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Diagnóstico precoce e tratamento de Endometriose pautam audiência na AL

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O Parlamento Potiguar reuniu especialistas e autoridades estaduais e municipais, na tarde desta segunda-feira (16), para discutir “Perspectivas de tratamento para mulheres com Endometriose no RN”. A audiência pública foi proposta pela deputada Cristiane Dantas (SDD), com o objetivo de ampliar os conhecimentos sobre a doença e encontrar soluções para o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

“Hoje eu volto a falar sobre um tema de extrema importância, que afeta a qualidade de vida e a saúde reprodutiva das mulheres: a Endometriose. Uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pelo crescimento anormal do endométrio para fora do útero, que muitas vezes é subdiagnosticada. A falta de conhecimento sobre a enfermidade e a normalização da dor menstrual intensa contribuem para um atraso significativo no diagnóstico. Em média, leva-se de sete a dez anos para um parecer preciso”, iniciou a deputada.

Segundo Cristiane Dantas, para diagnosticar a Endometriose, alguns exames especializados são necessários.
“E aqui no Estado essa uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres. Além disso, o acesso às cirurgias e a falta de acompanhamento multidisciplinar também são obstáculos. Isso é particularmente preocupante, considerando que a doença é uma das principais causas de infertilidade feminina”, alertou.

A parlamentar reforçou que há um ano foi feito o mesmo tipo de debate, que gerou duas reuniões com a ex-secretária de Saúde, Dra. Lyane Ramalho, mas não houve muito avanço nas ações estaduais.

“No âmbito parlamentar, para continuar dando voz à realidade enfrentada pelas mulheres com essa condição, demos entrada em dois projetos de lei simbólicos, que ainda tramitam na Assembleia. Um pretende instituir o Selo Amarelo da Luta Contra a Endometriose; o outro projeto institui o Dia Estadual de Enfrentamento à Endometriose, no dia 13 de março, além da Semana Estadual de Conscientização Sobre a Endometriose”, concluiu a deputada, acrescentando que insiste na força do diálogo e espera que os debates gerem ações concretas.

Em seguida, a palavra foi passada para a secretária adjunta de Saúde do Estado, Leidiane Queiroz, que participou através de videochamada.
Ela disse que está à disposição para esclarecer qualquer dúvida e falou sobre o trabalho que a pasta vem fazendo ao longo do último ano.
“Desde que entramos na secretaria, estamos buscando avançar nesta pauta tão importante. E no dia a dia a gente acaba conhecendo o sofrimento de muitas mulheres que passam por esta dor, que não fica bem esclarecida, então é preciso que a gente una esforços para alcançar um resultado ainda melhor. São muitos os desafios, que vêm desde o Ministério da Saúde, em termos de reconhecimento e regulação, mas temos feito articulações para que avancemos no RN e em todo o País”, afirmou.

Na sequência, a coordenadora de Atenção à Saúde do RN, Renata Nascimento, apresentou os avanços e conquistas da mesma secretaria, do período de um ano para cá.
“Nós estamos em discussão com os diversos atores envolvidos, buscando superar os desafios no cuidado à mulher com Endometriose”, garantiu.

Ela explicou que a doença é um crescimento do tecido endometrial fora do útero, de forma desproporcional, levando a sintomas de dor pélvica crônica, infertilidade, alterações intestinais e urinárias, dentre outros. Em seguida, divulgou dados estatísticos sobre a enfermidade. 

“O tempo médio de diagnóstico, infelizmente, é de 7 a 10 anos. Nós tivemos mais de 57 mil casos no Brasil, entre 2019 e 2023. Foram 14.855 internações aqui no Nordeste, e o RN está entre os estados com mais registros”, informou.
Segundo Renata Nascimento, dentre os grandes problemas envolvendo a doença estão a subnotificação e o subdiagnóstico.  “A gente sabe que muitas mulheres não conseguem ter acesso aos exames necessários para receberem o diagnóstico e, quando conseguem, após muito tempo, já estão com o seu sofrimento prolongado”, detalhou.

