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Audiência na Assembleia sobre escala 6×1 define encaminhamentos e amplia debate no RN

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A discussão sobre o fim da escala 6×1 chegou à Assembleia Legislativa do RN, na tarde desta segunda-feira (27). Proposta pela deputada Divaneide Basílio (PT), a audiência pública reuniu membros da bancada federal do Rio Grande do Norte, representantes do Ministério Público e Governo do RN, além de membros de sindicatos, federações e movimentos estudantis. 

No início do evento, houve uma apresentação cultural (Mística) de trabalhadores de inúmeros setores da sociedade, com a utilização de bandeiras dos movimentos sociais presentes, música e palavras de ordem, além da declamação de um poema. 

Em seguida, foi veiculada uma reportagem produzida pela TV Assembleia, com pontos e contrapontos a respeito do assunto. 

“Eu já fiz parte desta escala, então eu sei o quanto é difícil uma rotina de trabalho tão pesada, e eu queria estudar, mas era muito difícil. Como voce faz uma escala de trabalho que pesa todos os dias? E como dividir o horário com os estudos? Por isso, hoje quando eu penso nessa escala, com relação às mulheres, às mães atípicas, por exemplo, qual o dia que essas mulheres têm para elas mesmas?”, questionou Divaneide Basílio.  

Para o presidente do Sindsuper-RN (Sindicato dos Trabalhadores de Supermercados do RN), Marcos Santana, a jornada menor irá proporcionar menos desgaste físico, mental e emocional para os colaboradores do setor. 

“Nós vamos ter mais tempo para lazer, para a nossa rotina religiosa, os jovens vão poder estudar melhor e, acima de tudo, os nossos trabalhadores terão menos cansaço físico, mental e emocional, que é o que estamos vendo hoje na nossa categoria”, destacou. 

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores do RN (CUT-RN), Irailson Nunes, argumenta que o fim da escala atual irá gerar aumento de produtividade. 

“Pesquisas já nos mostram que 70% a 73% da população brasileira aprova o fim da escala de trabalho 6×1. E nós sabemos o quanto isso vai melhorar a qualidade de vida do trabalhador, levando-o a desempenhar melhor suas funções, aumentando consequentemente sua produtividade”, frisou.  

Em seguida, a deputada propositora voltou a comentar que “já que se fala tanto em mudança de valores, agora existe a oportunidade de pensarmos quais iremos repassar para os nossos filhos”. 

“Solidariedade, respeito e direitos iguais. Eu acredito que, no futuro, as pessoas irão entender que o justo é dar o mesmo direito para todos. E isso vai equilibrar a nossa sociedade”, concluiu a parlamentar. 

Na sequência, o supervisor do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Ediran Teixeira, fez uma explanação dos principais aspectos que envolvem o tema, como a desigualdade no Capitalismo; a luta pela redução da jornada de trabalho; as dimensões do tempo do trabalho; os dados atuais da jornada de trabalho e escala 6×1; os impactos positivos do fim da escala 6×1; e os desafios para o movimentos sindical e popular. 

“Essa demanda dos trabalhadores não é de hoje. Ela vem de séculos atrás, desde a instituição do capital, quando brigavam por menores jornadas de trabalho – e alguns até tiveram suas vidas ceifadas ao longo da história. O Capitalismo sempre foi o lugar das desigualdades, e o cidadão sempre teve apenas o suor do seu trabalho. O que sobra dos nossos salários é basicamente o que temos para sobreviver”, enfatizou. 

O supervisor falou também sobre a desigualdade na distribuição de renda no Brasil.  

“O percentual 1% mais rico detém 19,7% de toda a renda produzida no País. Os 10% mais ricos ficam com 56,8% da renda; e os mais pobres têm, na verdade, mais dívidas do que renda. Então, por um lado temos uma apropriação enorme da riqueza e, por outro lado, os 50% mais pobres têm mais endividamento. Por isso os trabalhadores precisam ter mais tempo livre: não apenas para descansar e evitar adoecimentos, mas para discutir quais rumos querem para as suas vidas, como um todo”, disse. 

Finalizando, Ediran Teixeira afirmou que os trabalhadores estão num processo constante de adoecimento e não aguentam mais. 

“E aqui os números são muito alarmantes. Dados de 2025 apontam que 83,2% das pessoas do setor privado estão trabalhando acima de 44 horas semanais e recebendo apenas um salário mínimo. Além disso, 40% dos trabalhadores do setor de comércio pedem demissão por causa da jornada de trabalho excessiva”, finalizou. 

