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Audiência na ALRN busca combater criação de reserva ambiental em Linda Flor, Assú

A Assembleia Legislativa reuniu, na tarde desta quinta-feira (7), autoridades estaduais e municipais, além de membros da comunidade Linda Flor, em Assú, para discutir maneiras de impedir a criação de uma reserva ambiental na localidade. Proposta pela deputada estadual Terezinha Maia (PL), a audiência pública teve como objetivo gerar proposições que solucionem a referida pauta, que se relaciona tanto com a Economia quanto à área social e ao Meio Ambiente do Rio Grande do Norte.
“É com grande satisfação que damos início a esta audiência pública, a fim de discutirmos um tema tão importante para a região do Assú e para o RN: a criação da Reserva Ambiental da Comunidade Linda Flor. A reserva citada está localizada na Zona de Expansão Urbana de Assú. O projeto conta com cerca de 1000 hectares de extensão e ocupará uma área importante de fruticultura irrigada. Além disso, segundo moradores, caso a reserva seja implantada, a comunidade rural de Linda Flor ficará ilhada num anel de contenção, o qual impedirá o seu desenvolvimento, travando o crescimento da população”, iniciou Terezinha Maia.
Segundo a parlamentar, a questão afeta não apenas o desenvolvimento econômico do município, mas também a dignidade e o direito à terra de milhares de famílias da Comunidade Linda Flor.
“Estamos falando da expropriação de 784 hectares de terras produtivas, determinada pelo Governo do RN, através do Idema com o intuito de criar uma reserva florestal. De início, quero deixar claro que não estamos nos opondo à preservação ambiental. O que não queremos é que a comunidade seja penalizada pelos erros de um processo que já vem causando impactos ambientais há muito tempo, na Grande Natal e Região Metropolitana”, esclareceu a deputada.
De acordo com Terezinha Maia, as terras que o governo quer desapropriar cumprem sua função social, gerando empregos e garantindo a subsistência de mais de 6 mil famílias.
“O decreto estadual n° 33.657 não apenas compromete o sustento de famílias locais, mas também ameaça a segurança alimentar de toda a região, pois a comunidade rural abastece mercados, a exemplo da Ceasa – Natal e até de Campina Grande – PB. Retirar essas terras da produção agrícola, então, trará graves consequências, como desemprego, êxodo rural e aumento nos preços dos alimentos”, acrescentou.
A deputada disse ainda que as terras de Linda Flor fazem parte dos “raros 2% do Semiárido nordestino com potencial de irrigação”.
“Essa é uma dádiva para o desenvolvimento sustentável e uma oportunidade da qual não podemos simplesmente abrir mão. Estudos do IPEA e do Banco do Nordeste já demonstraram a importância dessas terras para a Agricultura do Estado. Ignorar esses dados seria um erro administrativo e – mais ainda – uma injustiça social. Estamos dialogando com a Prefeitura de Assú e soubemos que, em setembro, após reuniões com a Fecomércio e a Associação Assú Futuro, o Idema iniciou o mapeamento das áreas de produção. Esperamos que esse seja o passo rumo a uma solução mais justa e razoável”, ressaltou.
Por fim, Terezinha Maia afirmou que levará essa luta adiante e pressionará o Governo do Estado em busca de alternativas.
“A preservação ambiental deve ser uma causa de todos nós, mas nunca às custas da vida e da dignidade de famílias trabalhadoras. Que possamos buscar áreas que realmente precisam de reflorestamento e recuperação, sem sacrificar comunidades produtivas que já contribuem para o desenvolvimento do Estado. Contem com o meu apoio e lembrem que eu sempre estarei ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras de Assú!”, concluiu a parlamentar.
Em seguida, o presidente da Associação Assú Futuro, Janaelson Galvão, abordou a visão dos produtores e trabalhadores rurais da região.
“Nós estamos aqui hoje para tratar de uma questão urgente que ameaça diretamente o futuro das famílias do distrito rural Linda Flor, no município de Assú. Falo em nome dos agricultores, trabalhadores e lideranças comunitárias que vivem e dependem dessas terras, que há gerações são fonte de sustento, de identidade e de trabalho digno da região. A decisão do Idema em desapropriar terras produtivas de Linda Flor para compensação ambiental levanta sérios questionamentos quanto à sua real necessidade e impacto”, destacou.
Segundo o representante da associação, “as terras do distrito rural não apenas produzem alimentos que abastecem o município de Assú e o Estado, como também sustentam economicamente centenas de famílias que dedicam suas vidas e trabalho árduo à agricultura”.
