As insinuações feitas pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), ao sugerir uma suposta “venda de sentenças” após a suspensão das sessões que votariam a cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), são graves e precisam ser investigadas com rigor. Não se trata apenas de uma fala impensada, mas de um ataque direto ao Poder Judiciário do Rio Grande do Norte.
As decisões que interromperam as sessões partiram de três magistrados amplamente reconhecidos pela seriedade e pela conduta ilibada: os desembargadores Cornélio Alves e Dilermando Mota, além do juiz Arthur Cortez Bonifácio. São profissionais com carreiras longas e reputação construída sobre respeito à lei, ao equilíbrio e à ética — características que não podem ser colocadas sob suspeita por declarações motivadas por disputas políticas.
Ao insinuar, mesmo de forma indireta, que pode ter havido venda de decisões judiciais, o vereador ultrapassou todos os limites da responsabilidade pública. A fala, além de desacompanhada de provas, atinge injustamente a honra de três magistrados ao mesmo tempo e coloca em xeque a integridade de uma instituição que merece respeito.
Diante da gravidade do conteúdo, o mínimo esperado é que os órgãos competentes apurem a declaração, para que não se normalize a prática de lançar acusações sem fundamento contra o Judiciário.

















Rio Grande do Norte.














