, atualização sobre emendas parlamentares, reforma do Judiciário, proposta de PEC das prerrogativas parlamentares, além do projeto de previdência complementar para as Assembleias Legislativas.

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Programa “Entre Elas” deste mês de maio aborda violência contra mulheres

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O Programa “Entre Elas” exibido pela TV Assembleia neste mês de maio vai ao ar na próxima quarta-feira (13), às 20h30, com o tema violência contra mulheres, feminicídios e suas causas. Além da participação da deputada estadual Terezinha Maia (PL), a edição contará com a presença da psicóloga Mítia Montenegro e da delegada Sheila Freitas.

A deputada Terezinha Maia lembra da importância do tema, mesmo que ele seja recorrente, já que o número de feminicídios no estado é crescente. O primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal para mulheres no Brasil, registrando um recorde trágico na história, onde 399 mulheres foram vítimas de feminicídio.

No programa, as convidadas debatem os dados alarmantes, como o crime pode ser evitado, os indícios do ciclo de violência doméstica, qual o papel das autoridades nesse combate, a necessidade de mais informação sobre o tema e a necessidade de redes de apoio à mulher vítima de violência, além de outros assuntos.

Com apresentação da jornalista Juliana Lobo, o programa Entre Elas trata sempre de temas de interesse do público feminino, valorizando histórias inspiradoras e o protagonismo das mulheres potiguares.

Ele existe desde março de 2024 e foi idealizado pela Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa junto com a Frente Parlamentar da Mulher. Vai ao ar sempre na segunda quarta-feira do mês, às 20h30, com reprises na quinta-feira, às 21h, e no sábado, às 19h, pelo canal 10.3 da TV Assembleia.

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Hermano Morais defende investimentos em energia e desenvolvimento do RN

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Durante a sessão plenária desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa do RN, o deputado estadual Hermano Morais (MDB) destacou o potencial do estado para o desenvolvimento econômico, com foco na área de energias renováveis.

O parlamentar citou, além da energia eólica e solar, a possibilidade de um investimento de cerca de R$ 12 bilhões para produção de hidrogênio verde e amônia verde, previsto para o município de Areia Branca. “É uma notícia animadora, que esperamos que se concretize, gerando emprego e desenvolvimento”, afirmou.

Hermano ressaltou, no entanto, a necessidade de garantir condições para que os projetos avancem. “Precisamos adotar providências e corrigir problemas já identificados, para assegurar que esses investimentos aconteçam e contribuam com o crescimento do estado”, disse.

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ALRN debate projeto inédito no Brasil contra promoção de acusados de feminicídio

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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, recebeu nesta semana uma comitiva formada pelas deputadas Divaneide Basílio, presidente da Comissão de Direitos Humanos; Cristiane Dantas, procuradora especial da Mulher, e Terezinha Maia, para tratar da tramitação do Projeto de Lei Complementar que prevê a suspensão e a vedação de promoção de servidores acusados de feminicídio e demais crimes hediondos. A proposta altera dispositivos das Leis Complementares Estaduais nº 463/2012, nº 515/2014, nº 566/2016, nº 571/2016 e nº 122/1994, fortalecendo os mecanismos administrativos de enfrentamento à violência de gênero no âmbito do serviço público estadual.

Considerado o primeiro projeto de lei do Brasil com esse alcance específico, o texto estabelece que servidores acusados de feminicídio ou crimes hediondos não poderão receber promoções enquanto estiverem respondendo judicialmente pelos crimes. Em caso de absolvição, a progressão funcional ocorrerá de forma retroativa, assegurando os direitos do servidor inocentado. A proposta surge como um novo instrumento de proteção institucional às mulheres e de combate à impunidade na esfera administrativa.

