Por: Jornalista Marciel Nogueira
Antes do palanque, houve a terra batida.
Antes do mandato, o sítio.
Antes do poder, a simplicidade.
Babá Pereira nasce politicamente muito antes de ocupar cargos públicos. Nasce menino, na zona rural do Rio Grande do Norte, filho de agricultor, criado entre o trabalho, o silêncio das madrugadas e os valores que não se aprendem em gabinete. Valores que não se desaprendem com o tempo.
Foi ali, no chão simples do interior, que ele aprendeu a ouvir — qualidade rara na política, essencial na vida pública.
Morou no sítio até se casar. Não saiu às pressas, não rompeu com as origens. Saiu quando a vida chamou. E atendeu ao chamado pelos estudos, em Currais Novos, onde começou a enxergar novos caminhos sem jamais perder o rumo. Caminhos que o levariam longe, mas nunca para fora de si.
Há histórias que parecem pequenas no momento em que acontecem, mas que carregam o peso do destino. Babá Pereira lembra de uma delas com nitidez: quando dava carona, no trajeto entre a cidade e a zona rural. Em uma dessas viagens, uma senhora simples, quase anônima, lançou uma frase que atravessaria o tempo:
“Você ainda vai ser prefeito de São Tomé.”
A política, às vezes, nasce assim. Não de planos grandiosos, mas de um olhar atento, de uma palavra dita sem pretensão — e que se cumpre.
A vida seguiu. O tempo passou. A profecia virou realidade.
Babá foi vice-prefeito. Depois, prefeito de São Tomé por quatro mandatos. Construiu liderança não pelo discurso inflamado, mas pela constância. Não pelo improviso, mas pelo compromisso. Tornou-se presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) por duas vezes, presidiu o CIM Potiguar e passou a ser uma referência entre gestores municipais — alguém que conhece, na prática, as dores e urgências dos municípios.
E, ainda assim, nunca se afastou das origens.
Tudo o que é — e tudo o que representa — vem de onde veio. Da roça, do trabalho, da palavra empenhada. Da política que não se afasta das pessoas, porque nasce delas.
É esse percurso que agora o leva à condição de escolhido para ser pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte, compondo a chapa liderada por Álvaro Dias. Uma escolha que não se explica apenas por cálculos eleitorais, mas por história, coerência e simbolismo.
Babá Pereira carrega o interior no olhar e a gestão na experiência. Representa o municipalismo vivido, não discursado. A política que conhece o chão dos municípios e sabe que governar começa ouvindo.
Ao aceitar o desafio, reafirma a crença que sempre o guiou:
a política só faz sentido quando nasce da história, da verdade e do compromisso com as pessoas.
No fim, Babá Pereira não é apenas um nome na chapa.
É a prova de que a política ainda pode brotar da terra —
e crescer sem esquecer as raízes.
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