

ECONOMIA
RN aposta em energia eólica, turismo e petróleo para impulsionar o PIB

Com o Rio Grande do Norte sendo líder na geração de energia eólica no Brasil e perspectiva de abertura de novos parques em 2025, o segmento pode ser um dos impulsionadores do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no ano que vem, segundo avaliações de especialistas e economistas. Além disso, o turismo aquecido com entrega de novos equipamentos e a fruticultura potiguar também são vetores de impulso do PIB potiguar, que tem projeção de crescer em cerca de 2 a 3% para 2025, segundo economistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE.
“No RN temos um cenário de crescimento bem positivo. Os índices estão em progressão, até pelas propriedades da nossa economia, como geração de energia, petróleo, exportações, alimentos, tudo tem tido variações positivas. Enxergamos que isso aconteça no ano seguinte se não houver nenhum fator atípico. A projeção é que continuemos nessa progressão positiva”, avalia o presidente do Corecon-RN, Helder Cavalcanti. “Nosso turismo também exerce um impacto muito significativo no resultado final”, cita.
Ainda segundo Helder Cavalcanti, há expectativas de que o PIB potiguar seja superior ao do Brasil. “Aqui no RN o grande fator de produção são as exportações que temos, como a energia, o processo agrícola que temos uma produção bem vista em nível internacional. Não só o RN, mas outros estados do Nordeste têm apresentado esse desenvolvimento acima da média do Brasil”, acrescenta.
O analista de economia Rodrigo Lima, ex-professor do departamento de Políticas Públicas da UFRN, cita que o último Boletim Focus projetou para 2,02% o PIB do Brasil do ano que vem, mas cita que o do RN deverá ser acima em virtude dos investimentos na matriz eólica e fruticultura do Estado. Ele lembra ainda que o Conselho Monetário Nacional (CNM) aprovou redução de taxas de juros para a indústria eólica, incentivando investimentos na diversificação e segurança da matriz energética.
“Essas medidas vão estimular ainda mais as indústrias eólicas no RN com diminuição de taxas de juros para novos investimentos. Esse com certeza é um grande vetor, além da retomada da economia no pós-pandemia, com setor de serviços muito forte. Vemos o comércio e o emprego, além dos vetores tradicionais, como o turismo”, cita.
Projeções
O Boletim Focus publicado pelo Banco Central (BC) nesta semana aponta que o PIB do Brasil tem projeção de 2,02% ante 3,49% em 2024. O índice do IPCA está projetado para 4,84% em 2025 ante 4,91% em 2024 e a taxa Selic com projeção de 14,75% para o ano que vem. Os números podem variar a depender de uma série de fatores, como conflitos, epidemias, e mudanças políticas e econômicas.
Segundo projeções da Confederação Nacional da Indústria, o PIB do Brasil deve crescer 2,4% no ano que vem. Para 2024, a CNI subiu para 3,5% a expectativa de alta do PIB, mais do que o dobro em relação à estimativa anunciada no fim do ano passado.
Segundo a CNI, os fatores que impulsionaram o crescimento da economia em 2024 também vão influenciar o ritmo da atividade no ano que vem, embora com menos intensidade. O consumo, por exemplo, deve crescer 2,4% em 2025, quase metade do previsto para este ano. Os investimentos, por sua vez, tendem a subir 2,6%, ante os 7,3% em 2024.
Para o economista Robespierre do Ó, as perspectivas de crescimento do RN e do Brasil são “pífias”. “Acho que é um crescimento pequeno: um estado pobre como o nosso crescer 2% é nada, é crescimento vegetativo da população. É muito pequeno para uma situação que vivemos hoje, em que precisamos gerar emprego, renda e riquezas para poder dar um bem estar para a população do Estado. Quando você cresce 2% não se cresce nada. Quando você imagina que o Brasil já cresceu 15% ao ano, 10% ao ano, e hoje ficamos satisfeitos com 3%, estamos sendo pequenos”, opina.
“Os agentes do mercado rentista projetavam uma taxa muito mais baixa e o desenvolvimento do Brasil apresentou taxas muito mais significativas para o crescimento do PIB nacional, inclusive do RN. Para o ano de 2025 acredito que essas taxas devem permanecer próximas, ou seja, em média de 2,5 a 3%, se mantivermos o patamar de desenvolvimento, de crescimento que temos há algum tempo. É uma boa notícia para a economia”, opina o economista e professor da UFRN, William Eufrásio.