Durante a reunião, o presidente da Casa Legislativa se comprometeu em dar celeridade à tramitação da matéria, que já se encontra em andamento na Assembleia Legislativa. Para Ezequiel Ferreira, a pauta representa um compromisso permanente da Casa com o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“O empoderamento das mulheres está enraizado na minha história, com o exemplo da minha mãe, que foi uma mulher à frente do seu tempo. Essa pauta será sempre prioridade. Sabemos que temos progredido, mas ainda temos um longo caminho a seguir, e essa lei vem contribuir com esse avanço”, destacou o parlamentar.

A deputada Divaneide Basílio ressaltou o simbolismo da proposta, especialmente diante do aumento dos casos de violência contra a mulher no país. “É uma resposta para todas as mulheres e, no mês das mães, uma resposta para as mães que perderam suas filhas para o feminicídio”, afirmou a parlamentar, destacando ainda a importância do alinhamento entre os poderes e os órgãos de proteção às mulheres para garantir avanços concretos no enfrentamento à violência de gênero.

Já a deputada Cristiane Dantas lembrou que o Rio Grande do Norte já possui legislação estadual que impede a contratação de acusados de feminicídio para cargos públicos, e afirmou que o novo projeto amplia essa proteção institucional. “Essa proposta vem complementar a legislação já existente e fortalecer o compromisso do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher”, pontuou.

A deputada Terezinha Maia também destacou a importância da iniciativa e parabenizou a governadora do Estado pelo encaminhamento do projeto à Assembleia Legislativa, reforçando a necessidade de união entre os poderes para consolidar políticas públicas efetivas de proteção às mulheres.

Participaram ainda da reunião a secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Julia Arruda; a subsecretária de Políticas para as Mulheres do RN, Joseane Bezerra; a assessora jurídica da Semjidh, Érica Araripe; a assessora parlamentar Luciene Santana Peralta; e a presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do RN, Joana Lopes.

Segundo a justificativa apresentada pelo Governo do Estado, o Projeto de Lei Complementar insere-se no contexto do compromisso permanente do poder público com o fortalecimento das medidas de enfrentamento à violência de gênero e combate à impunidade na esfera administrativa. O caso da jovem Zaira Cruz foi citado durante a reunião como exemplo da necessidade de endurecimento das medidas administrativas em situações nas quais acusados seguem recebendo benefícios funcionais enquanto respondem judicialmente pelos crimes.

Ao final do encontro, as parlamentares agradeceram a sensibilidade do presidente da Assembleia Legislativa em priorizar pautas voltadas à proteção das mulheres e ao fortalecimento das políticas públicas de defesa dos direitos femininos no Rio Grande do Norte.

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Luiz Eduardo aponta aumento de cirurgias pendentes e critica gestão da saúde no RN

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Durante a sessão plenária desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) fez pronunciamento abordando a situação da saúde pública estadual. Em sua fala, o parlamentar rebateu declarações do deputado Francisco do PT, que havia defendido a rede estadual de saúde, apesar de reconhecer falhas e mencionar dificuldades herdadas de gestões anteriores.

“O governo não pode administrar olhando para o retrovisor”, declarou. O deputado destacou o aumento no passivo de cirurgias eletivas como um dos problemas. Segundo ele, em 2023 o estado tinha cerca de 15 mil procedimentos acumulados, número que atualmente chega a 50 mil.

Luiz Eduardo também citou dificuldades em áreas específicas da saúde, como o atendimento a pacientes queimados e a oftalmologia, além de outros gargalos enfrentados pela população. Ele cobrou providências por parte do Executivo estadual para enfrentar a situação.

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Gustavo Carvalho critica gestão da saúde e aponta precariedade no Walfredo Gurgel

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Durante a sessão plenária desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa, o deputado Gustavo Carvalho (PL) manifestou preocupação com o atual cenário da saúde pública no Rio Grande do Norte. Em pronunciamento, o parlamentar detalhou falhas estruturais em unidades de referência e o expressivo crescimento da fila de espera por procedimentos cirúrgicos no estado, cobrando providências imediatas do Poder Executivo.