De acordo com o deputado federal Fernando Mineiro (PT), o embate entre capital e trabalho não é de hoje. 

“Desde sempre o capital busca ter mais força de trabalho à sua disposição, e o trabalhador busca mais direitos. Vem de muito longe a luta do sindicalismo brasileiro pela redução da jornada de trabalho. A linha do tempo nos mostra que muitas pessoas lutaram antes de nós. E essa discussão de hoje começou a ganhar força com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que foi abraçado pela deputada Érika Hilton, talvez hoje a parlamentar mais forte das redes sociais. Então, quando a deputada levantou a pauta, ela ganhou muita força”, destacou Mineiro. 

Ainda segundo o deputado, a força de trabalho brasileira que está na escala 6×1 (acima de 40 horas semanais) corresponde a cerca de ? dos trabalhadores de carteira assinada. 

“Nós temos cerca de 14 milhões de brasileiros sob o regime da escala 6×1, particularmente quem está nos Serviços Gerais e no Comércio. Por isso, nós estamos colocando a família no centro do debate. Nós queremos que as pessoas tenham mais tempo para a familia, para se cuidar, para estudar e cuidar da vida, porque as pessoas hoje vivem para trabalhar. O trabalhador chega em casa esgotado – e mais ainda as mulheres, que em sua maioria ainda vão cuidar da casa e dos filhos”, detalhou. 

O parlamentar federal também trouxe o dado de que mais de 80% dos trabalhadores da jornada 6×1 recebem até dois salários mínimos. 

“Então eles são duplamente prejudicados: pela questão da jornada e pelo salário menor. Além disso, quem não é afetado diretamente pela escala 6×1 certamente tem alguém da família que é. Portanto, aonde eu quero chegar? Nós temos que ampliar esse debate e envolver toda a sociedade, ir para as ruas e juntar os movimentos sociais”, acrescentou. 

Sobre as votações na Câmara dos Deputados, Fernando Mineiro disse que os dois projetos que tratam do assunto (de 2019 e 2025) passaram na CCJ e, na semana que vem, será implantada uma Comissão Especial para votar o mérito da pauta. 

De acordo com o Procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do RN, Gleydson Gadelha, a discussão não é linear, pois não atinge todos da mesma forma, seja com relação a gênero, escolaridade, nivel social ou remuneração. 

“Para discutir jornada, primeiro temos que notar que os mais atingidas por elevadas jornadas são as mais desprotegidas, a exemplo dos negros e dos trabalhadores do setor de serviços”, iniciou. 

Para o procurador, nós temos, sim, condições de diminuir a jornada para 40 horas e concentrar o trabalho em 5 dias. 

“Isso porque o capital se acumulou muito nos últimos anos. Nós nunca tivemos tanto dinheiro na mão de tão poucas pessoas. Outra questão é que o ser humano não consegue manter o foco no trabalho tantas horas seguidas, pois nós temos um mundo inteiro ao nosso redor. Também existe a questão da própria empresa. Boa parte dos setores hoje está tendo apagão de mão de obra. As pessoas não aguentam ficar muitos anos no mundo do trabalho, porque o modelo de exploração do trabalho é insustentável. Então, para que tenhamos empresas funcionando e para preservar as pessoas, a gente precisa racionalizar o atual modelo de jornada”, concluiu. 

Continuando os discursos, a deputada federal Natália Bonavides (PT) ressaltou que o fim da escala 6×1 é um tema fundamental para os trabalhadores.

“Esse tema trata do nosso tempo e do direito de viver bem. Hoje a lei permite uma jornada de 44 horas semanais, que é uma rotina pesada, prejudica a saúde, o convívio familiar, a possibilidade de estudo e lazer. Por isso nós estamos firmes para mudar essa realidade”, destacou. 

A parlamentar acrescentou que reduzir a jornada sem diminuir os salários “não é só proteção social, é estratégia de desenvolvimento e bem-estar das pessoas”. 

“A história mostra que isso não causa colapso econômico. Portanto, agora nos cabe ouvir a voz que vem das ruas. A mobilização cresceu muito no último ano e no Congresso nós não podemos ignorá-la. Portanto, contem conosco nessa luta!”, finalizou. 

Em seguida, a advogada e integrante do Movimento Brasil Popular, Elisa Maria, ressaltou que esse é um dos temas mais importantes da classe trabalhadora atualmente. 

“Foi assunto do plebiscito de 2025, que tocou nos principais pontos da desigualdade social brasileira: a alta carga de trabalho que a população brasileira sofre, somada à alta carga tributária, do ponto de vista de que quem menos recebe, mais paga impostos”, disse, complementando que a pauta nasceu de debates levantados pelo Movimento Feminista.