A coordenadora acrescentou que o Rio Grande do Norte realiza atendimentos nos laboratórios de atenção especializada da Maternidade Januário Cicco, sendo 40 por mês; e em Mossoró, no Hospital da Mulher, também com 40 atendimentos mensais. 
“Tudo isso para atender uma fila – subnotificada – de 119 pacientes na espera do atendimento ambulatorial e de 58 para atendimento cirúrgico da Endometriose”, complementou.

A respeito das ações realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) como um todo, a representante do órgão ressaltou que a equipe tem participado ativamente de audiências públicas, reuniões em que haja discussão sobre a Linha de Cuidado à enfermidade e tem dado apoio a projetos de lei que garantam diagnóstico precoce e tratamento integral.
“Só para destacar alguns dados, de março a dezembro de 2024, foram feitas 20 cirurgias aqui no RN; e de janeiro a 9 de junho de 2025 nós realizamos 42. Atualmente, temos 63 pacientes aptas para a cirurgia, com procedimentos agendados até 22 de dezembro deste ano”, informou.

A representante da Sesap-RN frisou ainda que os principais desafios do Estado são a regionalização (garantir que as pacientes sejam atendidas em suas regiões de Saúde); o acesso ao diagnóstico precoce; a construção da Linha de Cuidado; a Judicialização das cirurgias; e a carência de especialistas.
“E, para finalizar, como propostas de soluções, a nossa secretaria pretende fortalecer os ambulatórios no interior; implementar a linha de cuidado estadual; capacitar a Atenção Básica; realizar campanhas educativas; fortalecer o fluxo de regulações e dados epidemiológicos; e contribuir com os avanços nas regulamentações nacionais para fornecimento de medicamentos e procedimentos”, concluiu Renata Nascimento.

De acordo com a diretora técnica da Maternidade Escola Januário Cicco (MJEC), Dra. Maria da Guia, “nós gritamos por uma assistência obstétrica no RN. Enquanto temos 63 mulheres para fazer cirurgia de Endometriose, nós temos 1300 mulheres no ‘Regula Cirurgia’ só para fazer Histerectomia Abdominal. Fora a Obstetrícia, a mulher que precisa de cirurgia ginecológica também está gritando. Mulheres que têm tomado 10 concentrados de sangue, por conta de Miomatose Uterina, buscam a nossa maternidade quase todos os dias para atendimento. E aqui em Natal só se opera na Januário Cicco, no Hospital da Polícia e no Hospital Santa Catarina. Então, isso quer dizer que nós, mulheres, estamos à beira do colapso da nossa saúde ginecológica”, alertou, informando, na sequência, que “da última audiência para cá, a Januário Cicco abriu mais um ambulatório para atender Endometriose”.

Continuando os discursos, a médica Sônia Barreto, chefe da Divisão Médica da MJEC, a maternidade e o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) estão preparados para realizar as cirurgias de Endometriose, mas estão aguardando os recursos do Estado.
“Nós estamos preparados, juntamente com o HUOL, para fazer essas cirurgias. Mas o acertado foi que a secretaria iria fornecer os recursos para os materiais, que custam em torno de R$ 20 mil, por cirurgia. Nós já temos um Ambulatório de Infertilidade,     que é o único do Norte-Nordeste, e é a própria maternidade que arca com toda a despesa. Por isso não conseguimos mais custear nada. Mas o Estado informou que já está em processo de licitação, e tão logo isso se resolva, nós teremos condição de juntar os nossos profissionais com os do HUOL, para dar assistência a essas mulheres que precisam ser atendidas”, enfatizou.

Já a ginecologista e especialista em Endometriose, Dra. Gleisse Aguiar, apresentou um panorama do que é vivenciado pelas mulheres portadoras de Endometriose até chegarem ao atendimento especializado.
“No início dos sintomas, a mulher sente dores no período menstrual, mas elas podem se tornar crônicas e incapacitantes. Muitas pacientes têm dificuldade para engravidar. Outras já possuem sintomas psicológicos, porque se queixam, mas não são ouvidas pelo profissional de saúde. Nesse atendimento, o generalista ou ginecologista pede uma ultra convencional, que não detecta a Endometriose. Assim, os diagnósticos equivocados são expostos. Quando, finalmente, algum profissional mais experiente decide pedir uma ressonância ou ultra com preparo intestinal, as pacientes esbarram no acesso a esses exames. Depois de muita luta, quando elas fazem o exame e são diagnosticadas, o profissional as encaminha para a MJEC. E a gente vê que as pacientes vêm a partir do RN inteiro. E sempre com a mesma história: de 7 a 10 anos se queixando, buscando ajuda e, quando recebem o diagnóstico, vêm até nós”, detalhou a médica.

