Minutos após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (31) que suspendeu a propaganda eleitoral digital, os repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação em debates e outros meios de comunicação, Renan Santos (Missão) se manifestou pelas redes sociais dizendo que foi “censurado” pelo ministro Dias Toffoli.

Em protesto contra a decisão, Renan trocou a foto dos perfis oficiais de sua campanha nas redes sociais.

O ministro determinou a suspensão cautelar após apontar que 16 perfis utilizados pelo candidato foram informados à Justiça Eleitoral 12 dias depois do pedido de registro da candidatura. Para Toffoli, a omissão poderia permitir que as contas fossem tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, obtivessem vantagem por meio dos algoritmos de recomendação.

A decisão de Toffoli é cautelar e não determina, por enquanto, o indeferimento da candidatura. Renan e o partido terão 24 horas para informar quando os perfis passaram a ser utilizados para propaganda eleitoral e se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação pode levar ao indeferimento do registro.

Em vídeo publicado nas redes sociaisum dia antes da decisão do TSE, Renan já havia comentado sobre o risco de sua candidatura e criticado a possibilidade de ser acusado de abuso de poder econômico.

“Eles estão falando aqui de um caso que está dando problema no TSE para um monte de gente, do registro das redes sociais de todos os candidatos. É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo”, afirmou.

Renan também disse que sua campanha é uma das mais baratas entre os candidatos e que depende de vaquinhas e doações privadas. “Eu posso ser enquadrado por abuso de poder econômico. […] As campanhas dos outros estão usando centenas de milhões de reais, por dentro e por fora. E eu estou abusando do poder econômico”, declarou.