“A desapropriação coloca em risco imediato essas famílias, ameaçando seu sustento e dignidade, além da estabilidade social de toda a comunidade. Os reflexos econômicos são outro fator a ser considerado. Linda Flor é de grande importância para a economia de Assú. Portanto, a retirada da comunidade sem a compensação adequada representa uma perda direta de renda para as famílias locais, mas também compromete a cadeia produtiva regional, impactando o Estado como um todo”, alertou.
Já o presidente dos Produtores Rurais do Vale do Açu, Tiago Bezerra, relatou o sentimento que os produtores tiveram ao tomarem conhecimento do decreto.
“Quando soubemos do decreto, ficamos muito apreensivos. As nossas áreas são altamente produtivas. Se formos analisar, em termos de Brasil, apenas 2% do Semiárido é passível de irrigação. São áreas extremamente férteis e com água em abundância. E é o nosso caso em Linda Flor. Lá nós temos 200 pessoas trabalhando diretamente no campo, com alta produtividade, abastecendo o RN, o Nordeste e indo até Goiás. Então, hoje a gente vive um clima de ansiedade e angústia, sem saber se investe mais, se contrata mais pessoas, se demite algumas. Enquanto a gente não tiver essa resolutividade, vamos viver esse pesadelo. A gente não vai conseguir deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, sabendo que tem 100 funcionários que podem ser demitidos, porque o decreto pode nos expulsar da nossa propriedade”, desabafou.
Concluindo, ele destacou que o intuito com a audiência é pedir o apoio dos deputados e sensibilizar as autoridades, pois eles sabem que há áreas ociosas no Estado que podem ser utilizadas para o fim de reserva florestal.
Na sequência, o deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) classificou como “injustificável” a atitude do governo estadual.
“E eu desconfio que o interesse do governo é entregar essas terras para as ONGs. Isso é o que passa pela cabeça de algumas pessoas com quem conversei. O que está faltando nesse País é emprego. E como se justifica tirar os trabalhadores que produzem em Linda Flor para criar uma reserva ambiental que não é obrigada a ser ali?”, questionou.
De acordo com o parlamentar, o Governo do Estado tem obrigação de encontrar uma terra para cumprir decisão judicial, mas não uma terra produtiva.
“A governadora precisa se posicionar. Precisamos de uma mesa redonda com o prefeito, a população e os produtores, para que possamos acabar com essa angústia. Mas eu acredito que a governadora Fátima não vai deixar isso acontecer com os produtores de Assú. Porém, se vocês precisarem, podem contar com o meu mandato”, garantiu o deputado.
O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, afirmou que a medida “não é coisa do Governo Fátima”.
“Isso foi uma demanda antiga, que se transformou em decisão judicial, dos vários trabalhos que o governo, em execução de obra, não fez a compensação ambiental. Daí, o Ministério Público cobrou e a letra da lei não pode ser contestada, tem que ser cumprida. Depois disso, houve a necessidade de se encontrar uma área para se fazer a compensação ambiental”, explicou.
Sobre a escolha da área, o secretário concordou que “não foi adequada”. “Então, é preciso sentar à mesa para encontrar soluções. E eu digo, sem medo de errar, pelo que eu conheço da governadora, da sua capacidade de ouvir e cobrar de nós, secretários: isso pode ser revertido”, complementou.
Ao final da sua fala, ele garantiu que iria encontrar uma solução para o problema, juntamente com o chefe da Casa Civil, o Ministério Público (MP) e a Justiça.
Representante do deputado federal Benes Leocádio, o ex-prefeito Ivan Júnior externou a preocupação do parlamentar quanto à questão.
“Essa desapropriação vai inviabilizar a vida de muitos agricultores, não somente de Linda Flor, mas também das suas vizinhanças, como Santo Antônio e Santa Clara. Se esse projeto avançar, o emprego de quem produz será retirado, a fim de arrecadar para o Estado. Mas todas as áreas são produtivas. Isso está sendo discutido desde 2023, e o que os produtores querem é que essa área seja descartada o mais rápido possível, pois seria inviabilizado um setor bastante produtivo, áreas riquíssimas, que geram emprego e renda para a região”, enfatizou.
Continuando os discursos da mesa, o diretor técnico do IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente), Jonielson Oliveira, explicou que a referida demanda judicial existe há décadas.
“E, em 19 de março deste ano, na nossa audiência com o MP e o Judiciário, não foi dada ao Idema a oportunidade de fazer novos estudos ou de procurar novas áreas. Apenas nos foi determinada a obrigação de publicarmos o decreto de desapropriação no prazo de 30 dias, sob pena de multas de 50 mil reais ao Idema e de 1 mil reais por dia ao diretor-geral”, detalhou.
