Em um movimento estratégico que acirra os ânimos da corrida eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho, secretário nacional do PL, intensificou na quinta-feira, 6 de maio de 2026, suas articulações em Brasília para consolidar a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ao Governo do Estado. A iniciativa visa unir forças da oposição e, segundo Marinho, posicionar Dias como o candidato mais apto a resgatar o estado de uma “situação vexatória”, impactando diretamente o futuro da gestão pública e a vida dos cidadãos norte-rio-grandenses.
Marinho revelou que a coalizão formada por partidos de oposição trabalha para expandir seu leque de apoios, vislumbrando, inclusive, a possibilidade de composição com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. Essa costura política sinaliza uma frente ampla para as eleições que se aproximam.
Em uma entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o senador traçou um comparativo contundente entre os três pré-candidatos ao governo considerados mais competitivos. Ele classificou Álvaro Dias como o “mais preparado” e, em contraste, apontou Cadu Xavier como “sócio do caos administrativo e fiscal” do Estado, argumentando que a gestão atual tem comprometido a dignidade da população. Quanto a Alysson Bezerra, Marinho avalia que ele “precisa de mais maturidade” para conduzir o Estado.
Como presidente estadual do Partido Liberal (PL), Rogério Marinho reiterou a estratégia da aliança político-partidária agrupada em torno da pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. O grupo, conforme Marinho, continua empenhado em obter o apoio de Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa.
O senador destacou que, ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), chegou a auxiliar na formatação da chapa proporcional que o PSDB registrará na Justiça Eleitoral em agosto de 2026, com nomes para deputado federal e estadual. “A nossa convicção é que vamos estar juntos na candidatura majoritária”, declarou Marinho. Ele confirmou que, além de continuar a costurar alianças do PL com Podemos, PSDB e outras legendas, atuará diretamente na coordenação nacional da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026.
Marinho explicou que, no período que antecede a campanha eleitoral – de 16 de agosto de 2026 a 1º de outubro de 2026 –, seu foco tem sido organizar o PL no Rio Grande do Norte e consolidar as composições político-eleitorais. “Mesmo residindo em Brasília, converso com nossos líderes políticos locais. Temos no Estado um grupo de coordenação e tenho tentado vir aqui sempre que possível, uma vez por mês, para estreitar essa relação com os municípios e lideranças”, afirmou.
O senador assegurou que, apesar de sua participação ativa na campanha de Flávio Bolsonaro e de seu exercício parlamentar no Senado Federal, não precisará pedir licença do mandato para atuar em diversas frentes na campanha eleitoral, que tem duração oficial de 45 dias. “Sempre que possível, estarei no Estado dando a minha contribuição. Mesmo estando na coordenação nacional da campanha, não vou perder e nem devo perder e nem posso perder de vista o fato de que só estou no Senado da República pela confiança e pelos votos dos norte-rio-grandenses”, reafirmou, sublinhando seu compromisso com a população potiguar.
A coordenação estadual da campanha de Álvaro Dias, segundo Marinho, estará em excelentes mãos com o prefeito Paulinho Freire. “Ele é, sem dúvida nenhuma, um grande líder político, prefeito da maior cidade do estado, nossa capital. Tem como característica ser alguém ameno, que consegue dialogar com tranquilidade com todos os segmentos da política e da sociedade norte-rio-grandense, e seria uma escolha absolutamente natural”, elogiou o senador.
Comparativo de Candidatos
Rogério Marinho dedicou um momento para traçar um paralelo entre as pré-candidaturas consideradas mais competitivas ao governo do Estado, começando por Álvaro Dias. Ele o considera o mais qualificado para administrar o Rio Grande do Norte por quatro anos, a partir de janeiro de 2027. “Nosso candidato Álvaro Dias é experiente, não é uma surpresa para ninguém. Já sabemos a maneira como ele se comporta; esteve no Legislativo, no Executivo, tem experiência na vida privada. Ele será, sem dúvida nenhuma, um grande governador e está à altura do desafio que temos de retirar o Estado do Rio Grande do Norte da situação vexatória em que se encontra”, destacou Marinho, enfatizando a capacidade de Dias de restaurar a dignidade do serviço público.
Em relação ao pré-candidato situacionista, Carlos Eduardo Xavier, atual secretário estadual da Fazenda, Marinho lamentou que a governadora Fátima Bezerra (PT), a quem ele “respeita como cidadã”, tenha indicado seu nome. Para o senador, Xavier é “literalmente o sócio desse desastre do desgoverno, uma pessoa que se apresenta como nova, como uma novidade, mas que, com todo o conhecimento do que estava acontecendo, mergulhou o Estado nesse caos administrativo, nesse caos fiscal”. Essa situação, segundo Marinho, impacta diretamente a qualidade de vida da população.
Para Marinho, Cadu Xavier “agora se apresenta como se fosse a novidade”, mas o senador não tem dúvidas de que “a sociedade vai repudiar essa tentativa de se mascarar, de se esconder o que de fato aconteceu nos governos do PT”. Ele alertou que essa estratégia ignora o sofrimento real da população.