“Portanto, a luta pelo fim da escala 6×1 é central, pois esse é um modelo que rouba tempo, adoece corpos e aprofunda desigualdades. Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito de viver com dignidade, enfrentando a lógica neoliberal que transforma a vida em mercadoria”, finalizou Elisa Maria. 

Na sequência, o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no RN, Cláudio Gabriel Júnior, elogiou a iniciativa do presidente Lula ao encaminhar a pauta, em regime de urgência, para a Câmara, a fim de acelerar o processo. 

“A fala dele foi muito feliz, principalmente quando disse que ‘o fim da escala 6×1 é um passo para um País mais justo e com mais qualidade de vida’. Mais justo, a meu ver, porque o salário mínimo é muito baixo, fruto de um sistema que compreende o trabalhador como apenas mais um meio de produção. Nós vemos como naturais jornadas excessivas e exaustivas. E não pode ser assim. Então essa proposta signifca um equilíbrio de forças, já que a distribuição da riqueza não se deve dar somente em forma de retorno salarial. Uma jornada menos extenuante representa, sim, uma forma de distribuir riqueza, pois também é um ganho para os trabalhadores”, destacou. 

Por fim, o subsecretário de Trabalho da SETHAS, George Vieira, fez um resumo histórico, citando algumas conquistas importantes da classe trabalhadora ao redor do mundo. 

“Eu venho do meio empresarial. Fui empresário durante 30 anos e agora estou no governo. Mas eu nunca saí do lado de vocês. E eu sei que a hora é agora. Essa pauta será vencida, com certeza, porque o momento é propício”, opinou. 

O subsecretário também citou pesquisas brasileiras que concluíram que a redução da jornada de trabalho acarreta um aumento de mais de 60% na conclusão de tarefas, além de gerar um aumento de 85% no engajamento dos funcionários. 

“Então, é fato que a experiência vai dar certo. Todos nós precisamos de um tempo para nós e para a nossa família”, concluiu. 

Ao final da audiência, foram elencados dois encaminhamentos. O primeiro foi o envio de ofício à Diretoria de Comunicação da ALRN, requerendo a produção e veiculação de materiais jornalísticos com informações sobre as condições de saúde dos trabalhadores que atuam em regime de escala 6×1, identificando os recortes de gênero, raça e idade como elementos fundamentais. O segundo encaminhamento foi sobre a elaboração de uma carta aberta, pelas centrais sindicais, e seu posterior envio à presidência do Legislativo Estadual, para que os deputados possam aderir voluntária e publicamente.

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Ouvidoria da ALRN participa de evento do TCE sobre políticas de proteção às mulheres

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A Ouvidoria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte participou da 25ª edição da Sexta de Contas, promovida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que teve como tema o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.

Representaram a Assembleia Legislativa a ouvidora Elissa Galvão e o assessor Igor de Sá Casado da Silva, reforçando o compromisso institucional da Casa com o aprimoramento das políticas de acolhimento, escuta qualificada e promoção dos direitos das mulheres.

Realizado no auditório do TCE-RN, o evento reuniu gestores, servidores e especialistas para debater a ampliação dos canais de atendimento às vítimas de violência e a incorporação da perspectiva de gênero na atuação das instituições públicas.

A programação contou com palestras da secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Júlia Arruda, da promotora de Justiça Érica Canuto e da advogada e doutora em Direito do Trabalho Larissa Lopes Matos, que abordaram dados sobre a violência de gênero, a importância da rede de proteção e os desafios enfrentados pelas mulheres no ambiente de trabalho.

A participação da Assembleia Legislativa no encontro reforça o compromisso da instituição com a construção de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero, ao enfrentamento da violência contra a mulher e ao fortalecimento das ações de escuta e acolhimento no serviço público.
 

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Vida em Movimento: convite ao autocuidado é concluído com sucesso na ALRN

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Um projeto para incentivar mudanças diárias a fim de que os servidores deem impulso a uma vida saudável, aliando boas práticas de alimentação e atividade física. A primeira fase do projeto Vida em Movimento, iniciado em abril, foi finalizada nesta quinta-feira (16), no auditório Cortez Pereira, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Um dos idealizadores da iniciativa, o profissional de Educação Física Vinícius Alves Cortez, fez uma avaliação positiva da primeira etapa. “Nesses três meses do projeto, muitos servidores que se inscreveram vinham nos dar um feedback positivo das mudanças implementadas em sua rotina, contar da motivação para uma vida mais saudável”, afirmou.