Segundo o diretor técnico, no mesmo dia da publicação do decreto, o órgão recebeu a visita de um representante de uma suposta produtora, informando que participou da audiência como ouvinte e confirmando o interesse na desapropriação.
“E isso nos levou a crer que a desapropriação não traria esses infelizes impactos. Mas, depois de um tempo, começaram a chegar as informações do impacto da medida às pessoas, e isso nos preocupou muito, porque o Idema, apesar de ser uma autarquia do Meio Ambiente, também tem dever com o desenvolvimento sustentável.
O representante do Idema afirmou ainda que estava assimilando todos os tópicos expostos na audiência, principalmente o que poderia prejudicar a comunidade e aqueles que trabalham e geram sustento e emprego.
“E eu garanto a vocês que nós buscaremos uma forma de negociar a oportunidade de buscar novas áreas, com novos prazos”, disse, ressaltando que isso não dependeria exclusivamente do Idema.
“Porém, como estamos tratando de uma demanda judicial, cujo autor da ação é o MP, cabe também a ele ter a sensibilidade social para oportunizar o Idema a buscar alternativas de cumprir essa reposição florestal”, concluiu.
Para o presidente da Faern (Federação da Agricultura e Pecuária do RN), José Vieira, não é mais surpresa esse tipo de coisa acontecer com relação ao Vale do Açu.
“Um tempo atrás queriam inviabilizar 9.000 hectares no Vale do Açu, sem nenhuma comunicação com a sociedade. Depois, tivemos o aumento da reserva FLONA para 5.000 hectares, com o mesmo objetivo. É muito estranho que o governo queira desapropriar uma terra, para fazer uma reposição florestal das mais caras do Estado, enquanto tem as fazendas da Emparn, vários assentamentos e várias áreas degradadas. Mas eu não tenho dúvidas de que, quando o juiz vir o mapa da desapropriação com uma comunidade no centro, ele irá refazer a decisão”, disse, em tom positivo.
Em seguida, o deputado Coronel Azevedo (PL) falou que “é um absurdo o Governo do Estado querer desapropriar uma das poucas terras produtivas do Rio Grande do Norte”.
“Nós estamos inseridos no semiárido nordestino, e aqui é muito difícil produzir. É baixíssimo o percentual de terras produtivas no RN. Tanta coisa para se fazer a fim de salvar o Meio Ambiente, e o governo mira justamente no Vale do Açu. A medida tira a possibilidade de desenvolvimento socioeconômico do RN. Vai causar desemprego, pobreza, êxodo rural e muitos outros problemas”, criticou o parlamentar.
Segundo o prefeito de Assú, Gustavo Soares, o assunto diz respeito a uma cidade em pleno desenvolvimento, fala de vidas, de pessoas, de propriedades e famílias que estão sendo usurpadas do seu direito legítimo à propriedade.
“Nós temos dois grandes eixos para combater o problema: um é Jurídico, através do qual temos que sensibilizar pessoas que não saem dos seus gabinetes. Para isso, nós precisamos juntar elementos que nos respaldam, a fim de combater a medida legalmente. Na segunda vertente, nós podemos usar o ambiente legislativo ou governamental, sensibilizando-os e mostrando como é para cada assuense ver a sua propriedade ser usurpada”, detalhou.
O atual gestor municipal disse, em seguida, que já teve uma conversa com a governadora Fátima sobre o assunto, pouco antes das últimas eleições.
“Ela se sensibilizou e, ao mesmo tempo, falou que não é interesse do Estado permanecer com esse projeto. Mas nós sabemos que existe a questão legal. Por isso, precisamos ir aos órgãos jurídicos e mostrar os elementos necessários para comprovar a nossa produtividade. Então, enquanto prefeito e assuense, saibam que vocês podem contar comigo na luta contra esse projeto, até porque existem áreas suficientes para que ele continue de uma forma muito mais barata para o Estado, deixando nossa região em paz”, finalizou.
Ao final do debate, a deputada Terezinha Maia elencou os seguintes encaminhamentos: agendar reunião com a governadora, Procuradoria Geral do Estado, Justiça e Ministério Público, a fim de apresentar soluções para rever áreas de reservas ambientais, bem como rever o decreto de delimitação da área de Linda Flor; agendar reunião com a Promotoria, com o objetivo de mostrar a situação de Linda Flor, apresentando o relatório desta audiência; encaminhar ao IDEMA o resultado desta audiência, para que o órgão tome conhecimento do real problema e se sensibilize com o apelo popular; propor um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para troca da demarcação da área de proteção ambiental; e formar um grupo para realizar estudo técnico, a fim de apresentar alternativas de implementação de reservas ambientais em outros locais, com terras improdutivas.