“Estamos falando das estradas esburacadas, das escolas em condições precárias, da falta de equipamentos essenciais, da insegurança pública crescente. Somos um Estado que, lamentavelmente, ficou para trás em relação aos vizinhos, ocupando os últimos lugares nos indicadores de qualidade na educação, saúde e equilíbrio fiscal. Isso é fruto de um desgoverno e de um equívoco cometido pela população que elegeu e reelegeu alguém que não tinha nenhuma capacidade ou condição de exercer o cargo de governador”, criticou Marinho, conectando as falhas da gestão ao dia a dia dos cidadãos.
Em seguida, Marinho afirmou que o pré-candidato a governador da Federação União Brasil/PP, o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, “precisa claramente de mais maturidade para exercer a função de governador do Estado”.
O senador pontuou que “não entra no mérito de sua administração em Mossoró, nem na forma como ele se comporta, mas a comparação que a sociedade necessariamente precisa fazer por ocasião da definição do seu voto aponta que o mais qualificado, o mais preparado, aquele que tem a capacidade de exercer o mandato de governador e retirar o Estado, repito, da situação em que se encontra, é Álvaro Dias”.
Chapa Proporcional
Além da confiança na vitória eleitoral da chapa Álvaro Dias/Babá Pereira para governador e vice, e na reeleição do aliado senador Styvenson Valentim (Podemos) e da eleição do Coronel Hélio (PL) na segunda vaga para o Senado Federal, Rogério Marinho expressou sua convicção de que o PL elegerá o maior número de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal em Brasília.
Para Marinho, as chapas proporcionais do PL “são as mais competitivas, vão ter os melhores resultados e, não tenho a menor dúvida, vamos eleger de três a quatro deputados federais e de oito a dez estaduais”, projetando um forte desempenho do partido nas urnas, capaz de influenciar decisivamente o Legislativo.
Senatória
O dirigente do PL também esclareceu a decisão de não selar acordo com o partido NOVO para apoiar uma eventual candidatura a senador do empresário do setor têxtil, Flávio Rocha. Marinho fez questão de enaltecer Rocha: “É um dos grandes empreendedores do Brasil, não apenas do Rio Grande do Norte, é um cidadão honrado, que tem princípios e valores que são extremamente convergentes com o que nós acreditamos. Uma pessoa de família, com visão liberal da economia, já foi deputado federal duas vezes no Rio Grande do Norte e seria, sem dúvida nenhuma, um grande senador da República”.
“O que ocorre é que, no momento em que sentimos que poderia haver uma possibilidade nessa direção, a candidatura do Coronel Hélio já estava consolidada”, destacou Marinho, explicando a prioridade. “Nosso candidato ao Senado da República aqui é o Coronel Hélio, uma pessoa que está conosco desde 2013, ao longo dessas lutas que ocorreram no Brasil, de mobilizações, de trabalho para mudar a realidade do país”.
Para Marinho, o Coronel Hélio “está pronto e preparado para exercer essa função de Senador da República e ele fará, não tenho dúvida nenhuma, o seu papel, o papel que a sociedade espera dele: exercer com autonomia, com honradez, com propósito a sua função de Senador da República”. O senador reforçou, porém, que Flávio Rocha “continuará sendo nosso amigo, nosso parceiro e um grande brasileiro que, independente de mandato, vai continuar ajudando muito o Rio Grande do Norte e o Brasil”, valorizando sua contribuição contínua.
Apoio a Paulinho Freire
O senador Rogério Marinho externou, ainda, o apoio que continua prestando à administração do prefeito Paulinho Freire em Natal, especialmente em um momento de retenção de verbas federais pelo Governo Lula. Essa situação, segundo Marinho, prejudica diretamente a execução de projetos essenciais para a capital potiguar.
“O prefeito me procurou, eu fiz o que coube a um parlamentar, um senador da República: oficiei ao ministro da área das Cidades, principalmente, que havia esse gargalo. Fizemos uma pressão institucional. O prefeito tem procurado outros interlocutores, está no papel dele. São recursos que, na sua maioria, foram alocados por mim quando era ministro do Desenvolvimento Regional”, detalhou Marinho. Ele citou verbas para a urbanização do entorno da Pedra do Rosário e a continuidade do Hospital Metropolitano, garantidos em sua mediação com o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) no Governo Bolsonaro.
“Eu espero de verdade que não haja mesquinharia do ponto de vista político, de impedir que os recursos já licitados, contratados e com as obras iniciadas sejam interrompidos”, declarou Marinho, apelando para que os interesses da população se sobreponham a disputas políticas.
Finalmente, Rogério Marinho comentou o grave prejuízo que a interrupção de obras pode causar à população e à gestão pública. “Quando há a paralisação de um canteiro de obras, há um custo de retomar aquela obra. Isso significa, ou pode implicar, que deverá haver ou precisará de um aporte adicional de recursos. Todo mundo perde com isso. Então, a gente tem acompanhado e tentado fazer a nossa parte”, concluiu, ressaltando o impacto negativo na vida dos cidadãos e no erário público.