A ginecologista explicou que quando a Endometriose é exclusivamente ginecológica, a cirurgia é feita na própria maternidade.
“Porém, quando é uma enfermidade multicompartimental, ou seja, envolvendo outros órgãos, como bexiga e intestinos, infelizmente nós não conseguimos realizar a operação, por falta de uma equipe multidisciplinar”, disse. 

A especialista afirmou que “quando há necessidade de cirurgia de alta complexidade, a paciente é encaminhada para a Defensoria Pública. 
“E nós temos observado que parte dessas mulheres é enviada para o Hospital de Currais Novos, que possui os materiais adequados, mas não tem a equipe multidisciplinar. Além disso, não há um código específico para essa cirurgia, então nós não sabemos o que realmente foi feito na paciente, e ela também não recebe um cuidado pós-cirúrgico adequado”, apontou a profissional. 

Por isso, de acordo com a Dra. Gleisse Aguiar, “a solução que nós encontramos é a linha de cuidado integrada, com um fluxograma claro e eficiente, que integre todos os níveis de atenção à saúde (primaria, secundaria e terciaria), a fim de garantir um cuidado contínuo e integrado a essas mulheres. Além disso, é preciso realizar a capacitação de profissionais, parar de normalizar a dor e encontrar cada vez mais formas de realizar o diagnóstico precoce”, concluiu a ginecologista. 

Na sequência, a Dra. Ana Lígia Dantas, também especialista em Endometriose, iniciou sua fala citando a importância do cumprimento da Lei Orgânica da Saúde do Brasil, em vigor desde 1990.
“Nós devemos construir uma Saúde mais justa e igualitária. A Endometriose é um problema de Saúde Pública, sim, e ela acomete uma a cada 10 mulheres em idade fértil, totalizando 7 milhões de brasileiras”, destacou.

A médica citou também o impacto da doença na qualidade de vida das pacientes.
“Os efeitos são devastadores e multifacetados. Elas sofrem com cólicas intensas, dor pélvica, dor na relação sexual, dor ao urinar e evacuar. Muitas são forçadas a faltar o trabalho, abandonar os estudos e se isolar socialmente. E a doença não afeta apenas sua saúde física, mas também a mental. Não é raro vermos algumas mulheres com problemas psiquiátricos (ansiedade, depressão, perda de autoestima), além da infertilidade, que destrói seus planos e sonhos”, frisou a ginecologista. 
Resumindo seu discurso, a Dra. Ana Lígia reforçou que a doença representa “um ciclo vicioso de dor, sofrimento e recursos mal aplicados pelo Poder Público”. 
“É urgente, portanto, que o Estado garanta as condições indispensáveis para o pleno exercício do direto a Saúde dessas mulheres. Precisamos principalmente de uma Linha de Cuidado estruturada e eficaz”, finalizou. 

Letícia Silva, representante da Associação Endomulheres Potiguar, falou de maneira emocionada sobre os impactos da enfermidade na vida das pacientes com Endometriose.
“Eu sou uma mulher com Endometriose, e eu posso dizer que os impactos que ela causa, não só na minha vida, mas na de quem convive comigo, são imensos. A doença é sua e do seu dia a dia. Mas, graças a Deus, esses momentos que temos aqui para debater já vêm surtindo efeito. Eu já vejo uma mudança de consciência por parte da sociedade”, disse, esperançosa. 
Falando a respeito da sua dor, Letícia a caracterizou como “uma dor que nos tira a vontade de viver”. 
“Eu estou aqui sofrendo ainda com os efeitos inflamatórios. Meu último ciclo foi terrível. Eu fui desmaiada para o hospital. E olhe que eu já passei por duas cirurgias. E elas ajudam, mas não são resolutivas. Por isso é importante o acompanhamento pós-cirúrgico. Existe todo um tratamento de retaguarda que a gente precisa”, enfatizou a paciente. 