Ele e a nutricionista Michele da Silva Félix, ambos da Coordenadoria de Saúde e Segurança do Trabalho, vinculada à Diretoria de Gestão de Pessoas, elaboraram o projeto. Ao longo dos três meses, os participantes acompanharam uma programação mensal com palestras multidisciplinares ministradas por médicos, psicólogos, nutricionistas e farmacêuticos.

“A mudança de hábitos passa pelo desenvolvimento da consciência corporal e pela construção gradual de uma rotina mais saudável. O foco do projeto sempre foi estimular os participantes a pensar em saúde e qualidade de vida de forma contínua”, resumiu.

No encontro de encerramento, especialistas voltaram a abordar temas ligados à saúde, qualidade de vida e autocuidado, reforçando a importância da adoção de hábitos saudáveis e do acompanhamento profissional para a prevenção e o tratamento de doenças.

A clínica médica e nefrologista Almira Dantas falou sobre obesidade, classificando-a como um dos principais problemas de saúde pública da atualidade. Durante a palestra, explicou o que realmente contribui para o emagrecimento e, principalmente, para a manutenção dos resultados obtidos ao longo do tempo. “A obesidade é uma doença crônica que exige acompanhamento multiprofissional permanente”, disse.

A médica destacou que o ganho de peso é influenciado por diversos fatores, como predisposição genética, ambiente familiar, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, além de aspectos relacionados ao sono, ao estresse e ao consumo de álcool. Dra. Almira alertou para os riscos das chamadas “dietas da moda”, ressaltando que elas costumam produzir resultados meramente temporários e podem comprometer a saúde. “Entre os benefícios da perda de peso, está a redução do risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, alguns tipos de câncer e asma”, exemplificou.

Na sequência, as farmacêuticas Maria José Barbosa e Suemilly Beatriz Oliveira esclareceram dúvidas sobre o uso das canetas emagrecedoras para tratamento da obesidade e do diabetes. As profissionais enfatizaram que esses medicamentos só devem ser utilizados mediante prescrição médica e acompanhamento especializado. Também alertaram para os riscos do uso indiscriminado e da aquisição de produtos comercializados clandestinamente, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A programação foi encerrada com palestras da psicóloga Maria Fernanda e da nutricionista Tamylla Lopes, que abordaram a importância do equilíbrio emocional, da alimentação adequada e do autocuidado como pilares para uma vida mais saudável. As profissionais destacaram que a adoção de pequenas mudanças na rotina, quando mantidas de forma consistente, pode proporcionar benefícios duradouros para a saúde física e mental.

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ALRN aprova projetos de impacto social nas áreas de saúde, educação, segurança e cultura

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (15), uma série de projetos voltados às áreas de saúde, educação, segurança pública, cultura, patrimônio histórico e administração pública. Entre as matérias aprovadas estão a criação de semanas estaduais de conscientização, medidas de proteção a crianças e adolescentes, o reconhecimento de manifestações culturais e bens históricos como patrimônio do Estado e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027.

Entre as matérias de maior alcance social, os deputados aprovaram a criação da Semana Estadual de Atenção à Pessoa com Lúpus e da Semana Estadual de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). As duas datas passam a integrar o calendário oficial do Estado, com o objetivo de ampliar a informação, a conscientização e o diagnóstico dessas condições.

Também recebeu aprovação o projeto que determina a afixação, em escolas públicas e privadas, de painéis ou cartazes com telefones e canais de denúncia contra a violência e o abuso sexual de crianças e adolescentes. A medida busca ampliar a divulgação dos mecanismos de proteção e facilitar o acesso às redes de denúncia e atendimento.

Na área da segurança pública, o plenário aprovou projeto de lei complementar que reconhece o exercício da atividade de bombeiro militar como atividade de profissional de saúde. Os parlamentares também aprovaram a instituição oficial dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns).

Na área cultural e de valorização do patrimônio histórico, foram reconhecidos como patrimônio cultural do Estado o programa Forró pela Rural, da Rádio Rural de Caicó; a Banda 11 de Fevereiro; o Festival Literário de Currais Novos (FLIC); a Ponte de Zé de Bastos; a Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de Upanema; o Coral Canto Caá, de Caicó; e a Igreja Matriz de São Francisco de Assis, em Pedro Velho. Também foi aprovado o reconhecimento de Apodi como Capital da Mecanização da Agricultura Familiar no Rio Grande do Norte.