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Nelter Queiroz pede liberação de recursos para cirurgias eletivas em Acari

O deputado Nelter Queiroz (PP) defendeu no plenário da Assembleia Legislativa (ALRN) a liberação de recursos destinados à realização de cirurgias eletivas na Associação de Assistência à Maternidade e à Infância de Acari (AAMI). O parlamentar fez um apelo à Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) para que sejam viabilizadas emendas parlamentares voltadas ao fortalecimento da unidade hospitalar.
Segundo Nelter, a população de Acari aguarda com expectativa a autorização dos recursos, que permitirão ampliar os atendimentos e reduzir a demanda por procedimentos cirúrgicos na região do Seridó.
“O povo de Acari espera essa atenção do Governo do Estado. Faço um apelo à Secretaria de Saúde para que autorize a liberação das emendas destinadas à AAMI, garantindo a realização das cirurgias eletivas”, afirmou.
O deputado ressaltou a estrutura da maternidade e destacou o trabalho desenvolvido pela equipe médica da unidade, em especial pelo médico Juarez, citado por ele como uma das referências da saúde local.
“Trata-se de uma maternidade equipada, com condições de realizar os procedimentos necessários. É importante que esses recursos cheguem para que a população possa ser atendida com mais rapidez e dignidade”, disse.
Além da pauta relacionada à saúde, Nelter Queiroz registrou a realização de uma sessão solene em homenagem aos 300 anos da Paróquia de São João Batista, no município de Assú. O parlamentar destacou a importância histórica e religiosa da instituição para a formação cultural e espiritual da região.
De acordo com o deputado, a solenidade celebra três séculos de atuação da paróquia, considerada um dos marcos da fé católica no Rio Grande do Norte.
“Às 14 horas teremos uma sessão solene para homenagear os 300 anos de Assú e da Paróquia de São João Batista, uma instituição criada com muita fé e que faz parte da história do nosso Estado”, destacou.
Ao encerrar seu pronunciamento, Nelter reforçou a relevância de reconhecer instituições que contribuem para o desenvolvimento social das comunidades, ao mesmo tempo em que renovou o pedido por investimentos na saúde pública do Seridó.
Ao final, o deputado também defendeu, a exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, uma lei que regulamente o aproveitamento dos empregados públicos da Companhia de Água e Esgotos do RN (Caern) pela administração direta e indireta.
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Escola da Assembleia lança Ambiente Virtual Integrado para fortalecer preparação ao Enem

A Escola da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte lança neste sábado (20) o Ambiente Virtual Integrado, nova ferramenta digital criada para ampliar o suporte aos estudantes que participam do Integra Enem, programa gratuito de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio desenvolvido pela instituição.
A plataforma passa a integrar a estrutura de apoio oferecida aos alunos que acompanham as aulas presenciais e remotas do projeto, ampliando as possibilidades de interação com professores, acesso a materiais de estudo, resolução de dúvidas e acompanhamento pedagógico ao longo da preparação para o exame.
Segundo o diretor da Escola da Assembleia, professor José Bezerra Marinho, a iniciativa reforça um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o ano passado e que já alcança estudantes de diferentes regiões do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros.
“Essa plataforma é mais uma ferramenta que o Sistema Assembleia, por meio da Escola da Assembleia, coloca à disposição do amplo processo de preparação para o Enem que estamos realizando. Ela amplia as condições de estudo e cria novas possibilidades de acompanhamento para os estudantes”, afirmou.
Consolidado como uma das principais iniciativas de democratização do acesso ao ensino superior no estado, o Integra Enem alcança aproximadamente 90 municípios potiguares por meio de uma parceria com Câmaras Municipais e instituições locais. As aulas são transmitidas pela TV Assembleia e chegam também a estudantes de outras regiões do país.
“Hoje temos alunos acompanhando as aulas em municípios do Rio Grande do Norte e também em estados como Pará, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal. É um alcance que demonstra a importância de utilizar a tecnologia para levar oportunidades a quem mais precisa”, destacou o diretor.
O Ambiente Virtual Integrado foi desenvolvido para funcionar a partir de ferramentas já utilizadas pelos estudantes no dia a dia. Por meio de comunidades organizadas no WhatsApp, os participantes terão acesso a comunicados oficiais, grupos específicos por área do conhecimento, materiais de apoio e canais para interação com a equipe pedagógica.
A plataforma conta ainda com um mural virtual para envio de dúvidas em texto, foto, vídeo ou documentos. As perguntas serão respondidas por uma equipe de monitores formada por estudantes de licenciatura, com apoio dos professores das diferentes áreas do conhecimento. O sistema também reunirá simulados, listas de exercícios, provas anteriores e materiais complementares.