Por fim, Letícia Silva abordou o tema da infertilidade, associada à maioria dos casos de Endometriose.
“A infertilidade é um problema, claro. Mas nós temos que pensar não só na questão reprodutiva, mas também na questão produtiva dessa mulher, na sua qualidade de vida. Quando falamos em saúde da mulher, nós estamos nos referindo de uma maneira geral e integral ao cuidado da saúde de todas as mulheres. Portanto, é preciso que o Poder Público e a sociedade se preocupem cada vez mais com a saúde geral da mulher”, finalizou.     

Ao final da audiência, a deputada Cristiane Dantas agradeceu a presença de todos e garantiu que continuará acompanhando e cobrando ações do Poder Executivo em relação à temática.

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TV e Rádio Assembleia ajustam programação para horário eleitoral

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A TV Assembleia e a Rádio Assembleia terão mudanças na programação a partir desta sexta-feira (28). O motivo é o início da propaganda eleitoral gratuita para as Eleições 2026. As alterações seguem as regras estabelecidas pela legislação eleitoral e serão mantidas durante o período de veiculação da propaganda, que vai até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Na TV Assembleia, a emissora passará a integrar a cadeia responsável pela transmissão dos programas eleitorais nos dois horários definidos pela Justiça Eleitoral: das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Além dos blocos fixos, a emissora também terá que cumprir a veiculação das inserções eleitorais de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação conforme o mapa de mídia definido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN).

A mudança também terá impacto nas transmissões ao vivo das atividades da Assembleia Legislativa. Quando uma sessão plenária, audiência pública ou solenidade coincidir com os horários destinados à propaganda eleitoral, o sinal da TV Assembleia será interrompido temporariamente para a veiculação obrigatória do conteúdo eleitoral. A transmissão da atividade, entretanto, seguirá no canal do YouTube da TV Assembleia. Encerrado o horário eleitoral, a transmissão será retomada normalmente.

Na Rádio Assembleia, que passou a operar em frequência FM desde 1º de julho, também haverá adequações. Os programas eleitorais serão transmitidos em cadeia local das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. As inserções eleitorais, assim como no caso da TV, serão distribuídas ao longo da grade, de acordo com o mapa de mídia da Justiça Eleitoral.

“As mudanças são necessárias porque, durante o período eleitoral, as emissoras legislativas também estão submetidas a regras específicas. No caso da rádio, é a primeira vez que teremos o programa eleitoral, já que éramos uma webrádio e passamos a ser FM recentemente”, explicou o chefe da Divisão de Rádio e TV da Assembleia Legislativa, Gerson de Castro.

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ALRN participa de encontro nacional sobre assessoramento legislativo e orçamentário

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) participa, nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28), do I Encontro de Assessoramento Legislativo e Orçamentário, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Representando a Casa, o coordenador de Suporte Legislativo, Gustavo Brito, será debatedor, no dia 27, no painel “Atuação do assessoramento legislativo nos casos de vícios: atuação preventiva e soluções técnicas”.

No dia 28, o chefe da Divisão de Controle Externo da ALRN, Matheus Abdon, participa como debatedor do painel “Modelos, funções e objetivos do assessoramento orçamentário”. O encontro reúne consultores, assessores e profissionais da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e das Assembleias Legislativas para discutir temas estratégicos do assessoramento institucional.

Além dos debatedores, também participam do encontro servidores de diferentes áreas da Assembleia Legislativa. Pela Procuradoria-Geral, estão presentes o procurador-geral da Casa, Renato Guerra, e, pela Procuradoria Legislativa, a coordenadora de Processo Legislativo, Cynthia Gabrielle, o assessor das Comissões Permanentes de Mérito, Nilo Lopes, e a assessora das Comissões Permanentes de Mérito, Priscilla Queiroga. A Diretoria Legislativa também está representada pelo analista legislativo Luighi Ferrer. 