Os deputados aprovaram ainda requerimentos para a realização de sessões solenes em homenagem ao Julho das Pretas, ao Dia do Hip Hop e aos Veteranos da Polícia Penal. Por meio de decreto legislativo, também foi reconhecido o estado de calamidade financeira e administrativa do município de Rodolfo Fernandes.

Entre as matérias de iniciativa do Poder Executivo, o plenário aprovou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027, com emendas apresentadas pelas comissões técnicas da Casa. Também foram aprovados o projeto de lei complementar que reestrutura as carreiras da Controladoria-Geral do Estado (Control) e a proposta que institui a identidade visual oficial da Polícia Penal do Rio Grande do Norte.

Vetos do Governo
Durante a sessão, os deputados apreciaram os vetos encaminhados pelo Governo do Estado e aprovaram a derrubada de todos eles. As matérias tratavam de dispositivos relacionados à extensão de efeitos remuneratórios para servidores do Poder Judiciário; à instituição de uma campanha de conscientização contra o aborto; à criação da Carteira de Identificação Estudantil do Rio Grande do Norte (CIERN); à responsabilização de pais ou responsáveis por danos ao patrimônio de escolas estaduais; e à isenção de taxas para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de servidores operadores da segurança pública.

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LDO de 2027 é aprovada na ALRN com previsão de receita de R$ 22,7 bi

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O Projeto de Lei nº 247/2026, que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício 2027, foi aprovado à unanimidade pelos deputados na sessão plenária desta quarta-feira (15). O relatório apresentado na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) teve 20 emendas encartadas à redação original, destinadas a atualizar, aperfeiçoar e ampliar os mecanismos de controle e transparência da proposta orçamentária.

Os deputados também aprovaram as emendas encartadas na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Ao todo, foram apresentadas 20 emendas, sendo 14 modificativas, duas supressivas e quatro aditivas, todas aprovadas em plenário.  Seu parecer reduziu de 20% para 15% o limite de remanejamento de dotações orçamentárias pelo Poder Executivo, mantendo o percentual adotado historicamente pela Comissão. 

No projeto de lei, para 2027 o Governo do Estado projeta uma receita total de R$ 22,7 bilhões, desconsideradas as fontes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Desse montante, R$ 22,2 bilhões correspondem às receitas primárias, sendo R$ 21,9 bilhões provenientes de receitas correntes e R$ 386 milhões de receitas de capital. Entre as receitas correntes, a maior fonte continua sendo as transferências correntes, estimadas em R$ 11,4 bilhões, seguidas pela arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria, prevista em R$ 9,6 bilhões, além de R$ 786,4 milhões em outras receitas primárias correntes.

Separadamente, conforme determina a metodologia dos demonstrativos fiscais, o projeto estima em R$ 3,7 bilhões a receita do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em 2027. Esses recursos são contabilizados de forma apartada das receitas do Tesouro Estadual e não integram o cálculo do resultado primário sem RPPS, sendo considerados apenas na apuração consolidada das contas públicas. A proposta também projeta uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 21,7 bilhões para o próximo exercício.

O relator apontou que a meta de superávit depende de uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em apenas um exercício, da contenção das despesas de custeio, da continuidade da absorção do déficit previdenciário e da não ocorrência de riscos fiscais que não foram detalhados nos anexos do projeto.

Outro grupo de mudanças amplia os mecanismos de transparência e fiscalização das contas públicas. As emendas determinam a divulgação antecipada dos relatórios fiscais que subsidiam as audiências públicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, garantem acesso direto dos órgãos de controle ao Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF/RN), observadas as normas de proteção de dados, e obrigam a publicação, no Portal da Transparência, de todas as etapas da execução das emendas parlamentares, desde a programação até o pagamento.

O relatório aprovado em plenário aponta que o projeto atende às exigências constitucionais e à legislação federal sobre finanças públicas, mas registra ressalvas em relação ao cenário fiscal projetado para 2027. O documento avalia que a previsão de superávit primário de R$ 549,3 milhões é possível, porém depende de premissas consideradas exigentes, como uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em um único exercício, redução expressiva das despesas de custeio, absorção contínua do déficit previdenciário e da não concretização de riscos fiscais não detalhados no projeto.

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Sessão plenária aborda combate ao feminicídio e investimentos em infraestrutura no RN

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Durante a sessão ordinária nesta quarta-feira (15), o plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte foi palco de pronunciamentos que versaram sobre a segurança pública estadual, o fortalecimento da gestão municipal e a necessidade de investimentos em infraestrutura rodoviária no interior do estado.