O legislador destacou a situação do Hospital Walfredo Gurgel, a maior unidade de pronto-socorro do estado, relatando que a paralisação de elevadores obrigou maqueiros a transportarem pacientes pelas escadas para viabilizar o acesso ao primeiro andar. Gustavo Carvalho também apontou a inoperância de equipamentos de diagnóstico, como tomógrafos, o que compromete o atendimento de urgência na rede estadual.

Em sua fala, o parlamentar comparou os índices de cirurgias eletivas represadas, afirmando que o volume saltou de 14 mil, em gestões anteriores, para as atuais 47 mil solicitações pendentes. “Aumentamos essa conta em quase três vezes”, alertou. O deputado apelou ao líder do governo na Casa, Francisco do PT,  para que intermedeie soluções junto à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), ressaltando que a propaganda oficial diverge da realidade enfrentada pelos usuários do sistema público.

Ao citar o drama de uma família da região Agreste — cujo paciente aguardava há mais de 72 horas por avaliação neurológica após um AVC —, o membro da Assembleia Legislativa classificou a situação como um “depoimento de desespero”. O pronunciamento enfatizou que a inércia administrativa tem penalizado severamente a população que não possui planos de saúde privados.

Ao encerrar, Gustavo Carvalho utilizou uma metáfora sobre a escassez de recursos para cobrar uma definição clara de metas pelo governo. “Se temos dez tampas para fechar vinte garrafas, a saúde precisa ser a escolha prioritária para as tampas que temos”, defendeu. O parlamentar concluiu classificando a área como “prioridade zero” e apelou pela sensibilidade do Estado diante do que chamou de “aflição completa” da sociedade norte-rio-grandense.

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Francisco do PT destaca avanços na saúde e responsabilidade tripartite no setor

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A gestão da saúde pública e os desafios estruturais do setor no Rio Grande do Norte pautaram o pronunciamento do líder do Governo, Francisco do PT, nesta quinta-feira (7). Ao analisar o cenário estadual, o parlamentar defendeu o cumprimento dos limites constitucionais de investimento pela atual gestão e ressaltou a necessidade de uma atuação conjunta entre as esferas municipal, estadual e federal para o pleno funcionamento das unidades de atendimento.

Em resposta a questionamentos levantados anteriormente na sessão, por Gustavo Carvalho (PL), o deputado assumiu o compromisso de buscar informações detalhadas sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel. Francisco do PT pontuou que os problemas enfrentados na área são, muitas vezes, reflexo de um subfinanciamento histórico e de defasagens na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), dificuldades que atingem gestores de diferentes níveis e orientações políticas.

Durante o debate, o parlamentar enfatizou que o governo de Fátima Bezerra (PT) tem honrado os repasses obrigatórios para saúde e educação, diferenciando-se de administrações anteriores. “Temos problemas? Temos. Mas também temos avanços”, declarou o líder governista, ao defender que a comparação justa de uma gestão deve ser feita com os cenários herdados de mandatos passados.

A argumentação suscitou uma intervenção do deputado Nelter Queiroz (PP), que sugeriu, em aparte, que a comparação fosse realizada entre o primeiro e o segundo mandato da atual governadora. Em resposta, Francisco do PT reiterou que o parâmetro de justiça administrativa exige observar o estado em que o governo foi recebido, citando como exemplo a conclusão do Hospital da Mulher, em Mossoró, e a expansão da cobertura do SAMU, que atualmente atinge 83% do território potiguar.

O parlamentar encerrou seu pronunciamento destacando a natureza tripartite da responsabilidade sobre a saúde. Segundo ele, a carência de serviços básicos nos municípios, como a realização de exames simples, acaba por sobrecarregar os hospitais regionais. “Quantas demandas que são de responsabilidade dos municípios vão bater nas portas dos hospitais regionais, superlotando as unidades? Essa é uma realidade que precisa ser debatida”, concluiu.