Confira a programação do evento: https://drive.google.com/file/d/1iQCZLsaEvpUunSn80RIdf561j19GJ7yZ/view

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Sistemas desenvolvidos pela ALRN ampliam presença em instituições legislativas do país

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A tecnologia desenvolvida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte continua ganhando mais espaço em instituições legislativas de outras regiões do país. Nas últimas semanas, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais procuraram a Casa potiguar interessadas em adotar soluções como o Legis Vídeos, e-Legis, Legis Plenário e o sistema de acompanhamento de emendas parlamentares. O movimento mais recente inclui novos contatos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Piauí, Ceará e Rondônia, além da ampliação das tratativas com municípios potiguares.

“A procura tem sido constante e os números são dinâmicos”, afirma Mário Sérgio Gurgel, diretor de Gestão Tecnológica e Inovação da ALRN. Entre julho e agosto, quatro Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte – São Pedro, Lajes Pintadas, Santa Cruz e Guamaré – passaram a integrar as tratativas para utilização do Legis Vídeos. No Paraná e em Santa Catarina, cinco novas instituições também demonstraram interesse na solução.

Levantamento da Diretoria de Gestão Tecnológica e Inovação registra atualmente 45 instituições relacionadas aos sistemas desenvolvidos pela equipe da Assembleia Legislativa. A lista reúne órgãos que já utilizam as ferramentas e instituições com processos de implantação em andamento. O Legis Vídeos está presente em Assembleias e Câmaras de diferentes estados, entre eles Rio Grande do Norte, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Paraná.

Entre as instituições que já utilizam soluções da ALRN estão, além da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, as Assembleias Legislativas de Santa Catarina e Mato Grosso, com o e-Legis e o Legis Plenário. A Assembleia Legislativa do Paraná também utiliza o Legis Vídeos.

O movimento de expansão alcança também as Assembleias de outros estados. Atualmente, a equipe mantém contatos para implantação dos sistemas nas Assembleias Legislativas do Piauí, Ceará e Rondônia. No Ceará, o processo envolve um conjunto mais amplo de soluções desenvolvidas pela ALRN, com implantação do e-Legis, Legis Plenário, Legis Vídeos, Observatório da Mulher e sistema de acompanhamento de emendas parlamentares.

O diretor Mário Sérgio afirma que o Legis Vídeos tem se destacado pela rapidez de implantação. De acordo com ele, a ferramenta pode ser disponibilizada após poucas sessões remotas de orientação e configuração, permitindo que as instituições passem a organizar, disponibilizar e facilitar o acesso aos registros audiovisuais das atividades legislativas. Já sistemas como o e-Legis e o Legis Plenário demandam um processo de implantação mais amplo, por envolverem etapas diretamente relacionadas à tramitação e ao funcionamento do processo legislativo. Ainda assim, são justamente essas ferramentas que aparecem entre as principais demandas recebidas pela equipe.

Um exemplo recente é Foz do Iguaçu, no Paraná, que está entre as instituições que mantêm tratativas para implantação. O movimento também inclui outras Câmaras paranaenses e instituições de Santa Catarina. No levantamento da Diretoria, já constam em implantação as Câmaras de Maringá e Lapa, no Paraná, além de Curitiba, enquanto outras instituições de diferentes estados também avançam no processo.

Para Mário Sérgio, a expansão não está associada a uma meta numérica fixa. A dinâmica de procura e implantação faz com que o cenário seja atualizado continuamente. “A procura é crescente e muito dinâmica. Quando uma instituição entra, outras aparecem interessadas. Por isso, nosso acompanhamento é permanente e os números mudam constantemente”, explica.

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Deputados discursam sobre economia, administração pública e segurança pública

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No horário destinado aos oradores da sessão plenária desta quarta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foram destaques as manifestações sobre a situação econômica do RN, um debate sobre uma eventual privatização da Caern e a preocupação dos integrantes da segurança pública com a aprovação de legislação sobre a política estadual de combate à tortura.

A projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o Rio Grande do Norte, de 0,5%, foi apontada com preocupação, por ser menor do que a prevista anteriormente, de 1,4%, sendo apontada como abaixo da média prevista para o país, de 1,9%. Isso ressalta a atenção com o endividamento das empresas e pessoas físicas e a baixa do PIB foi atribuída à queda do setor industrial influenciada pelo refino de petróleo e biocombustíveis, já que a produção de petróleo responde por mais da metade da produção industrial do estado.