Para José Bezerra Marinho, um dos principais ganhos da nova ferramenta é a criação de uma rede permanente de apoio aos participantes do programa. “Muitos estudantes fazem grandes esforços para participar das aulas. Há jovens que saem de distritos e comunidades rurais para acompanhar os encontros realizados nas câmaras municipais. Com a plataforma, eles permanecem conectados ao projeto durante toda a semana, trocando experiências, tirando dúvidas e fortalecendo a preparação. Isso gera pertencimento, aumenta a motivação e ajuda a manter o foco no objetivo de ingressar no ensino superior”, explicou.
A expectativa é ampliar os resultados já alcançados pelo Integra Enem. No ano passado, mais de 54% dos participantes foram aprovados em instituições de ensino superior. Em municípios como Felipe Guerra, estudantes conquistaram vagas em cursos como Direito, Serviço Social e Administração.
Além do suporte pedagógico, o Ambiente Virtual Integrado contará com espaços voltados para mentoria, acompanhamento do desempenho dos alunos, divulgação de gabaritos e ações de apoio ao bem-estar emocional dos participantes. “Mais do que disponibilizar conteúdo, queremos oferecer condições para que os estudantes se sintam preparados e confiantes para enfrentar um dos momentos mais importantes de suas vidas. A plataforma chega para fortalecer esse propósito”, concluiu o diretor.
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Comissão de Educação aprova projetos de valorização do patrimônio cultural e religioso

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (17), uma série de projetos voltados à preservação da memória, da cultura, das tradições religiosas e do patrimônio histórico potiguar.
Entre as matérias aprovadas está o projeto de lei de autoria do deputado Gustavo Carvalho (PL) que inclui a encenação da Paixão de Cristo do Monte do Galo, realizada em Carnaúba dos Dantas, no calendário turístico religioso do Estado. Relatada pela deputada Isolda Dantas (PT), a proposta recebeu aprovação unânime e reforça a importância de uma das maiores manifestações religiosas do Seridó para o turismo e a cultura do Rio Grande do Norte.
Também recebeu parecer favorável, o projeto do deputado Hermano Morais (MDB) que denomina como “Rodovia Governador Geraldo Melo” o trecho da RN-064 que liga o município de Ceará-Mirim à praia de Muriú. A iniciativa presta homenagem ao ex-governador potiguar e reconhece sua contribuição para o desenvolvimento do Estado.
Ainda na área cultural, a comissão aprovou projeto do deputado Nelter Queiroz (PP) que inclui o Alto Folia, realizado anualmente em Alto do Rodrigues, no Calendário Oficial de Eventos do Estado e o reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. A proposta valoriza uma das principais manifestações festivas da região, fortalecendo sua relevância histórica e social.
O fortalecimento da identidade cultural potiguar também esteve presente na aprovação do projeto da deputada Divaneide Basílio (PT) que reconhece a tradicional Louça dos “Negros do Riacho”, produzida no município de Currais Novos, como patrimônio histórico, cultural e turístico do Estado. A atividade artesanal, transmitida entre gerações, representa um importante símbolo da cultura popular e da memória seridoense.
A reunião também aprovou projeto da deputada Isolda Dantas que reconhece a Festa de São José, realizada pela Capela de São José, em Apodi, como patrimônio imaterial, religioso e cultural do Rio Grande do Norte. A iniciativa busca preservar uma celebração que integra a tradição religiosa e a identidade comunitária da região Oeste.
Outro destaque da pauta foi a aprovação de três projetos voltados à preservação da memória de Mossoró. As propostas, de autoria da deputada Isolda Dantas, reconhecem como patrimônios do Estado o Casarão Antônio Ferreira Néo, a Biblioteca Ney Pontes Duarte e o Casarão da Guarda Municipal, fortalecendo a proteção de importantes referências históricas, culturais e arquitetônicas do município.
A valorização das instituições culturais também foi contemplada com a aprovação do projeto do deputado Adjuto Dias (PL) que reconhece a Academia Sabugiense de Letras e Artes (ASLA) como Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Norte. A medida destaca a contribuição da entidade para a preservação da literatura, das artes e da produção intelectual potiguar.
Encerrando a pauta de reconhecimento cultural, os parlamentares aprovaram dois projetos da deputada Isolda Dantas que reconhecem como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado a Nação Zamberacatu e o Afoxé Estrela da Manhã.
Todos os projetos apreciados pela comissão receberam aprovação unânime dos parlamentares presentes e seguem para tramitação nas demais etapas do processo legislativo.
