Uma vaga aberta desde outubro de 2025. Sete decisões favoráveis do Conselho Nacional de Justiça. E, mesmo assim, o juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos ainda não tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
O que está acontecendo?
Na última quarta-feira (17), mais um capítulo constrangedor se desenrolou nos corredores do TJRN. A sessão administrativa que analisaria a promoção de Baltazar foi suspensa após o surgimento — coincidentemente no mesmo dia da votação — de um novo procedimento envolvendo o magistrado. Uma casualidade que poucos acreditam ser casual.
O desembargador Cláudio Santos não guardou silêncio. Em plena sessão, protestou com veemência e colocou o dedo na ferida: *”Há uma orquestração, desde o ano passado, para impedir que o rapaz chegue ao tribunal.”*
A frase é grave. E levanta perguntas que o TJRN precisa responder.
Afinal, o CNJ — órgão máximo de controle do Poder Judiciário nacional — já se pronunciou **sete vezes** a favor da promoção de Henrique Baltazar. Sete. O que mais um tribunal estadual precisa para cumprir o que determina o próprio órgão que o fiscaliza?
Quando obstáculos surgem sempre na véspera de votações decisivas, quando procedimentos novos aparecem do nada exatamente no momento em que a promoção seria votada, quando tudo se soma em prejuízo de um único nome, fica difícil não enxergar o que Cláudio Santos denunciou abertamente: uma manobra sistemática de bloqueio.
A questão não é mais sobre o mérito de Baltazar — o CNJ já o reconheceu repetidas vezes. A questão agora é outra, mais séria: **quem, dentro do TJRN, insiste em desafiar a determinação do CNJ? E por quê?**
O Judiciário potiguar deve uma resposta à sociedade.