Fortalecer pequenos negócios e PPPs é alternativa para crescer
Entre as alternativas para alavancar a economia no âmbito do Rio Grande do Norte, segundo avaliações dos especialistas ouvidos pela TN, estão a possibilidade de Parcerias Público-Privadas e fortalecimento dos pequenos negócios, responsáveis por grande parte das contratações no mercado de trabalho.
“Nosso turismo tem um impacto interessante no nosso resultado final e esse é um dos fatores que eu coloco: a partir do momento em que começarmos a valorizar as belezas naturais que temos, algumas medidas que o Governo está colocando em prática para buscar PPPs, podem e devem incrementar nossa economia. Temos uma Via Costeira maravilhosa que precisa ser melhor aproveitada. O turista chega e fica ilhado no hotel. Se houvesse formas de usufruir dessas belezas, isso representaria um incremento de negócios, de circulação de dinheiro e, consequentemente, de melhoria da nossa economia”, cita Helder Cavalcanti.
Para o ex-professor do Departamento de Políticas Públicas da UFRN, Rodrigo Lima, o momento é de “fortalecer as bases” e incentivar a geração de empregos formais no Estado em 2025.
“O momento é de fortalecer as bases da economia no sentido estrutural. As parcerias entre o setor público e o privado são uma alternativa, mas precisa-se de medidas para gerar empregos de forma sustentável. A metáfora que se faz é que em alguns momentos o governo comemora a alta do PIB ou as expectativas como uma família saindo de férias no seu carro e estivesse feliz com isso. O que os economistas chamam a atenção é que a gasolina desse carro pode acabar. Então é importante ter medidas que fortaleçam estruturalmente o crescimento do PIB são o caminho que o governo deveria seguir”, finaliza.
Na avaliação do economista Robespierre do Ó, o Governo do Estado precisa “fazer seu dever de casa” no tocante à parte fiscal em 2025.
“Atualmente temos um crescimento das receitas correntes pequeno e quando você olha o crescimento dos impostos e da receita do Estado, é insuficiente para cobrir a principal despesa, que é a folha de pagamento. Há necessidade de o governo fazer o dever de casa com seu ajuste fiscal, fazendo com que o que o Estado arrecada caiba dentro do que gasta, e não fazer aumento de impostos e, em seguida, fazer aumento de folha salarial. Se eu preciso de mais impostos para resolver meu problema da despesa, não posso criar mais despesa. Há uma necessidade do Governo, ALRN, Judiciário e MP sentarem e discutirem os problemas fiscais do Estado”, completa Robespierre do Ó.
Alta do dólar e inflação: cenário gera preocupação
As projeções para a inflação em 2025 registraram uma piora, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central. A piora generalizada também afeta a taxa de juros e dólar futuro para o próximo ano.
Segundo o boletim, a projeção para o IPCA, índice oficial de inflação, subiu de 4,60% para 4,84%, superando a meta do Banco Central, que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual. Em relação à Selic (taxa básica de juros), a estimativa saltou de 14% para 14,75%. Atualmente a Selic está em 12,25%, e o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC indicou que fará ao menos dois aumentos de 1 pp no início de 2025, que levariam a taxa a 14,25%.
Na avaliação do professor do Departamento de Economia da UFRN, William Eufrásio Nunes Pereira, uma das condicionantes para a inflação no ano que vem é o regime de chuvas, que afetam o mercado de maneira geral.
“Em alguns momentos no período de entre safra se tem uma pressão inflacionária maior e no período da safra uma inflação menor, fruto exatamente da oferta maior de produtos alimentícios. A inflação vai depender muito do inverno do próximo ano. Os meteorologistas estão prevendo um inverno normal, então não vai haver nem geadas nem secas grandes. Então se o inverno for regular a pressão por parte dos bens alimentícios que normalmente é forte não será tão forte e a taxa da inflação se manterá muito próximo da meta, que é de 3,5%, então ela deve ficar algo entre 4 e 4,5%”, explica.