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Gustavo Carvalho comenta sobre dívida do governo de repasse dos consignados

O deputado Gustavo Carvalho (PL) fez pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (17), alertando para a dívida que o governo do estado possui com os bancos que seria do repasse dos empréstimos consignados. Conforme o parlamentar, a dívida total do dinheiro que não foi repassado pelo governo é de cerca de R$ 400 milhões.
“Esse não é um problema novo, nem surgiu da noite para o dia. Eu já tinha cobrado sobre o assunto nesta Casa Legislativa, não foi falta de aviso. Além disso, avisos foram feitos pelos organismos de controle, pela imprensa, por pessoas que assessoram o governo e eles não quiseram assumir”, contou o deputado.
Gustavo Carvalho observou que o assunto repercutiu nacionalmente porque o Banco do Brasil judicializou a dívida com eles, de cerca de R$ 337 milhões. “O Banco do Brasil não estava negativando e eu denunciei. Em novembro de 2025, apresentei requerimento formal solicitando ao governo informações detalhadas”, falou.
O deputado explicou que ao solicitar empréstimo a uma instituição financeira no consignado, o governo é o avalista, o recurso é descontado do contracheque, o governo avaliza esse empréstimo e, a partir do mês seguinte, você começa a cumprir essa obrigação. “O governo tira do contracheque, mas não paga ao banco e o servidor fica negativado”, disse.
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Coronel Azevedo opina sobre condenação de Eduardo Bolsonaro

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) usou o horário dos líderes no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (17), para se manifestar contrário ao julgamento que condenou Eduardo Bolsonaro, nesta terça-feira (16), na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação em curso de processo. Coronel Azevedo considerou o julgamento parcial e prestou solidariedade ao que ele chamou de exilado político.
“Eduardo Bolsonaro se declarou inocente e classificou a sentença como nula, porque sequer foi citado no processo. Isso acontece porque ele se opõe a um regime esquerdista e totalitário e esses ministros são simpáticos à esquerda. O ex-deputado não matou, não violentou, não roubou aposentados, não está defendendo facções, mas foi injustamente condenado, a meu ver, sem sequer ter sido citado”, opinou o deputado.
“De maneira célere e urgente, ele se tornou inelegível, por ter realizado críticas e questionamentos públicos a decisões judiciais. Este regime petista é o mesmo que fez críticas ao país para prejudicar o ex-presidente Bolsonaro. É um absurdo o que estamos vivendo no Brasil. Atualmente o grupo organizado que se apoderou das instituições servem a Lula, esses mesmos que aplaudem a perseguição contra Eduardo podem eles mesmos sofrer essas perseguições”, acrescentou.
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Comissão de Finanças aprova projetos sobre terceirizados e execução de emendas

A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou nesta quarta-feira (17), dois projetos voltados à gestão dos recursos públicos e à garantia de direitos dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao Estado.
O primeiro estabelece regras para assegurar o pagamento regular dos funcionários terceirizados da administração pública estadual. A proposta, de autoria do deputado Adjuto Dias (PL), define prazos e prevê sanções em caso de descumprimento, com o objetivo de garantir maior segurança aos trabalhadores vinculados a empresas contratadas pelo poder público.
Já o segundo projeto aprovado pelos parlamentares, é de iniciativa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e dispõe sobre a proposição e a execução das emendas parlamentares na Lei Orçamentária Anual do Estado. Durante a discussão da matéria, o presidente da comissão, deputado Coronel Azevedo (PL), apresentou emenda estabelecendo que, independentemente de regulamentação específica, pelo menos 50% das emendas parlamentares individuais impositivas deverão ser executadas até 30 de junho de cada exercício financeiro. O texto aprovado determina ainda que os 50% restantes sejam pagos até 30 de novembro do mesmo ano.
Segundo o parlamentar, a medida busca conferir maior previsibilidade à execução orçamentária das emendas e “garantir que os recursos destinados pelos deputados cheguem à população dentro do exercício fiscal correspondente”.
Os deputados Gustavo Carvalho (PL), Francisco do PT, José Dias (PL) e Tomba Farias (PL) também participaram da reunião.
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ALRN promove palestra sobre gestão de riscos psicossociais

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) promoveu nesta quarta-feira (17) um Encontro Técnico para apresentação do Time de Colaboração voltado à implementação de ações relacionadas à gestão de riscos psicossociais no serviço público. A iniciativa integra as adequações exigidas pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a incluir a obrigatoriedade do gerenciamento dos fatores psicossociais nos ambientes de trabalho.
