Faltando menos de quatro meses para as eleições de outubro, a corrida pelas vagas da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados segue marcada por um elevado índice de indefinição e pela pulverização de candidaturas. Pesquisa do Instituto Exatus contratada pelo Grupo Agora RN mostra que a maioria dos eleitores do Rio Grande do Norte ainda não definiu em quem pretende votar para deputado estadual ou federal.
O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 29 de maio, com 1.500 eleitores em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.
Na disputa para deputado federal, a pesquisa espontânea aponta que 66,84% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Outros 6,6% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Isso significa que 7 em cada 10 eleitores ainda não têm preferência para a vaga de deputado federal.
Entre os nomes citados, a liderança é da deputada federal Natália Bonavides, que aparece com 3,44% das menções espontâneas. Em seguida, vêm a vereadora de Natal Nina Souza, com 2,42%, e os deputados federais João Maia, com 1,73%, e Benes Leocádio, com 1,71%.
Também aparecem entre os mais lembrados o deputado General Girão, com 1,59%; o deputado Sargento Gonçalves, com 1,5%; o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim, com 1,48%; a vereadora de Natal Thabatta Pimenta, com 1,42%; o ex-prefeito de Currais Novos Odon Júnior, com 1,4%; o policial militar Major Brilhante, com 1,39%; o deputado e ex-governador Robinson Faria, com 1,35%; e o ex-prefeito de Caraúbas Juninho Alves, com 1,1%. Outros nomes citados têm menos de 1%.
Veja os citados para deputado federal
- Natália Bonavides: 3,44%
- Nina Souza: 2,42%
- João Maia: 1,73%
- Benes Leocádio: 1,71%
- General Girão: 1,59%
- Sargento Gonçalves: 1,5%
- Dr. Bernardo Amorim: 1,48%
- Thabatta Pimenta: 1,42%
- Odon Júnior: 1,4%
- Major Brilhante: 1,39%
- Robinson Faria: 1,35%
- Juninho Alves: 1,1%
- Fernando Mineiro: 0,82%
- Opção do PT: 0,77%
- Cabo Deyvison: 0,6%
- Kelps Lima: 0,59%
- Pedro Filho: 0,29%
- Coronel Azevedo: 0,2%
- Flávia Suyane: 0,18%
- Dr. Kerginaldo: 0,16%
- Milena Galvão: 0,16%
- Opção de Direita: 0,16%
- Matheus Faustino: 0,13%
- Fábio Faria: 0,12%
- Isolda Dantas: 0,12%
- Opção do prefeito de Touros: 0,12%
- Cinthia Pinheiro: 0,11%
- Flávio de Beroi: 0,11%
- Ezequiel Ferreira: 0,1%
- Kleber Rodrigues: 0,1%
- Victor Hugo: 0,1%
- Walter Alves: 0,09%
- Daiana Valentim: 0,08%
- Ubaldo Fernandes: 0,07%
- Divaneide Basílio: 0,06%
- Francisco do PT: 0,06%
- Maria Clara: 0,06%
- Susape Augusto: 0,06%
- Beto Rosado: 0,05%
- Cristiane Dantas: 0,05%
- Fernando Bezerra: 0,05%
- Galeno Torquato: 0,05%
- Ivanilson Oliveira: 0,05%
- Júlia Arruda: 0,05%
- Nelter Queiroz: 0,05%
- Rafael Motta: 0,05%
- Carla Dickson: 0,04%
- Dr. Alessandru: 0,04%
- Dr. Heider Ferreira: 0,04%
- Hugo Motta: 0,04%
- Professor Ernandes Leite: 0,04%
- Tomba Farias: 0,04%
- Não sabe: 66,84%
- Nenhum/branco/nulo: 6,6%
Como funciona a eleição proporcional
Em 2026, o primeiro turno das eleições acontecerá no dia 4 de outubro (um domingo). Os eleitores vão às urnas para eleger deputados estaduais (24 no RN), deputados federais (8 no RN), senadores (2 por estado), governadores (1 por estado) e presidente da República. Os mandatos dos eleitos terão duração de quatro anos, exceto os dos senadores, que vão durar oito anos. A posse dos deputados estaduais e federais para a nova legislatura acontecerá em 1º de fevereiro de 2027.
No Brasil, a eleição para deputados estaduais e federais segue o sistema proporcional de lista aberta, no qual o eleitor vota diretamente em um candidato ou apenas no partido. Primeiro, calcula-se o quociente eleitoral (total de votos válidos dividido pelo número de vagas), que define quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito. Em seguida, dentro de cada legenda, as vagas são distribuídas aos candidatos mais votados individualmente.
Assim, o desempenho coletivo do partido influencia o resultado, e candidatos com menos votos podem ser eleitos se a legenda alcançar um bom total, enquanto outros com votação expressiva podem ficar de fora caso o partido não atinja o quociente necessário.