Com o dólar enfrentando um dos maiores índices de sua história no Brasil, o cenário para 2025 gera preocupação. Na última quinta-feira (26), a moeda fechou com R$ 6,17 após injeção de liquidez por parte do Banco Central (BC). Na semana passada, a moeda atingiu a cotação histórica de R$ 6,26.
“A médio prazo, em torno de três meses, esse cenário é um grande desafio para o Governo. Há uma mudança na gestão do BC e quem está assumindo agora tem que ter uma nova postura, mas já sinaliza nesses três meses ainda com elevação, mas eles têm algumas medidas que não foram divulgadas, mas esperamos que consiga-se controlar”, cita Helder Cavalcanti, presidente do Corecon-RN.
“O dólar é um fator preponderante no crescimento dos negócios, tanto em nível local quanto internacional. Tudo que produzimos tem um componente externo que é mensurado pelo dólar. O grande desafio para 2025 é conseguir controlar esses impactos e não ofuscar nosso desenvolvimento”, cita o economista.
Segundo os economistas ouvidos pela TN, a alta do dólar afeta custos de produção e pode ter impactos no Rio Grande do Norte e do Brasil. Um dos exemplos é o trigo, utilizado na produção de pães, bolos e outros derivados, em que o Brasil importa 70% do trigo consumido.
“O pão de cada dia do brasileiro vem do trigo, que tem custo em dólar. Se ele aumenta, o trigo aumenta e, com isso, o preço do pão aumenta. O Banco Central, quando viu a tendência de alta do dólar, era para ter feito uma intervenção e não ter deixado essa escalada chegar até onde chegou”, explica o economista Robespierre do Ó.
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Governo cumpre acordo e reduz carga tributária do Regime Atacadista para 6,1%

O Governo do Estado anunciou que vai retornar a carga de ICMS para 6,1% para o setor atacadista, inscritos no Regime Especial, após a entrada em vigor da nova alíquota modal do imposto de 20%, no Rio Grande do Norte. A decisão foi pauta da reunião, nesta sexta-feira (28), entre o secretário Estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, e representantes da Fecomércio-RN e do Sindicato do Comércio Atacadista do RN (SINCAD). O decreto com a manutenção da carga tributária para o setor deverá ser publicado na edição do Diário Oficial do Estado deste sábado (29 ).
A medida do Governo busca a abertura de novos postos de trabalho nesse segmento e também fortalecer a competitividade dos atacadistas potiguares em relação aos dos demais estados do Nordeste.
O setor atacadista conta um regime especial com carga tributária diferenciada no RN em comparação com o regime normal. A alíquota para esse sistema foi atualizada para 7,1% em função da redução da modal para 18%, no ano passado. Com o decreto, os contribuintes desse segmento passarão a recolher, em vez de 7,1%, apenas 6,1%, o mesmo em vigência quando a modal era de 20%.
As empresas contempladas pelo benefício fiscal terão três meses para se adequar aos novos critérios introduzidos na legislação.
Tribuna do Norte
ECONOMIA
RN teve saldo de 2,4 mil novos empregos formais em fevereiro

O estado do Rio Grande do Norte registrou, em fevereiro, um saldo de 2.495 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 22,5 mil admissões e 20 mil desligamentos no mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta sexta-feira (28), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado é positivo também para o primeiro bimestre do ano, período em que o estado soma 2,2 mil novas vagas formais. Já nos últimos 12 meses, o saldo registrado no Rio Grande do Norte é de 34,7 mil empregos. O estoque, ou seja, a quantidade total de pessoas formalizadas trabalhando no estado, chegou a 538,2 mil pessoas.
Em fevereiro, o Rio Grande do Norte apresentou desempenho positivo em três dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de Serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.367 vagas. Na sequência aparecem Construção (726) e Comércio (558). Os setores de Indústria e Agricultura apresentaram saldo negativo, com menos 101 e 1.055 vagas, respectivamente.
No estado, as novas vagas com carteira assinada foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino (1.827). Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas (2.249) com as vagas no Rio Grande do Norte. Jovens entre 18 e 24 anos são o grupo com maior saldo de vagas no estado: 1.627.