Um dos temas de maior repercussão na Casa foi o registro de um crime de feminicídio ocorrido na região litorânea, que vitimou uma comerciante e seu pai. O episódio motivou manifestações de profundo pesar e solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, culminando na proposição de uma moção de condolências oficial. O gesto busca expressar o respeito do Poder Legislativo diante da tragédia que consternou a comunidade local e reforçar o debate sobre a proteção à mulher.

A pauta administrativa também ocupou espaço relevante nas discussões parlamentares. O foco recaiu sobre a importância da articulação entre os entes federativos para a viabilização de obras estruturantes, como o recapeamento asfáltico da rodovia RN-118. A recuperação do trecho, que interliga municípios estratégicos, foi destacada como um avanço fundamental para a mobilidade regional e para o desenvolvimento econômico de áreas que enfrentavam dificuldades logísticas em gestões passadas.

Além das questões de infraestrutura, o debate parlamentar enfatizou a necessidade de união política em prol do crescimento das cidades. Defendeu-se que o destravamento de projetos, emendas e recursos para a geração de emprego e renda deve prevalecer sobre divergências partidárias. O cenário de estabilidade administrativa em municípios do Seridó também foi mencionado, especialmente diante da proximidade de tradicionais festividades religiosas que impulsionam o turismo e a economia potiguar.

Participaram dos debates os deputados Luiz Eduardo (PL) e Nelter Queiroz (PP), com apartes de Vivaldo Costa (PV), Adjuto Dias (PL) e Ezequiel Ferreira (PSDB).

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ALRN manifesta pesar pelo falecimento de Zilson Freire, pai do prefeito Paulinho Freire

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte formalizou, nesta quarta-feira (15), uma moção de profundo pesar pelo falecimento de Zilson Eduardo Freire, ocorrido em Natal. A iniciativa, apresentada pela presidência da Casa, presta homenagem póstuma a uma figura respeitada da história do esporte potiguar, que faleceu aos 91 anos de idade, deixando um legado de ética e compromisso com o desenvolvimento do estado. Zilson é pai do prefeito Paulinho Freire. 

Reconhecido como uma referência na arbitragem de futebol, Zilson Freire construiu uma trajetória marcada pela seriedade e imparcialidade nos gramados, conquistando o respeito de atletas, dirigentes e torcedores. Sua atuação no esporte ultrapassou as quatro linhas, servindo de inspiração para diversas gerações de profissionais que ingressaram na carreira esportiva no Rio Grande do Norte.

Além da dedicação ao esporte, o homenageado edificou uma sólida carreira profissional. Com formação técnica e administrativa iniciada no Atheneu Norte-rio-grandense e aperfeiçoada no atual Colégio Marista, ele atuou por 16 anos na empresa J. L. Fonseca. Posteriormente, dedicou 28 anos de trabalho à Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), onde exerceu cargos de chefia e contribuiu com sua experiência técnica até a aposentadoria.

No âmbito familiar, Zilson Freire deixa a viúva, Evane da Costa Freire, com quem foi casado por 66 anos, além de quatro filhos: o prefeito de Natal, Paulinho Freire; o advogado Sérgio Eduardo Freire, e os dentistas Eduardo Zilson Freire e Zilvane Freire. O voto de pesar, que também se estende aos oito netos e três bisnetos, será encaminhado oficialmente à família como uma expressão de solidariedade e reconhecimento do Parlamento Estadual diante da perda de um cidadão de conduta exemplar.

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Comissão de Educação aprova reconhecimento de patrimônios culturais e políticas públicas

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A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo reuniu-se, nesta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, para deliberar sobre matérias de diversos assuntos que tramitaram na comissão, entre elas, o reconhecimento de patrimônio cultural imaterial, a inclusão de eventos no calendário oficial do estado, a denominação de aparelhos públicos, a instituição de políticas estaduais e a concessão de títulos de cidadão norte-rio-grandense. Estiveram presentes os membros da comissão, Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Hermano Morais (MDB) e Adjuto Dias (PL).