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ALRN reforça parceria com municípios na abertura do Conecta Municípios

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O deputado estadual Hermano Morais (MDB) representou a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na abertura do 4º Conecta Municípios Potiguares, realizada na noite desta quarta-feira (6), no Centro de Convenções de Natal. O evento reúne gestores e técnicos de todo o estado para discutir soluções e fortalecer a gestão pública municipal.

Durante a participação, Hermano Morais destacou o papel da Assembleia do RN como parceira dos municípios e integrante ativa do debate sobre o desenvolvimento do estado. “Estamos participando de um grande evento municipalista. A Assembleia é parceira dos municípios, que se reúnem para discutir problemas, mas, sobretudo, para encontrar soluções. A Casa é parte dessa conexão”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou a importância do encontro como espaço de diálogo e construção coletiva. “Estamos aqui para participar e reconhecer o papel importante desse evento na busca por integração de entendimentos e soluções que promovam o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, completou. O congresso segue até a sexta-feira (8).

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Via Costeira: audiência debate uso sustentável e destrava impasses históricos

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A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (6), audiência pública para discutir intervenções e investimentos na Via Costeira, em Natal. O debate reuniu representantes do poder público, órgãos de controle e setor produtivo, com foco no futuro da área e na retomada de projetos paralisados há décadas.

Autor da proposição, o deputado Luiz Eduardo (PL) destacou a importância do tema para o estado. “A transparência e a contribuição dos órgãos são essenciais para avaliarmos o impacto dessas obras e o desenvolvimento socioeconômico e turístico do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Um dos pontos centrais da audiência foi a apresentação do secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, que defendeu um novo olhar sobre o uso da Via Costeira. Ele defendeu a superação de uma visão restritiva, baseada apenas na proibição, em favor de um modelo que combine preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

“A gente precisa decidir se preservar é proibir ou se é utilizar com equilíbrio e racionalidade”, disse. Segundo o secretário, a Via Costeira é estratégica não apenas do ponto de vista ambiental e paisagístico, mas também para a economia. “Se conseguirmos garantir contenção costeira, bons projetos e permitir o desenvolvimento, estamos aplicando o princípio da sustentabilidade”, completou.

Na apresentação, o titular da Semurb detalhou as diretrizes da área especial AEITP-2, que estabelece regras como controle rígido de ocupação, limite de altura das construções, exigências ambientais, proteção da paisagem e garantia de acesso público à orla.

Vice-presidente da comissão, o deputado Coronel Azevedo (PL) ressaltou a necessidade de integração entre os diversos atores. “A Assembleia contribui para reunir instituições públicas e privadas em torno de um objetivo comum: desenvolver a Via Costeira com respeito ambiental”, disse, ao elogiar a exposição técnica do secretário.

Representando o Tribunal de Contas do Estado, o auditor José Luiz Moura Rebouças esclareceu que a atuação do órgão se concentra na fiscalização das concessões públicas dos terrenos. Ele destacou que decisões recentes determinaram a suspensão de atos relacionados a sete áreas e a necessidade de definição clara sobre a destinação desses espaços. 

“O Tribunal não atua na questão ambiental, não é contra o turismo nem contra o desenvolvimento. O que se busca é que tudo ocorra dentro da legalidade”, explicou. Segundo ele, nenhuma das empresas concessionárias cumpriu os prazos estabelecidos desde a década de 1980.

O procurador-geral do Estado, Antenor Roberto, avaliou que o momento é de reorganização. “Não há um único responsável. O problema é histórico e exige solução construída coletivamente”, afirmou.

Já o diretor técnico do Idema, Thales Dantas, lembrou que a própria concepção da Via Costeira já previa a integração entre turismo e preservação ambiental, destacando o papel do Parque das Dunas – que está prestes a completar 49 anos – como patrimônio estratégico para a cidade.

Representando o setor hoteleiro, Edmar Gadelha, da ABIH-RN, defendeu a retomada dos investimentos. “A Via Costeira é um ativo riquíssimo e fundamental para o turismo do estado. Há interesse em novos empreendimentos, desde que respeitado o arcabouço legal”, declarou.

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