Um Projeto de Lei que tramita na Casa Legislativa e que trata da possibilidade da privatização, extinção, desestatização, concessão, alienação, controle acionário e transformação da personalidade jurídica da Caern foi evidenciado para que seja colocado em pauta o mais breve possível. O objetivo da propositura é que, caso haja uma futura mudança na personalidade jurídica da Caern, os atuais servidores sejam aproveitados na gestão estadual. 

Outra proposição legislativa discutida na sessão plenária foi o Projeto de Lei Complementar nº 11/2023, de iniciativa do Governo do Estado, sobre a política estadual de combate à tortura. Há uma preocupação dos profissionais da área de segurança pública com a interpretação da lei, que foi aprovada na última terça-feira pelos parlamentares, especialmente com relação aos processos seletivos que o texto prevê. O questionamento está relacionado aos peritos de prevenção e combate à tortura escolhidos por meio de processo seletivo disciplinado pelo Comitê, já que pode ser entendido como a criação de peritos privados, desconsiderando que há a carreira pública de peritos oficiais concursados que atuam na polícia científica.

A sessão também registrou uma homenagem a Ana de Antão, figura querida no município de Caicó, que completou 100 anos. Enfermeira e parteira, ela foi reconhecida por sua trajetória de acolhimento e dedicação à comunidade com dinamismo, bondade e solidariedade humana. Seu nome denomina uma Unidade Básica de Saúde localizada no bairro Boa Passagem, no município.

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Rádio e TV Assembleia seguirão as regras da propaganda eleitoral a partir de sexta-feira

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Com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, nesta sexta-feira (28), as emissoras passam a conviver com regras mais rígidas durante a campanha, mas continuam autorizadas a manter normalmente a cobertura jornalística das eleições. No caso de emissoras legislativas, alguns pontos específicos são levados em consideração e foram definidos em reunião virtual nesta terça-feira (25), entre dirigentes de todos os estados e a diretora da Rádio Câmara de Brasília, Verônica Lima e Alessandra Anselmo, que gerencia a rede de emissoras legislativas de rádio e TV de todo o país, consignadas com a Câmara dos Deputados.

Segundo o jornalista Gerson de Castro, chefe de Divisão de Rádio e TV da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que participou da reunião acompanhado de outros profissionais das duas emissoras locais, a TV Assembleia entrará em cadeia com a emissora geradora dos programas eleitorais, sempre das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. “E ficará livre em relação a horários para cumprir a veiculação obrigatória das inserções de acordo com o mapa de mídias dos partidos, respeitando o mapa de inserções do Tribunal Regional Eleitoral”, explicou Gerson, que já vem seguindo as regras desde as eleições anteriores.

Já no caso da rádio, serão disponibilizados 3 blocos de 30 minutos em cada turno do dia, que serão usados para veiculação de propaganda eleitoral. “Nesses horários, as emissoras filiadas à Rede Câmara de Rádio veicularão suas propagandas nos estados, evitando entrar em rede para não ter que divulgar a propaganda do Distrito Federal”, explicou Castro. “Será a primeira vez que a Rádio Assembleia, agora FM desde primeiro de julho, veiculará a propaganda”, disse o jornalista, afirmando que os programas eleitorais serão veiculados em cadeia local, sempre das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, ficando as inserções para a distribuição na grade.

De acordo com Gerson de Castro, “a experiência é nova para os nossos profissionais que atuam no rádio, mas certamente será uma experiência muito enriquecedora”. Ele explicou que a rádio terá que montar 9 blocos que serão distribuídos nos 3 quadros de 30 minutos veiculados nos três turnos do dia.

Durante o período, a legislação eleitoral proíbe o uso da programação para favorecer ou prejudicar deliberadamente determinada candidatura, partido, federação ou coligação. As restrições às emissoras estão em vigor desde 6 de agosto.

A propaganda gratuita será exibida até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

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CCJ do Legislativo aprova projeto de atenção à criança e adolescente com diabetes tipo 1

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou, nesta terça-feira (25), matérias voltadas à saúde, à alimentação no ambiente escolar, à preservação do patrimônio cultural e natural potiguar, ao reconhecimento de entidades e à atualização de normas do Legislativo e do Judiciário.