As manifestações da cultura popular tradicionais integrantes da identidade cultural potiguar foram reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte, entre elas: o Grupo Cultural Egbé Logun (Afoxé) (Projeto de Lei nº 201/2026), manifestação cultural de matriz afro-brasileira integrante da identidade cultural potiguar; o Grupo Cultural Coco Cajueiro Abalô (Projeto de Lei nº 211/2026); o Coco Juremado RN As Flechas (Projeto de Lei nº 214/2026); o Grupo Artístico-Político-Pedagógico Pau e Lata (Projeto de Lei nº 224/2026); o Pastoril Estrela do Amanhã (Projeto de Lei nº 215/2026); o Coco de Roda (Projeto de Lei nº 220/2026); a Marcha pra Jesus de Jardim Lola (Projeto de Lei. nº 240/2026); a Cavalgada dos Vaqueiros, a Cavalgada de Sant’Ana, Pegas de Boi no Mato e Vaquejadas realizadas no Município de Campo Grande (Projeto de Lei nº 221/2026); o “Derradeiro de Maio”, do município de Olho d’Água do Borges (Projeto de Lei nº 241/2026); a Cavalgada de Sant’Ana do município de Currais Novos (Projeto de Lei nº 229/2026) e o Festival da Mãe Potiguar (Projeto de Lei nº 196/2026).

Além disso, alguns eventos foram aprovados na Comissão para serem incluídos no calendário oficial do estado, sendo eles, o projeto Natal Capital da Educação (Projeto de Lei nº 227/2026), o Dia Estadual das Unidades de Conservação (Projeto de Lei nº 192/2026), o Dia do Associativismo Potiguar (Projeto de Lei nº 154/2026) e o Arraiá do Jegue, um dos blocos e eventos mais tradicionais do município de Assú (Projeto de Lei nº 115/2026).

Outras matérias também foram objetos de deliberação, como o Projeto de Lei nº 397/2024, que dispõe sobre a transparência, por meio da publicação na internet, da posição na fila e do quantitativo dos alunos que aguardam por vagas nas instituições públicas de educação do RN; o Projeto de Lei nº 137/2026, que reconhece o mergulho recreativo amador no Rio Grande do Norte como esporte de lazer subaquático; o Projeto de Lei nº 202/2026, que inclui o município de Riachuelo na rota da fé e das tradições religiosas no estado e altera a Lei 11.908, de 12 de setembro de 2024 e o Projeto de Lei nº 479/2025, que dispõe sobre a obrigatoriedade de audiodescrição por apresentadores e comunicadores, em programas de rádio e televisão, promovendo a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência visual. Todas aprovadas por unanimidade.

Também os projetos de denominação de aparelhos públicos, como a denominação de “Professor Edson Cândido Alves” à quadra esportiva da Escola Estadual Professora Adalgiza Emídia Costa, no município de Carnaubais (Projeto de Lei nº 188/2026), a denominação de “Rodovia Prefeito Honório Barbalho” na rodovia estadual RN-003, no trecho que liga Goianinha a Santo Antônio (Projeto de Lei nº 610/2025) e a denominação de “Rodovia Janilson Ferreira” no trecho que interliga a RN-317, iniciando na interseção com a BR-101 e se estende pelas localidades de Ribeirinho, Manibu, Curral  Novo,  Laranjeiras  do  Abdias  (Brejinho), até o município de São José  de Mipibu (Projeto de Lei nº 185/2026).

Outros projetos apreciados e aprovados foram o Projeto de Lei nº 108/2026, que institui a Política Estadual de Planejamento de Vida, Autonomia e Inclusão da Pessoa com Síndrome de Down, o Projeto de Lei nº 44/2026, que institui o Programa Estadual de Transparência, Qualidade Comercial e Equilíbrio Operacional na Geração Distribuída de Energia Elétrica no estado, o Projeto de Lei nº 444/2025 que institui o Código de Bem-Estar Animal, o Projeto de Lei nº 277/2026 que institui o Conselho Administrativo da Meia-Entrada e da Meia-Passagem e o Projeto de Lei nº 138/2026, que institui a Política Estadual de Combate à Pirataria e aos Delitos Contra a Propriedade Intelectual.

Por fim, os membros da comissão votaram a concessão de Títulos Honoríficos de Cidadão Norte-Rio-Grandense.

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Líderes parlamentares comentam situação dos servidores estaduais e evento de defesa

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No horário destinado aos líderes, na sessão plenária desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa do Rio Grande de Norte, uma das pautas debatidas foi o atraso no pagamento do salário dos aposentados por parte do governo do estado e a falta de repasse, também por parte do governo, aos bancos oficiais do montante dos empréstimos consignados feitos pelos servidores do estaduais. Os servidores acabam sendo cobrados por esses empréstimos que são descontados na folha de pagamento, mas não chegam aos bancos.

Outro assunto falado na ocasião foi um convite à feira Shot FairBrasil 2026, que acontece de 15 a 18 de julho em São Paulo, direcionada ao segmento de defesa, de armas, munição, atiradores, clube de tiro, entre outros. O tema deste ano é conectando propósitos.

Pronunciaram-se no horário os deputados Nelter Queiroz (PP) e Coronel Azevedo (PL).