A capital Natal foi o município com o melhor saldo no estado em fevereiro, com 1,9 mil novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 235 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no mês de fevereiro no estado aparecem Currais Novos (146), Macaíba (144), Parnamirim (132) e Caicó (120).
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Dívida Pública sobe 3,3% em fevereiro e aproxima-se de R$ 7,5 trilhões

As emissões mensais recorde e o baixo volume de vencimentos de títulos fizeram a Dívida Pública Federal (DPF) subir em fevereiro. Segundo números divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,253 trilhões em janeiro para R$ 7,492 trilhões no mês passado, alta de 3,3%.
Em junho do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilhões. Mesmo com a alta em fevereiro, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início de fevereiro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 0,23%, passando de R$ 6,951 trilhões em janeiro para R$ 7,178 trilhões em fevereiro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,92 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados (com juros definidos antecipadamente) e atrelados à taxa Selic (juros básicos da economia). A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 70,85 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 145,39 bilhões em títulos da DPMFi, o maior volume mensal desde o início da série histórica, em novembro de 2006. Com o baixo volume de vencimentos em fevereiro, os resgates somaram R$ 33,976 bilhões, o volume mais baixo desde dezembro do ano passado.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 4,15%, passando de R$ 301,81 bilhões em janeiro para R$ 314,34 bilhões em fevereiro. Os principais fatores foram a alta de 1,35% do dólar e a emissão de US$ 2,5 bilhões em títulos no exterior, que aumentaram o endividamento do governo.
Colchão
Após forte queda em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) voltou a subir. Essa reserva passou de R$ 744 bilhões em janeiro para R$ 889 bilhões no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a forte emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado.
Atualmente, o colchão cobre 6,66 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,267 trilhão em títulos federais.
Composição
Apresar da forte emissão de títulos corrigidos pelos juros básicos e prefixados (com rendimento definido no momento da emissão), a composição da DPF mudou pouco. A proporção dos papéis atrelados à Selic caiu de 47,98% em janeiro para 47,77% em fevereiro. O PAF prevê que o indicador feche 2025 entre 48% e 52%. Esse papel está atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas da taxa Selic.
A fatia dos papéis prefixados subiu de 20,15% em janeiro para 20,54% em fevereiro. O PAF prevê que o indicador feche 2025 entre 19% e 23%. Normalmente, os papéis prefixados indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeriam a administração da dívida do governo.
A fatia de títulos corrigidos pela inflação na DPF caiu levemente, passando de 27,72% para 27,51%. O PAF prevê que os títulos vinculados à inflação encerrarão o ano entre 24% e 28%.
Composto por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa, o peso do câmbio na dívida pública passou de 4,15% para 4,18%. A dívida pública vinculada ao câmbio está dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2025, entre 3% e 7%.
Prazo
O prazo médio da DPF caiu de 4,11 para 4,08 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
Detentores
As instituições financeiras seguem como principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 29,8% de participação no estoque. Os fundos de pensão, com 24,1%, e os fundos de investimento, com 22,3%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.
Mesmo com a redução da instabilidade no mercado externo, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu de 9,9% em janeiro para 9,7% em fevereiro. Em novembro, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde janeiro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública estava em 11,2%. Os demais grupos somam 14,2% de participação.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
Agência Brasil
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Rendimento mensal do trabalhador bate recorde e chega a R$ 3.378

O rendimento médio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.378, o valor mais alto já registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), e mostram que, em um ano, a alta na renda dos trabalhadores foi de 3,6%. O recorde anterior era do trimestre encerrado em janeiro de 2025, com R$ 3.365.
Os valores são deflacionados, ou seja, levam em conta a inflação acumulada no período, fazendo com que a comparação reflita o real poder de compra do trabalhador.
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. O levantamento apontou que, no trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego foi de 6,8%.
Formalidade aumenta renda
A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, frisa que parte do recorde do rendimento médio pode ser explicada pela redução da informalidade no mercado de trabalho.
A taxa de informalidade ─ trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário ─ teve “ligeira redução”, caindo a 38,1% da população ocupada. No trimestre terminado em novembro de 2024, estava em 38,7%.
