Neste sábado (19), o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho assinou ordem de serviço que autoriza o início da elaboração do projeto de implantação da Adutora do Agreste Potiguar. O empreendimento vai beneficiar 38 cidades do estado.

“Nós temos um compromisso com o Rio Grande do Norte e com o Nordeste brasileiro de garantir segurança hídrica. Esse é o pacto firmado pelo Governo Federal e a população que, por tanto tempo, sofreu com a falta de água em suas torneiras. É mais um passo que damos para permitir que milhares de cidadãos potiguares tenham acesso à água e vivam com mais qualidade de vida”, afirmou o ministro Rogério Marinho.

Com investimentos estimados em R$ 260,5 milhões, a Adutora do Agreste Potiguar é uma das principais obras hídricas do Rio Grande do Norte. Treze cidades serão beneficiadas diretamente, sendo 10 na região do Agreste (Boa Saúde, Lagoa D’Anta, Monte das Gameleiras, Nova Cruz, Passa e Fica, Santa Cruz, Santo Antônio, São José do Campestre, Serra de São Bento e Serrinha) e três no Litoral Sul (Canguaretama, Serra de São Bento e Pedro Velho). Além disso, outros 25 municípios também serão beneficiados com maior oferta hídrica por conta da redistribuição da água dos Sistemas Adutores Monsenhor Expedito e Espírito Santo.

Prefeito de São Tomé e presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Anteomar Pereira da Silva, o Babá, destacou a importância da adutora para a popular potiguar. “É um empreendimento que vai desafogar o sistema Monsenhor Expedito e levar água para vários municípios do estado que sofrem muito com a escassez de água. Tem cidade onde essa adutora vai chegar que passa semanas sem pingar água na goteira do povo. Então, é uma ação importantíssima”, destacou.

A previsão é que as obras da Adutora do Agreste Potiguar sejam divididas em três fases e nove trechos, com 170,9 quilômetros de extensão, atendendo cerca de 510 mil pessoas ao fim do projeto.

Os estudos preliminares e ambientais para a construção da Adutora do Agreste Potiguar foram feitos por meio de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), instituição vinculada ao MDR, e a Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern). O MDR investiu R$ 4,6 milhões nessa etapa.

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