No horário destinado aos deputados, que encerra a sessão ordinária da Assembleia Legislativa, a situação de duas estradas do Rio Grande do Norte foi debatida. Da RN 269, que atravessa vários municípios da região Agreste, e da RN 062, que dá acesso a Baía Formosa. Somente um parlamentar se pronunciou nesse horário, o deputado Luiz Eduardo (PL).

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Saúde, infraestrutura e esporte dominam debates em sessão plenária na ALRN

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A sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, desta terça-feira (14), foi marcada pela diversidade de temas de interesse público. Os debates transitaram entre a celebração do patrimônio esportivo e cultural do estado, cobranças por melhorias na malha rodoviária potiguar, alertas sobre conscientização na saúde e reflexões acerca do cenário político nacional.

A trajetória centenária de uma das mais tradicionais instituições esportivas potiguares foi um dos destaques da manhã. A celebração dos 111 anos de fundação do América Futebol Clube foi apresentada como um marco para a vida social e cultural de Natal e do Rio Grande do Norte. Durante o debate, ressaltou-se a revitalização da sede social da entidade e o fortalecimento de 14 modalidades esportivas, que projetam o nome do estado em competições nacionais e internacionais, incluindo a preparação de atletas para os próximos Jogos Olímpicos.

No âmbito da infraestrutura, a situação das rodovias estaduais motivou cobranças por agilidade em obras de recuperação asfáltica. Foram citados trechos críticos nas RNs 062, 269 e 120, que atendem importantes polos turísticos e econômicos como Baía Formosa, Barra do Cunhaú e a região de Boa Saúde e Serrinha. A urgência das intervenções foi fundamentada na necessidade de garantir segurança para o transporte escolar, circulação de ambulâncias e o escoamento da produção agrícola, uma vez que as condições atuais têm gerado transtornos e prejuízos aos usuários.

A pauta da saúde também ocupou espaço relevante com a divulgação da campanha “Julho Verde”. O debate enfatizou a Lei Estadual 10.132/2016, que institui o período de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço no calendário oficial do estado. Foram apresentadas informações sobre sintomas comuns, como rouquidão persistente e dificuldades de cicatrização, além de alertas sobre fatores de risco como o tabagismo. A importância do diagnóstico precoce foi o ponto central, visando aumentar as chances de cura e ampliar o acesso a exames na rede pública.

Por fim, o plenário discutiu questões relativas ao cenário político brasileiro e ao exercício de liberdades individuais. Foram levantadas preocupações sobre decisões judiciais recentes e o impacto de medidas que restringem a comunicação entre lideranças políticas e seus familiares. O debate versou sobre a necessidade de preservação dos direitos fundamentais e o equilíbrio entre as instituições para assegurar a plena democracia.

Participaram dos pronunciamentos os deputados Hermano Morais (MDB), Eudiane Macedo (PV), Coronel Azevedo (PL) e Cristiane Dantas (PSDB).

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Comissão de Justiça encerra semestre com 296 projetos analisados e pauta diversificada

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta terça-feira (14), a última reunião antes do recesso parlamentar. Na ocasião, foi apresentado o balanço das atividades do primeiro semestre de 2026. Ao longo de 14 reuniões, entre ordinárias e extraordinárias, a comissão apreciou 296 processos, aprovou 271 matérias, rejeitou 14 iniciativas e encaminhou oito projetos para diligências.

Na reunião, os deputados aprovaram propostas voltadas à estrutura da administração pública estadual, entre elas a transformação e adequação de cargos em comissão e funções gratificadas no Poder Executivo, a reestruturação das carreiras da Controladoria-Geral do Estado (Control) e a instituição da identidade visual oficial da Polícia Penal do Rio Grande do Norte.

Também receberam parecer favorável iniciativas nas áreas da saúde e da inclusão, como a política estadual de conscientização, prevenção e incentivo ao diagnóstico precoce do câncer de ovário, a criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Doença Rara, as diretrizes para atenção à saúde de pescadores e marisqueiras artesanais e a Política Estadual de Mecanização da Agricultura Familiar (Mecaniza RN).

A valorização do patrimônio histórico e cultural também esteve entre os temas apreciados pela comissão, com a aprovação de projetos que reconhecem como patrimônio cultural e histórico do Estado o Museu do Seridó e o Memorial da Capoeira, em Natal.

Participaram da reunião os deputados Francisco do PT, Vivaldo Costa (PV), Eudiane Macedo (PV), Kleber Rodrigues (PP) e Coronel Azevedo (PL).

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