“Se hoje, na minha população ocupada, eu tenho uma maior proporção de trabalhadores formais do que havia anteriormente, é esperado que essa média [de rendimento] aumente, dado que, de modo geral, os trabalhadores formais têm um rendimento maior que os não formais”, explica.
A pesquisadora contextualiza ainda que o número total de ocupados ficou em 102,7 milhões de pessoas, 1,2% menor que o do período terminado em novembro, sendo que o grupamento administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi responsável pela subtração de 468 mil ocupações.
Beringuy ressalta que esse número representa um comportamento sazonal da administração pública, que dispensa funcionários temporários no começo de ano. “Foi o segmento do setor público com os menores rendimentos, que são aqueles dos contratos temporários”, afirmou ela, se referindo a trabalhadores da área da educação fundamental. Dessa forma, com o corte de pessoas com menores salários, o rendimento médio tende a aumentar.
O reajuste do salário mínimo para R$ 1.518, no começo do ano, foi outro fator que contribuiu, em menor escala, para o recorde no rendimento do trabalhador.
Segundo Beringuy, o reajuste serve como referência de rendimento mesmo para quem não tem carteira assinada. “O salário mínimo é um balizador importante no mercado de trabalho, principalmente entre os trabalhadores informais”.
Massa de salários
Outro dado recorde apontado pelo IBGE é a massa salarial, que alcançou R$ 342 bilhões. O montante consiste na soma de todos os valores que os trabalhadores recebem e funciona como um motor da economia. Em um ano, esse total teve crescimento de 6,2% (mais R$ 20 bilhões).
Contribuição para a previdência
De acordo com o IBGE, o trimestre encerrado em fevereiro de 2025 teve 67,6 milhões de trabalhadores que contribuíam para a previdência social. Esse numero não inclui apenas trabalhador com carteira assinada. “Pode ter um trabalhador por conta própria que contribui para o instituto de previdência”, exemplifica Beringuy.
Esse contingente representa que 65,9% dos ocupados contribuíam para institutos de previdência, maior percentual desde o trimestre encerrado em julho de 2020 (66,1%).
“O recuo da informalidade e, consequentemente, o aumento da proporção do trabalho formal contribuiu para essa expansão de cobertura previdenciária”, explica a coordenadora do IBGE.
O ponto mais alto de contribuição para a previdência foi em junho de 2020 (66,5%).
Agência Brasil
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Global Eggs: produtora de ovos brasileira compra empresa americana e cria gigante mundial

A brasileira Global Eggs, que pertence ao empresário Ricardo Faria, sócio da Granja Faria, anunciou a compra da americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões). Com a aquisição, a empresa, que já é dona da espanhola Hevo, se torna a segunda maior produtora de ovos do mundo, atrás apenas da Cal-Maine Foods, também dos Estados Unidos.
Considerando dados do ano passado, o faturamento da Global Eggs e da Hillandale Farms chega a US$ 2 bilhões, com geração de caixa superior a US$ 500 milhões e um plantel de 41 milhões de aves. Com a crise do mercado americano de ovos causada pela gripe aviária, no entanto, os resultados tendem a ser bem maiores neste ano.
Além de Faria, o fundo de private equity (especializado na aquisição de participações em empresas) Economia Real II, do BTG Pactual, também se tornou sócio do negócio, com participação de 11% no capital da Global Eggs – o fundo do BTG pagou US$ 300 milhões por essa fatia.
O banco assessorou a compra ao lado do Rabobank, enquanto o Houlihan Lockey assessorou a parte vendedora, a família Bethel – a Hillandale Farms foi fundada em 1958 por Orlando Bethel e tem sede em Greensburg, no Estado da Pensilvânia (EUA).
Por trás da estratégia de criação de uma marca global, está a mudança no consumo de ovos em todo o mundo, segundo pessoas a par do tema. Antes visto como um produto mais voltado a consumidores de baixa renda, o insumo se tornou “mainstream” em diferentes classes sociais, entrando de vez no café da manhã de muitas famílias, que deixaram de lado pães e leite. Recentemente também ganhou nichos de mercado, como os ovos orgânicos, com selênio, gourmet, de galinhas criadas soltas.