O encontro foi conduzido pelo Núcleo de Atenção Biopsicossocial da ALRN, em conjunto com a Coordenadoria de Saúde e Segurança do Trabalho, que são parte da Diretoria de Gestão de Pessoas e contou também com parceria da Secretaria de Estado da Administração Pública (SEAD). Reuniu gestores, servidores e alunos de Psicologia para discutir estratégias de promoção da saúde mental e prevenção ao adoecimento ocupacional.
Na abertura da palestra, o diretor de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez, citou os avanços da ALRN na adequação à NR-1. “Quando entrou em vigor, a gente já estava se preparando”, disse o diretor.
Durante a apresentação, os participantes conheceram a proposta do programa “Equilibra.Mente”, criado para fortalecer a cultura de cuidado com a saúde mental dos servidores públicos e apoiar a implementação das diretrizes previstas na NR-1. A iniciativa busca estimular a colaboração entre os órgãos públicos e promover a uniformização das principais ações voltadas à gestão dos riscos psicossociais.
A programação contou com palestra do psicólogo Rafael Figueiró, que abordou o conceito de riscos psicossociais, definidos como fatores relacionados à organização do trabalho capazes de afetar a saúde física, emocional e social dos trabalhadores. Quando não identificados e gerenciados adequadamente, esses fatores podem gerar sofrimento psíquico, afastamentos, adoecimento e prejuízos ao desempenho institucional.
Entre os principais fatores de risco destacados pela equipe técnica estão a sobrecarga de trabalho, a falta de reconhecimento profissional, a comunicação deficiente, os conflitos interpessoais e a insegurança organizacional. Segundo os especialistas, a presença contínua desses elementos pode levar ao estresse, ao esgotamento emocional e à redução da qualidade de vida no ambiente laboral.
O encontro também destacou a importância do papel dos gestores na construção de ambientes mais saudáveis. De acordo com a NR-1, cabe às lideranças identificar riscos, adotar medidas preventivas, promover ações de acolhimento e acompanhar continuamente os indicadores relacionados à saúde ocupacional.
Como parte das estratégias de prevenção, foram apresentados os chamados “sete EPIs da saúde mental do servidor público”: escuta qualificada, comunicação respeitosa, gestão do estresse, pausas para recuperação, fortalecimento das redes de apoio, liderança saudável e acompanhamento psicossocial.
O plano de ação prevê ainda a capacitação de gestores, o fortalecimento dos canais de escuta institucional, a realização de ações permanentes de promoção da saúde mental e o monitoramento dos indicadores relacionados ao bem-estar dos servidores.
Durante a explanação, foi ressaltado que investir em saúde mental significa investir em pessoas, desempenho e qualidade dos serviços prestados à população. Entre os benefícios esperados estão a redução dos afastamentos e do absenteísmo, o aumento do engajamento das equipes, a melhoria do clima organizacional e o fortalecimento da missão institucional.
A ALRN conta atualmente com uma equipe multiprofissional formada por psicólogas e psicólogos que atuam no Núcleo de Atenção Biopsicossocial, oferecendo suporte e acompanhamento aos servidores por meio de ações preventivas e de promoção da saúde.
A mensagem central do encontro foi a de que o cuidado com a saúde mental ultrapassa o cumprimento de uma exigência legal. Trata-se de uma estratégia de gestão que fortalece as instituições, melhora os resultados organizacionais e contribui para a construção de ambientes de trabalho mais humanizados, seguros e saudáveis para todos os servidores públicos.
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Cristiane Dantas destaca ações de valorização da pessoa idosa

A deputada Cristiane Dantas (PSDB) destacou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (17) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), as ações realizadas em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho. A parlamentar parabenizou a atuação da BPW Natal (Business and Professional Women), organização internacional voltada ao fortalecimento da liderança feminina, pelo evento promovido com o apoio da Casa Legislativa.
Cristiane destacou que a programação reuniu informação, debates e iniciativas voltadas à promoção dos direitos da população idosa. Entre as atividades realizadas esteve uma feira de artesanato protagonizada por mulheres com mais de 60 anos, além de palestras sobre os diversos tipos de violência enfrentados por esse público.
“Tivemos a oportunidade de debater políticas públicas extremamente necessárias e importantes para a pessoa idosa. Não basta apenas que os direitos existam; é preciso que sejam efetivados na prática”, afirmou.
Cristiane ressaltou a importância de ampliar a inserção dos idosos no mercado de trabalho e garantir condições para que tenham qualidade de vida, autonomia financeira e acesso adequado aos serviços de saúde. Para a parlamentar, a discriminação e a desvalorização ainda fazem parte da realidade enfrentada por muitos idosos, tanto no ambiente profissional quanto em outros espaços da sociedade.
