O ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro e ex-deputado federal, Fábio Faria, sugeriu a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que estabelecesse laços políticos com o PT da Bahia. A orientação consta em um relatório da PF (Polícia Federal) enviado ao Supremo Tribunal Federal, que detalha os desdobramentos da investigação sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Nesta 5ª feira (30.jul.2026), o ministro André Mendonça tornou público o teor da investigação que apura a relação do parlamentar com o grupo empresarial. O documento reforça a preocupação com a ética na gestão pública e os possíveis efeitos deletérios de influências indevidas na representação democrática.
Em 22 de maio de 2024, após Vorcaro mencionar um encontro com ACM Neto (União Brasil-BA) e obter “apoio total”, Faria respondeu prontamente: “Agora é aproximar o PT da Bahia”. O relatório da corporação aponta que o fundador do Banco Master buscava, de forma estratégica, ampliar seus canais de interlocução política no Estado, transitando entre espectros partidários distintos.
A Polícia Federal sustenta que a relação “longa e duradoura” de Jaques Wagner com Augusto Lima, antigo sócio de Vorcaro, foi o elo que aproximou o senador do banqueiro. A investigação aponta que o parlamentar teria recebido vantagens econômicas indevidas, incluindo o uso de aeronaves e imóveis de luxo, em aparente contrapartida a interesses do banco no Congresso Nacional.
As apurações compõem a Compliance Zero, operação que investiga fraudes no Banco Master e que já resultou na prisão de executivos e em medidas cautelares contra diversos políticos. Daniel Vorcaro, atualmente detido na Superintendência da PF em Brasília, busca negociar uma delação premiada, enquanto o caso segue tramitando no STF sob a relatoria de André Mendonça.








