Estratégia
Ao construir uma companhia global, a empresa pretende compartilhar expertises entre os diferentes mercados. Assim, da Europa poderá ser incorporado o conhecimento para o lançamento de produtos mais sofisticados e em embalagens menores. Do Brasil o nível de segurança alimentar e a eficiência na produtividade. Já dos Estados Unidos, a ideia é ter contato e espalhar o conhecimento em automação, engenharia de produção e distribuição sempre de acordo com profissionais do mercado.
Apesar de a Global Eggs ter feito um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, para avaliar uma possível oferta de ações, pessoas próximas ao negócio negam que esse seja o principal objetivo da companhia – que é ser a “melhor empresa do mundo”.
A injeção de capital, neste momento, foi feita de maneira privada, sem necessidade de fazer uma oferta pública para levantar recursos no mercado de capitais. Um eventual novo negócio poderia se dar de maneira semelhante. Essa discussão se dará quando necessário, dizem pessoas próximas da empresa. Atualmente, a Global Eggs não tem necessidade de recursos, com endividamento inferior a uma vez a geração de caixa.
As negociações entre Faria e a família Bethel aconteciam havia cerca de um ano. Com 89 anos de idade, Orland Bethel preferiu dividir o dinheiro entre seus herdeiros, e partiu em busca de um comprador. Segundo pessoas próximas à negociação, apesar de ter recebido outras ofertas, houve uma identificação recíproca entre Bethel e Faria. O empreendedor americano se veria mais jovem no brasileiro, que por sua vez teria dito ter encontrado um “pai” nos EUA. A ideia é que Bethel continue próximo à empresa.
Mercado
A gripe aviária, que encareceu os preços dos ovos nos EUA, teria tido impacto neutro na negociação. Isso porque, se por um lado aumenta o valor do produto (o ovo está entre os itens com maiores reajustes nos EUA), de outro representa uma ameaça ao plantel. Para pessoas próximas ao negócio, o objetivo da transação mirou o longo prazo.
Como esse mercado não é voltado a exportações, e, sim, bastante dependente da produção local, as consolidações tendem a continuar acontecendo, num momento já bastante aquecido. Em novembro, a Global Eggs pagou € 120 milhões pela Hevo, segunda maior produtora da Espanha. Em janeiro, a JBS adquiriu por R$ 1 9 bilhão a Mantiqueira, o que marcou a entrada da líder global de carnes no setor.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Em 1 semana, novo consignado privado concede 76% do volume que antigo registrou em janeiro

Nos primeiros sete dias de concessão, o novo crédito consignado privado teve concessões equivalentes a 75,8% do volume emprestado pelos bancos nessa linha em janeiro através do modelo antigo. Além disso, já registrou 80% da concessão mensal média no consignado privado ao longo de 2024.
Entre a sexta-feira passada, 21, e a quinta, 27, foram R$ 1,28 bilhão em concessões, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em janeiro, com o modelo antigo ainda em vigor, foram concedidos R$ 1,69 bilhão em operações de consignado privado, de acordo com o Banco Central.
Ao longo de 2024, a concessão mensal foi em média de R$ 1,602 bilhão. O volume foi consideravelmente maior nas linhas destinadas a aposentados e pensionistas do INSS, com R$ 8,6 bilhões; e a servidores públicos, em que foi de R$ 8,4 bilhões.
O novo consignado privado permite que os bancos façam ofertas de crédito a todos os trabalhadores com carteira assinada, porque as instituições passam a consultar os dados do eSocial, sistema do governo em que as empresas mantêm as informações sobre suas folhas de pagamento.
No modelo existente até então, as instituições só tinham acesso aos dados de funcionários de empresas com as quais haviam firmado convênios. Era um modelo que exigia um grande esforço comercial, o que aumentava os custos e restringia o acesso a esse crédito a trabalhadores de poucas empresas.
Com a mudança, o governo espera que cerca de 25 milhões de trabalhadores tenham acesso ao consignado privado. A expectativa também é de que as taxas sejam menores que as do crédito pessoal sem garantia, e a medida provisória que criou o novo programa estimula a troca de uma operação pela outra.
