Enquanto duas Notícias de Fato (nº 102 e 103/2026) tramitam na Promotoria de Parelhas mirando o REFIS (renegociação de dívidas do contribuinte) e o PAI (aposentadoria incentivada dos professores municipais) — com a própria estrutura da Câmara no polo ativo, ou seja, sendo DENUNCIANTE —, essa mesma Casa torrou R$ 66.264,00 em diárias em 2025.

Foram 98,5 diárias em 72 viagens. E o recordista tem nome: o Vereador Presidente, Pedro Miguel de Medeiros Neto, embolsou sozinho R$ 19.008,00 — 28,69% de tudo que a Casa gastou no ano. Mais do que a soma dos quatro vereadores seguintes no ranking.
O mês de abril explodiu: R$ 26.604,00, 40% do gasto anual, com a “Marcha dos Gestores” em Brasília. Naquele mês, a razão entre diárias e dias úteis de trabalho bateu 157,5% — mais diárias do que dias efetivos de trabalho.

A pergunta que Equador precisa fazer é simples: como explicar ao professor e ao contribuinte que a Câmara achou tempo para acionar o MP contra leis feitas para eles, mas não achou tempo para frear os próprios gastos?

Economicidade e razoabilidade estão no art. 37 da Constituição. Valem para todos — inclusive para quem ocupa a presidência.
Que a Câmara de Equador explique. O povo tem o direito de saber.

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Blog Jair Sampaio