Na entrevista à TCM, Dr. Bernardo, que atualmente é deputado estadual, disse ter uma avaliação diferente sobre o efeito de apresentar determinada candidatura como favorita. Para ele, a percepção de viabilidade eleitoral ajuda a campanha ao transmitir confiança e estimular o chamado voto útil.
“Eu costumo dizer que a coisa mais difícil numa campanha é você convencer as pessoas de que você vai ganhar a eleição. Então, se alguém chega e diz que eu vou ganhar a eleição, eu fico muito feliz por isso”, afirmou.
O deputado chegou a dizer que uma pessoa comprometida com outro candidato poderia ajudá-lo simplesmente divulgando que ele tem condições de vencer. “Não quero que você vote comigo. Agora você saia por aí dizendo que vota nessa outra pessoa, mas diga que eu ganho, porque eu entendo que, na hora que você diz que eu ganho, você está me ajudando”, declarou.
Dr. Bernardo rejeitou a tese de que essa mensagem levaria o eleitor a escolher outro candidato por considerar que o primeiro já teria votos suficientes. “Eu não acredito muito nisso”, disse. Na avaliação dele, afirmar que um concorrente não tem força ou perspectiva de vitória pode provocar um dano maior.
“Eu acho que a credibilidade de que você vai ganhar a eleição é fundamental. Então, quem quiser sair por aí dizendo que eu vou ganhar a eleição, eu vou ficar muito feliz, porque eu acho que as pessoas querem também fazer o voto útil, votar em quem tem perspectiva real de ganhar a eleição”, afirmou.
Questionado diretamente sobre a existência de fogo amigo contra sua candidatura, Dr. Bernardo respondeu: “Em relação a mim, não.” Ele disse manter boa relação com os demais integrantes da nominata e afirmou que nenhum eleitor lhe apresentou relatos semelhantes aos recebidos por Thabatta.
Ao defender a atuação conjunta da federação, Dr. Bernardo citou Thabatta, Natália e Mineiro. “Eu não vou a lugar nenhum sem Thabatta, sem Natália, sem Mineiro, e nem eles vão a lugar nenhum sem mim”, afirmou.
Projeção
Na entrevista, Dr. Bernardo avaliou que a nominata da Federação Brasil da Esperança deve eleger três deputados federais. Na projeção dele, as outras cinco vagas deverão ficar com PL (3) e com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP (2).
“Às vezes, as pessoas chegam a dizer que a gente pode fazer quatro. Eu não acredito nisso. Eu acho que, no cenário das nominatas atuais, o PL deve fazer três, a federação nossa três e União Brasil-PP dois. Não existe essa perspectiva de um fazer quatro e outro só fazer um. Eu acho que vai ser três, três e dois”, projetou.
O deputado também avaliou que a eleição proporcional deste ano será mais difícil por causa da redução do número de nominatas. “Na atual eleição, com a diminuição do número de candidatos, nós só temos quatro nominatas. Reduziu muito o número de candidatos. Eu não vejo como nenhum dos deputados federais se eleger com menos de 100 mil votos. É uma eleição totalmente diferente da eleição anterior”, afirmou