Entre os destaques está a aprovação da proposta que institui a Política Estadual de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente com Diabetes Mellitus Tipo 1. A matéria prevê uma política específica para esse público e garante o acesso a tecnologias de monitoramento glicêmico contínuo, tendo sido aprovada com substitutivo.

Também recebeu parecer favorável, com substitutivo, o projeto sobre a promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas públicas e privadas de educação básica. A proposta reúne medidas de educação alimentar e nutricional e estabelece regras para a distribuição, comercialização e comunicação mercadológica de alimentos e bebidas no ambiente escolar.

A valorização da história e da cultura do Rio Grande do Norte concentrou boa parte das matérias aprovadas. Uma delas reconhece como patrimônio cultural material do RN o edifício da antiga Estação Ferroviária de Angicos, atual sede da Casa da Cultura Popular Professor Paulo Freire. Também foi aprovado o reconhecimento do legado histórico, cultural e educacional da experiência das “40 Horas de Angicos” como patrimônio cultural imaterial potiguar.

Na mesma linha, avançou o reconhecimento da Semana Alzira Soriano como patrimônio cultural e histórico do Estado, assim como da Festa da Vaca de Leite, realizada em Paraú, como patrimônio cultural, turístico e imaterial.

Os membros da CCJ também aprovaram o reconhecimento do angico como árvore-símbolo do Rio Grande do Norte e referência do patrimônio natural e cultural potiguar. Outro projeto reconhece como patrimônio cultural, religioso e turístico a Romaria de Frei Damião de Bozzano, realizada em São José do Campestre.

Ainda entre os bens e saberes que receberam reconhecimento está o fruto conhecido como “pêlo”, incluindo seus saberes, modos de fazer tradicionais e manifestações gastronômicas associadas, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

No campo das homenagens ligadas à memória e à educação, a comissão também aprovou a denominação de “Rodovia Professor Paulo Freire” para a via de acesso ao campus de Angicos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

A reunião também resultou na aprovação de diversos reconhecimentos de utilidade pública estadual. Foram beneficiadas uma associação de criadores de abelhas de Ouro Branco, uma entidade voltada ao desenvolvimento agrário em assentamento rural, a Associação Arte com Aconchego, o Porto e Mar Futebol Clube, de Macau, e uma associação sediada em Upanema.

Também recebeu aprovação, com substitutivo e em regime de prioridade, o projeto que atualiza a legislação estadual para adequar os serviços eletrônicos registrais ao Sistema Eletrônico dos Registros Públicos e a outras plataformas oficialmente integradas. A matéria ainda trata da cobrança de emolumentos e taxas nos procedimentos de regularização fundiária urbana de interesse específico.

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Antecipação do ICMS no RN gera críticas durante sessão plenária

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A antecipação do recolhimento do ICMS para determinados grupos de empresas no Rio Grande do Norte foi alvo de críticas durante a sessão plenária desta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do RN. A medida, que determina o recolhimento antecipado de 90% do imposto devido ou retido, foi questionada pelos impactos sobre o fluxo de caixa das empresas e seus possíveis efeitos sobre a economia estadual.

Durante os pronunciamentos, também foram feitas considerações sobre o momento político e eleitoral, apontado como uma oportunidade de reflexão e mudança de prioridades. Os parlamentares defenderam atenção às medidas que afetam diretamente a atividade econômica e a capacidade de investimento das empresas.

A antecipação do tributo foi adotada pelo Governo do Estado em um contexto de dificuldades financeiras e queda na arrecadação. A mudança, porém, vem sendo questionada por entidades do setor produtivo e juristas, que apontam impactos econômicos e levantam dúvidas sobre a alteração da regra por meio de portaria.

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Parlamentares aprovam política estadual de combate à tortura

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Os deputados estaduais deliberaram na sessão ordinária desta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, sobre diversas matérias legislativas, entre elas o Projeto de Lei Complementar nº 11/2023 de iniciativa do Governo do Estado sobre a política estadual de combate à tortura, que foi aprovado com unanimidade.

A proposição institui o Sistema Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (SEPCT), dispõe sobre o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio Grande do Norte (CEPCT/RN) e cria o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT).

A implementação do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT) atende ao compromisso internacional assumido pelo Brasil em 2007 com a ratificação do Protocolo Facultativo à Convenção Contra Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes da Organização da ONU.