Estadão Conteúdo
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Fiern estimula inovação, IA e liderança feminina com Procompi

Liderança feminina, gestão da inovação e uso da inteligência artificial (IA) nas vendas estão entre os focos dos projetos que serão executados nas micro e pequenas empresas industriais que aderirem, neste ano, ao Programa de Apoio à Competitividade da Micro e Pequena Empresa (Procompi) no Rio Grande do Norte. O Programa é uma iniciativa que promove a cooperação para superar desafios e estimular a inovação, a produtividade e o crescimento das MPEs em um contexto cada vez mais digital e sustentável. O Procompi tem a parceria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Sebrae e, no RN, da Fiern.
De acordo com Kesiane Santana, responsável técnica na Unidade de Desenvolvimento Industrial da Fiern, há projetos, em 2025, voltados para setores estratégicos da indústria potiguar, além dos que abordam temas transversais para superar desafios comuns a diferentes segmentos industriais.
“O objetivo é trazer um diferencial competitivo, fortalecer o papel da liderança no sucesso do negócio e promover um ambiente mais inovador e sustentável para as empresas”, explica Kesiane Santana.
Os projetos setoriais estão direcionados à cadeia produtiva da indústria do leite e à confecção de bonelaria e vestuário. Já os projetos transversais, abertos a empresas de distintos segmentos, têm como foco três pilares principais: incentivo à liderança feminina, gestão da inovação e transformação digital com inteligência artificial.
Na área de transformação digital, o programa oferece capacitação prática e personalizada. As empresas participantes terão acesso a treinamento em inteligência artificial aplicada ao marketing digital, incluindo mentorias individuais e suporte por três meses.
No campo da inovação, as empresas receberão capacitação e apoio para implementar soluções inovadoras em suas operações, com a inteligência artificial como ferramenta estratégica.
Outro destaque é o projeto “Ela Faz a Indústria”, que busca capacitar lideranças femininas ao desenvolver competências e estimular o protagonismo das mulheres nas indústrias potiguares.
Resultados expressivos
“O Procompi se destaca por sua contribuição às micro e pequenas indústrias, permitindo acesso a ações de grande impacto com custos acessíveis”, afirma Ana Adalgisa, coordenadora executiva de Relações Institucionais e com o Mercado. Em 2024, o programa executou nove projetos no estado, promovendo ganhos em competitividade e sustentabilidade nos negócios, além de fortalecer o associativismo, um dos objetivos da Fiern.
Para a atual chamada, lançada em 2023 e com término previsto para dezembro de 2025, o Procompi prioriza temas voltados à transformação digital e à sustentabilidade, considerados essenciais para o futuro da indústria. “Estamos prontos para liderar esta transição, capacitando as MPEs para enfrentar os desafios da era digital e adotar práticas sustentáveis, mantendo a missão de fortalecer o setor industrial brasileiro”, conclui Santana.
Desde 2003, o Procompi atua no Rio Grande do Norte, participando de todas as edições do programa, realizado em parceria entre a CNI e o Sebrae. Até hoje, já alcançou 15 segmentos industriais no estado, impactando mais de 625 micro e pequenas empresas, com avanços em produtividade, competitividade e inovação.
Adesão
As empresas interessadas podem obter mais informações pelo e-mail [email protected], pelos telefones (84) 3204-6243 / 6256 ou acessando o link: https://forms.office.com/r/ztsyt1T87x.
Tribuna do Norte
ECONOMIA
RN já soma mais de 57 mil declarações do Imposto de Renda 2025, aponta Receita Federal

A Receita Federal divulgou, nesta sexta-feira (28), um novo balanço da entrega de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2025. Segundo o órgão, o Rio Grande do Norte já soma 57.451 declarações enviadas até as 10h da manhã. Os dados integram o total da 4ª Região Fiscal, que abrange também os estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.
Ao todo, a 4ª Região Fiscal recebeu 301.226 declarações desde o início do prazo, em 17 de março. Pernambuco lidera a lista, com 146.409 documentos enviados, seguido da Paraíba (54.137), Rio Grande do Norte (57.451) e Alagoas (43.229).
Em todo o Brasil, a Receita Federal já contabiliza 4.676.632 declarações entregues. A expectativa é que até o encerramento do prazo, no dia 30 de maio, sejam enviadas 46,2 milhões de declarações do ano-calendário 2024.
A Receita alerta os contribuintes para não deixarem para a última hora. A entrega da declaração fora do prazo implica multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido. Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2024 está obrigado a declarar, entre outras situações específicas.
