A declaração é forte e o assunto é sério. Durante entrevista, o senador Styvenson Valentim, candidato à reeleição, voltou a falar sobre a escolha de suplentes e disparou uma frase que certamente terá repercussão na campanha eleitoral.
“Eu não vendi para empresário o cargo de suplente e nem entreguei a partido político, bando de safado, para depois ficar me ameaçando, me extorquindo como fizeram comigo”, declarou Styvenson.
A afirmação ganha dimensão ainda maior porque o próprio senador já havia revelado que recebeu propostas de vantagens para entregar sua primeira suplência a empresários. Agora, Styvenson utiliza uma palavra ainda mais pesada: “vendi”.
Embora não tenha citado Zenaide Maia nominalmente nessa declaração, a fala pode ser interpretada politicamente como uma indireta à adversária na disputa pelo Senado. Zenaide montou sua chapa com presença do setor empresarial nas suplências.
E aí está o ponto que deverá provocar discussão: Styvenson afirma publicamente que se recusou a transformar sua suplência em negócio e critica duramente a entrega dessas posições a empresários e partidos.
Isso não autoriza concluir que Zenaide tenha vendido suas suplências — não há prova disso. Mas, em plena campanha, a declaração de Styvenson joga uma provocação diretamente no colo dos adversários que escolheram empresários ou pessoas ligadas ao setor empresarial para essas posições.
Se foi uma indireta, o endereço político parece fácil de identificar.
Depois dessa entrevista, suplência de senador deixou de ser apenas composição de chapa e virou assunto quente da campanha.
