Além da matéria, outras 31 proposições foram deliberadas e votadas em bloco, entre elas estiveram título de cidadão norte-rio-grandense, reconhecimento de patrimônio cultural, histórico, religioso ou arquitetônico e imaterial, matérias de manifestação cultural, de direitos das mulheres, direitos das gestantes, programa estadual de assistência à saúde, de combate à violência nas escolas, políticas sobre energias renováveis e, também, direitos das pessoas com deficiência.

Sessão extraordinária

Nesta terça-feira (25), também aconteceu uma Sessão Plenária Extraordinária para votação e aprovação da indicação de Ana Fabiola Torquato Nunes Rego para ocupar o cargo de diretor autárquico da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (ARSEP).

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ALRN recebe mentoria sobre funcionamento do Legislativo e cobertura eleitoral

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) recebeu, nesta quinta-feira (20), o segundo módulo da mentoria “Cobertura Eleitoral 360º – Bastidores, Poder e Jornalismo”, promovida pelo Sistema Tribuna do Norte. A atividade teve como foco o funcionamento do Poder Legislativo e contou com a condução do procurador-geral da Assembleia, Renato Guerra, que apresentou aos participantes aspectos da atuação da Casa e do processo legislativo.

Durante o encontro, o procurador-geral da Casa, Renato Guerra, explicou o papel constitucional da Assembleia, com destaque para as funções de elaboração das leis e fiscalização dos atos do poder público. Também apresentou o percurso das matérias, desde a proposição até a apreciação em plenário, além do funcionamento das comissões permanentes, responsáveis pela análise temática e pelo aprofundamento dos debates sobre os projetos. “Muitas vezes o grande conteúdo para a imprensa está justamente nas comissões, onde as matérias são discutidas com profundidade antes de chegarem ao plenário”, destacou.

A atividade reuniu profissionais do jornal impresso, portal, rádio, audiovisual e redes sociais do Sistema Tribuna do Norte, que participam da formação voltada à cobertura das Eleições 2026. A proposta é ampliar o conhecimento sobre as instituições e contribuir para uma cobertura jornalística mais integrada e qualificada.

André Luíz, repórter do Portal TN Online, destacou a importância da aproximação com as instituições para qualificar o trabalho jornalístico. “Conhecer de perto o funcionamento da Assembleia ajuda a compreender melhor os processos e a transformar informações técnicas em conteúdo mais claro para o público”. Também participaram da mentoria, o repórter Valdir Julião, Marcos Vinícios,da equipe da Jovem Pan News Natal e Beatriz Souza, da equipe de rede social da Tribuna do Norte.

A mentoria terá continuidade com visitas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), além de uma atividade prática de integração entre as diferentes plataformas do Sistema Tribuna de Comunicação.

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Deputados destacam atualização do Código ambiental, emendas impositivas e medidas fiscais

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O Grande Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi marcado por debates sobre a atualização do Código estadual do Meio Ambiente, a execução das emendas impositivas e medidas relacionadas à arrecadação do ICMS no Estado.

A tramitação do projeto de lei que atualiza o Código estadual do meio ambiente foi um dos temas abordados. A matéria já está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e seguirá para análise das Comissões de Finanças e Fiscalização, Administração e Educação. O processo prevê a participação de instituições como Fiern, OAB e órgãos ambientais. Uma audiência pública conjunta das quatro comissões está prevista para acontecer na Assembleia Legislativa.

Também entrou em discussão a execução das emendas impositivas, com destaque para a necessidade de maior transparência na liberação dos recursos destinados a municípios e instituições.

Outro tema debatido foi a determinação da Secretaria de Estado da Fazenda para a antecipação de 90% do ICMS devido ou retido por determinados contribuintes, referente aos meses de agosto e setembro de 2026. Diante da medida, foi sugerida a convocação de representantes do Governo do Estado e dos setores do comércio e da indústria para prestar esclarecimentos sobre a decisão e a destinação dos recursos.

Durante o grande expediente também foi registrado a posse do desembargador federal Ivan Lira de Carvalho no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, destacando sua trajetória e contribuição para a Justiça do Rio Grande do Norte.

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