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Lula discute acordo sobre carne bovina, aviação e Brics no Vietnã

Em viagem oficial ao Vietnã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta sexta-feira, 28, sobre a negociação para a venda de jatos da Embraer à estatal Vietnam Airlines e a abertura do mercado daquele país para a carne bovina brasileira. A declaração foi feita durante um encontro com o presidente do Vietnã, Luong Cuong, em Hanói, onde firmaram o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica, que abrange o período de 2025 a 2030, com a finalidade de fortalecer o comércio bilateral entre os dois países.
Lula também convidou o Vietnã para participar da cúpula do Brics no Brasil, no final deste ano, e destacou a intenção de um acordo comercial do Mercosul com Hanói. “A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira atrairá investimentos de frigoríficos do Brasil para fazer do Vietnã uma plataforma de exportação do Sudeste Asiático”, disse Lula, em declaração à imprensa. O presidente brasileiro citou ainda um acordo de cooperação em educação, ciência e tecnologia, destacando que em breve as universidades brasileiras e vietnamitas poderão promover o intercâmbio entre professores e estudantes.
Além do Plano de Ação, o encontro foi marcado pela assinatura de dois acordos e dois memorandos. Os acordos abordam o exercício de atividade remunerada por parte de dependentes de missões diplomáticas, repartições consulares e missões permanentes junto a Organismos Internacionais, além da troca e proteção mútua de informações classificadas. Brasil e Vietnã também assinaram Memorando de Entendimento entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e o Ministério da Indústria e Comércio do Vietnã para cooperação comercial e industrial, e ainda um memorando em torno de parcerias ligadas ao futebol.
Além da reunião com o presidente do país asiático, a agenda de Lula foi marcada por encontros com os líderes dos outros três pilares do sistema político vietnamita: o primeiro-ministro, Pham Minh Chính; o presidente da Assembleia Nacional, Tran Thanh Man; e o secretário-geral do Partido Comunista, Tô Lâm. Ao final, o presidente brasileiro participa da recepção oficial oferecida pelo presidente Luong Cuong.
Fonte: Estadão Conteúdo
Tribuna do Norte
ECONOMIA
Dólar sobe para R$ 5,75 após imposição de tarifas de Trump

Em meio aos reflexos da sobretaxação em 25% das importações de veículos pelo governo de Donald Trump, o dólar voltou a ficar acima de R$ 5,75, em um dia negativo para moedas latino-americanas. Na contramão das bolsas norte-americanas, a bolsa brasileira subiu pelo terceiro dia seguido e atingiu o maior nível desde outubro.
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (27) vendido a R$ 5,752, com alta de R$ 0,019 (+0,34%). A cotação chegou a R$ 5,77 por volta das 10h20, operou próxima de R$ 5,73 na maior parte da tarde, mas acelerou perto do fim das negociações.
Mesmo com a alta dos últimos dois dias, a moeda norte-americana cai 2,77% em março. Em 2025, o recuo chega a 6,81%.
O mercado de ações teve um dia mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 133.149 pontos, com alta de 0,47%. No maior nível desde 2 de outubro, o indicador foi puxado por ações de petroleiras, mineradoras e exportadoras de carne.
A bolsa brasileira foi na contramão do mercado de ações norte-americano. Após a imposição de tarifas de 25% sobre a importação de todos os veículos pelo governo Trump, as ações de montadoras de veículos caíram significativamente na bolsa de Nova York, empurrando para baixo as bolsas nos Estados Unidos.
A decisão de Trump impactou as moedas latino-americanas, que se desvalorizaram, na contramão das principais moedas do planeta. A expectativa de que a exportação de minério de ferro, aço e cobre, componentes usados nos veículos, caia influenciou as moedas de países exportadores de metais, como o Brasil.
No caso da bolsa de valores, fatores internos ajudaram a conter o pessimismo internacional. A divulgação de que a prévia da inflação oficial desacelerou em março beneficiou o mercado de ações brasileiro. Isso porque uma inflação abaixo do previsto pode fazer o Banco Central aumentar os juros menos que o esperado, estimulando o consumo.
Tribuna do Norte
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