“A vida do idoso não é fácil. Muitas vezes há desvalorização no mercado de trabalho e nos ambientes que frequentam. Por isso, iniciativas como essas são fundamentais para ampliar o conhecimento sobre os direitos dessa população e fortalecer o combate à violência”, observou.
A deputada também destacou a continuidade das ações promovidas pela BPW no interior do estado. Nesta semana, integrantes da entidade seguem para o município de Acari, onde visitarão uma instituição de longa permanência para idosos recém-inaugurada. A programação inclui ainda a entrega de mais de 100 lençóis arrecadados durante campanha solidária.
Outro destaque citado por Cristiane Dantas é a realização de um encontro de artesãs da região do Seridó, iniciativa voltada ao fortalecimento da chamada economia prateada, segmento que envolve atividades econômicas relacionadas à população com mais de 60 anos.
“Serão três dias intensos de programação, levando visibilidade, valorização e inclusão para a pessoa idosa. São ações que fortalecem a cidadania e ajudam a construir uma sociedade mais justa e respeitosa com quem tanto contribuiu para o nosso desenvolvimento”, concluiu a parlamentar
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Parlamentares voltam a comentar sobre atentado em Mossoró

No horário destinado aos deputados, que encerra a sessão ordinária da Assembleia Legislativa, o deputado Nelter Queiroz (PP) comentou sobre o atentado ocorrido em Mossoró na noite desta segunda-feira (15). O parlamentar solicitou que o Governo do Estado tomasse providências com urgência.
“Um crime por falta de segurança pública”, avaliou Nelter, que ainda provocou o Estado sobre questões hídricas nos municípios de Ipanguaçu e Currais Novos. “Os peixes estão morrendo”, alertou Nelter, se referindo à falta d´água na lagoa Ponta Grande, em Ipanguaçu, e no açude de Currais Novos.
Ainda no horário, o deputado Coronel Azevedo (PL), que já havia se pronunciado no horário de lideranças, voltou a comentar sobre o atentado de Mossoró. Também fez críticas ao sistema carcerário do Estado.
ALRN
Deputados derrubam veto do Governo, aprova auxílio a terceirizados e Lei Lucy

Os deputados estaduais aprovaram, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) realizada nesta terça-feira (16), uma série de matérias voltadas ao fortalecimento das políticas públicas, à valorização dos trabalhadores e à proteção animal. Entre os destaques da pauta esteve a derrubada do veto integral do Governo do Estado ao projeto que trata do crédito das parcelas pertencentes aos municípios na arrecadação dos impostos estaduais e dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A manutenção da matéria pelos deputados reforça a defesa dos interesses dos municípios potiguares, especialmente no que diz respeito à garantia de recursos essenciais para investimentos em áreas estratégicas, como a educação. O veto governamental foi derrubado por unanimidade dos parlamentares presentes, evidenciando o entendimento do Legislativo sobre a importância do tema para as administrações municipais.
Outro projeto de grande alcance social aprovado durante a sessão foi a Resolução nº 6/2026, de autoria da Mesa Diretora, que institui o auxílio-alimentação para os trabalhadores terceirizados vinculados a contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra na Assembleia Legislativa. A proposta foi aprovada por unanimidade e representa um avanço na valorização dos profissionais que atuam diariamente no funcionamento da Casa.
“A medida amplia a proteção social desses trabalhadores e reconhece a importância da atuação de colaboradores terceirizados que contribuem para o desenvolvimento das atividades administrativas e legislativas do Parlamento potiguar”, celebrou Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente do Legislativo Potiguar.
A pauta também reservou espaço para o fortalecimento das políticas de proteção animal. Os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 15/2026, conhecido como Lei Lucy, de autoria da deputada Divaneide Basílio (PT), que institui a Política Estadual de Manejo Ético, Controle Populacional e Proteção dos Animais Comunitários em espaços públicos e privados de uso coletivo. A iniciativa estabelece diretrizes para o cuidado e a proteção dos animais comunitários, incentivando ações de manejo responsável, controle populacional e promoção do bem-estar animal.
“A aprovação da proposta reforça uma pauta que vem ganhando cada vez mais espaço no debate público e na construção de políticas voltadas à causa animal no Rio Grande do Norte”, justificou Divaneide.
Além dessas matérias, os parlamentares aprovaram projetos voltados à inclusão social, acessibilidade, educação, ciência, tecnologia e preservação do patrimônio histórico e cultural potiguar. Entre eles, destaca-se a criação da Política estadual de incentivo à formação de Cães-Guia para pessoas com deficiência visual e o reconhecimento de importantes bens culturais do Estado.
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